Alegadas agressões ocorreram no passado dia 20 de Novembro

Idoso apresenta queixa na PSP da Povoação contra médico a quem acusa de “o agredir verbal e fisicamente” durante consulta às 4 horas

 Um idoso apresentou queixa à PSP de Povoação por ter sido, alegadamente, agredido verbalmente e fisicamente durante uma consulta de madrugada.
Segundo os familiares do idoso, o médico, que não identificam, agrediu no passado dia 20 de Novembro, por volta das 4h da manhã, um paciente que deu entrada nas Urgências do Centro de Saúde da Povoação, “após acordar com imensas dores que se vinham a agravar há mais de uma semana”. 
O centro de Saúde encontrava-se de porta fechada pelo que “o paciente teve que tocar à campainha para poder entrar. O segurança de serviço abriu a porta e disse que iria chamar o médico que se encontrava a dormir. Passados alguns minutos o médico apareceu, extremamente mal disposto e irritado, dizendo: ‘tu outra vez, o que fazes novamente aqui?’ (de salientar que no dia anterior, o paciente se havia deslocado a este serviço de urgência pelo mesmo motivo, sendo atendido pelo mesmo médico)”.
O paciente fazia-se acompanhar, nessa noite, pelo neto, “uma vez que se encontrava cheio de dores e sem capacidade de conduzir”. Perante “a falta de respeito e educação para com o avô, o neto incrédulo com o que acabara de ouvir, manteve-se calmo, respondendo apenas: “desculpe se viemos interromper o seu descanso, mas o meu avô acordou cheio de dores e como é óbvio tivemos que vir às urgências”. 
O médico não terá gostado do que ouviu e expulsou o neto da sala “de forma mal-educada e até agressiva verbalmente”. O avô ficou na sala enquanto o médico dizia: “Não passa com uma, duas, três… passa com cinco, seis, o que for preciso” (referindo-se às injecções) ”. 
O médico pediu à enfermeira para administrar a injecção ao paciente, quando se encontrava deitado na maca à espera de ser tratado. Pela descrição que é feita pelos familiares, a enfermeira “pediu delicadamente ao paciente para se levantar, para poder administrar o tratamento. O médico, do nada atira o paciente contra um armário de utensílios médicos quase que o ferindo com o que lá se encontrava, nomeadamente, seringas, bisturis, frascos de medicamentos em vidro, entre outros, que o poderiam ferir gravemente”.  “O paciente caiu e tentou se defender das agressões do médico, dentro do possível e das suas capacidades. E as agressões não se ficaram apenas pelo atirar ao chão”, denunciando os familiares que o médico “terá ainda agredido a soco o paciente”.  O neto, que se encontrava na sala de espera, diz “ter ouvido um estrondo vindo de dentro e reconheceu a voz do avô num pedido de ajuda”. Perante este cenário, “o neto foi em auxílio do avô, temendo pela sua integridade física”. 
Perante o cenário de “agressão do médico para com o avô, o neto corre na sua direcção, altura em que o segurança intervém, agarrando-o com alguma agressividade porque pensava que este iria partir para a violência. O médico foge e barrica-se no seu consultório”.  Os familiares do idoso criticam o facto de a saúde andar, na Povoação, “nas mãos de médicos estrangeiros que nem português sabem falar, que chegam cá pensando que podem tratar os pacientes como bem entendem”.
Questionam-se estes familiares sobre “quem selecciona estes ‘doutores’ para virem para cá ‘tratar da saúde’ dos povoacenses? Será que estão mesmo inscritos na Ordem dos Médicos? Ou é daqueles cursos que se tiram online?”.  João Paz

Print
Autor: CA

Categorias: Regional

Tags:

Theme picker

Revista Pub açorianissima