Avaliações bancárias de moradias e apartamentos subiram mais em Outubro no Algarve e Açores

 Em Outubro, o valor médio de avaliação bancária realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, fixou-se em 1 304 euros por metro quadrado, mais 5 euros que no mês anterior. A nível regional, as maiores subidas registaram-se no Algarve e nos Açores (1,4%). A única descida foi observada no Alentejo (-0,2%). 
Em comparação com o período homólogo, o valor médio das avaliações cresceu 7,6%. A taxa de variação homóloga mais elevada para o conjunto das avaliações verificou-se no Norte (9,0%). Já a menor foi registada na região do Alentejo (3,5%).

Apartamentos: Açores com
     aumentos de 13,6%

No mês em análise, o valor médio de avaliação bancária de apartamentos foi 1 389 euros o metro quadrado aumentando 8,8% relativamente ao mês homólogo de 2018. O valor mais elevado foi observado na região do Algarve (1 732 euros o metro quadrado) e o mais baixo no Alentejo (1 071 euros o metro quadrado). Comparativamente com Setembro, o valor para apartamentos subiu 0,3%, tendo o Algarve apresentado a maior subida (1,6%) e os Açores a maior descida (-3,1%). 
Em termos homólogos, a Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento mais expressivo (13,6%) e o Alentejo o mais baixo (3,4%). O valor médio da avaliação para apartamentos T2 subiu 6 euros, para 1 426 euros o metro quadrado, tendo-se mantido inalterado para os T3 nos 1 292 euros o metro quadrado. No seu conjunto, estas tipologias representaram 82,8% das avaliações de apartamentos realizadas em Outubro.

Moradias: Açores com 
o maior aumento

A avaliação bancária das moradias subiu 5,1% para 1 167 euros o metro quadrado. Os valores mais elevados observaram-se no Algarve (1 680 euros o metro quadrado) e na Área Metropolitana de Lisboa (1 632 euros o metro quadrado), tendo o Centro registado o valor mais baixo (1000 euros o metro quadrado). 
Comparativamente com Setembro, os Açores apresentaram o maior aumento (2,3%), enquanto a Madeira registou a maior descida (-0,9%). Em termos homólogos, o Algarve apresentou o maior crescimento (9,9%) e o menor ocorreu na Região Autónoma da Madeira (2,2%). Comparando com o mês anterior, os valores dos T3 e T4, tipologias responsáveis por 44,7% das avaliações, atingiram os 1 092 euros o metro quadrado e 1 145 euros o metro quadrado (mais 8 euros e menos 2 euros, respectivamente). Já as moradias T5 ou superior, com 41,8% das avaliações de moradias em Outubro, desceu 3 euros, para 1 265 euros o metro quadrado.
  De acordo com o Índice do valor médio de avaliação bancária, em Outubro, o Algarve, a Área Metropolitana de Lisboa, a Madeira, a Área Metropolitana do Porto, o Alentejo Central e o Alentejo litoral, apresentaram valores de avaliação superiores à média nacional (46%, 37%, 22%, 12%, 5% e 3% acima, respectivamente). As regiões das Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa e Médio Tejo foram as que apresentaram os valores mais baixos em relação à média nacional (-27%, -24% e -23%, respectivamente).
O Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação (IABH) recolhe informação caracterizadora dos alojamentos que são objecto de financiamento bancário e em cujo processo há lugar a uma avaliação técnica de cada imóvel. Assim, os seus resultados são representativos para o universo de alojamentos em que há recurso a esse meio de financiamento. A utilização desta informação deve ter em conta o facto das estimativas dos valores de avaliação dos alojamentos poderem reflectir parcialmente variações qualitativas das habitações avaliadas em cada período. São consideradas sete instituições financeiras nos resultados apurados por este inquérito, que cobrem 89% do montante total de novos créditos à habitação concedidos em 2018 no país.
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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