Quase 50 escolas encerradas nos Açores devido à greve de não docentes

Quase meia centena de escolas encerraram ontem na Região devido à greve do pessoal não docente, anunciou o coordenador regional da CGTP e fonte da Secretaria Regional da Educação e Cultura. 
 Pelas contas do Sindicato, encerraram quatro escolas secundárias, 10 escolas básicas e integradas e 27 escolas básicas e jardins de infância, num total de 41, nas ilhas Terceira, São Miguel, Pico e Faial.
“Em alguns sítios até ultrapassou as nossas expectativas. Na ilha do Faial praticamente não houve aulas”, afirmou o coordenador da CGTP nos Açores, João Decq Mota.
Já pelas contas do Governo Regional, encerraram 48 escolas, algumas apenas da parte da tarde, nas ilhas de São Miguel, Terceira, São Jorge, Pico e Faial.
Segundo fonte da Secretaria Regional da Educação e Cultura, fecharam cinco escolas secundárias, oito básicas e integradas e 35 escolas básicas e jardins de infância.
Sem avançar com a percentagem de funcionários que aderiram à greve, o coordenador da CGTP mostrou-se satisfeito com a impacto da manifestação.
“Também aqui nos Açores foi uma greve com projecção. Mais do que dizer se é 50, se é 60, se é 70%, é ver a realidade e ver que efectivamente o normal funcionamento das escolas da Região foi seriamente afectado”, apontou.
Segundo João Decq Mota, a adesão teria sido maior se o serviço em algumas escolas não estivesse assegurado por beneficiários de programas ocupacionais.
“Aqui na Região temos um problema gritante com os programas ocupacionais, com trabalhadores que estão a desempenhar funções permanentes de serviço”, salientou, acrescentando que os beneficiários destes programas “custam muito pouco à Região e estão a desempenhar funções permanentes, quando os próprios programas proíbem de o fazer”.
O sindicalista justificou a “mobilização forte” do pessoal não docente nos Açores à greve nacional, convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, com a falta de funcionários nas escolas.
“Sem trabalhadores não docentes não há escola pública de qualidade e as nossas escolas, quer a nível nacional, quer na Região, estão a rebentar pelas costuras, porque não têm pessoal não docente que possa garantir a segurança e o bem-estar dos nossos alunos”, frisou.
O pessoal não docente reivindica ainda a revisão da portaria dos rácios, que define o número de trabalhadores por alunos, o fim do trabalho precário, a recuperação das carreiras específicas e a valorização salarial.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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