Empresas importadoras de queijos dos Açores para os EUA preocupadas

Contentor com 26 toneladas de queijo de S. Jorge pagou mais cerca de 50.000 dólares de taxas

O empresário João Moniz, que lidera uma das maiores empresas de importação de produtos dos Açores para os EUA, esta muito apreensivo pelo impacto que a nova lei “Trump” de tributação de produtos importados da Europa, e que no caso concreto de Portugal abrange o queijo dos Açores. Para João Moniz “desenganem-se aqueles que acham que o mercado da saudade, ou mesmo os americanos,  absorvem este diferencial de preço de mais 25%, quando existe a possibilidade de importar queijo da Nova Zelândia, mais barato e de boa qualidade, e que não esta sujeito a esta taxa”, sublinhou.
Aquele empresário fez um comparativo em relação ao ultimo contentor que importou, e que esta suportado no documento que apresentamos.
O último contentor trazia 26 toneladas de queijo de São Jorge, sendo 23.427 Kg. de queijo Topo  (169.678.00 Dólares)  e  2.647 Kg. de queijo Uniqueijo (23.827.00 Dólares)
Pelas taxas antigas o Queijo Topo pagaria 16.967.80 dólares de taxas. Pela nova tributação foram pagos pelo mesmo produto mais 42.419.50 dólares
Pelas taxas antigas o queijo da Uniqueijo pagaria 2.382.70 dólares. Pela nova taxa foram pagos mais 5.956.75 dólares. Conforme rdito, estes valores estão referenciados no documento que também refere a outras taxas e emolumentos de valor residual. 
Este ultimo contentor, o primeiro a estar sujeito à nova legislação, as 26 toneladas de queijo importado no seu conjunto, ou seja o produto, transportes e taxas, custou 271.212.00 dólares, sendo que de taxa de importação pagou mais 48.376,25 dólares passando de 19.350,50 dólares de taxas para 68.947,27 dólares, incluindo outros pequenos valores de emolumentos. 
João Moniz e um conjunto de outros empresários radicados na Nova Inglaterra consideram que se não existir um apoio à comercialização de produtos nos EUA, o queijo de São Jorge vai registar uma grande descida nas vendas, pois o mercado americano já representa algum peso na sua comercialização. 
João Moniz referiu ainda que “nós, importadores, protegemos o produto, acarinhamos o produto armazenamos, limpamos muitas vezes para ter boa apresentação”, mas não podemos assumir, nem os produtores, este acréscimo de custo, pelo que vamos passar a vender menos e vamos comprar muito menos, e para sobrevivermos temos que olhar para outros mercados, o que é uma pena pois para chegarmos aqui tivemos 40 anos a lutar, sublinhou João Moniz.
“A nossa estratégia empresarial passa por tentar motivar os  mais jovens, da chamada segunda geração de descendentes açorianos, que não tem tanta ligação à terra dos seus familiares, mas que gostam de manter a ligação aos Açores, mas esta geração tem formação, e o preço é um factor decisório no acto da compra”, frisa o empresário João Moniz, destacando que “é preciso fazer um esforço muito grande para vender os nossos produtos”.

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Autor: CA

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