Demolição da Central das Ondas do Pico avança na Primavera de 2020

 A demolição da Central das Ondas do Pico, localizada no lugar do Cachorro, freguesia das Bandeiras, foi adjudicada à Tecnovia-Açores e deve avançar no início da Primavera do próximo ano.
Essa garantia foi assumida a Ilha Maior pelo Administrador Executivo da EDA. José Luís Amaral explica que depois de concluído o processo de licenciamento estão criadas todas as condições para se avançar com o desmantelamento da estrutura: “O processo concursal para a demolição foi moroso mas a Tecnovia-Açores está preparada para concretizar a demolição da estrutura. Apesar de o desmantelamento ter sido adjudicado no Verão é provável que os trabalhos só avancem na Primavera devido às condições do mar que naquele local é muito agressivo. O maior problema não é a demolição da estrutura de betão que está imersa mas de toda a que se encontra submersa”. Ou seja, apesar de ter um prazo de quatro meses para concretizar a retirada da central a ondulação forte na zona do Cachorro impede a realização dos trabalhos nesta altura do ano obrigando ao seu adiamento para permitir que toda a operação decorra com o máximo de segurança.
A retirada de toda a estrutura é um processo que se arrasta há mais de seis meses. O primeiro concurso para a remoção foi anulado por falta de empresas candidatas o que atrasou todo o processo e impediu a sua concretização durante os meses de Verão tal como estava inicialmente programado. A demolição acabou por ser adjudicada apenas a 23 de Agosto passado pelo valor de 649 mil 500 euros.
Nesta altura já foram realizados os levantamentos submarinos e está concluído todo processo de licenciamento que obrigou a pareceres da Capitania do Porto da Horta, Câmara da Madalena e das direções regionais do Ambiente e dos Assuntos do Mar. O equipamento, que estava sem funcionar desde 2016 colapsou a 17 de Janeiro de 2018 devido ao estado alteroso do mar tendo na altura sido tomadas todas as medidas necessárias para conter riscos, com a central a ser desconectada da rede e estabelecido um perímetro de segurança.
Criada em 1999 como uma central-piloto europeia de energia das ondas, a construção foi financiada pela Comissão Europeia, Empresa de Electricidade dos Açores, Energias de Portugal (EDP) e pelo Estado, sob a coordenação científica do Instituto Superior Técnico.
Em 2007, a titularidade da central foi cedida à WavEC, associação privada sem fins lucrativos, que passou a assegurar a sua exploração tendo como missões promover investigação aplicada, consultoria e actividades pró-bono como a disseminação e promoção das oportunidades associadas ao desenvolvimento precoce da energia renovável marinha.
Enquanto funcionou a central atraiu mais de 11 projetos nacionais e europeus num valor superior a 35 milhões de euros que contribuíram directamente com cerca de dois milhões para as despesas de operação e manutenção e para as actividades de investigação.                  

Ilha Maior

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Autor: CA

Categorias: Regional

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