Final assistida por excelente moldura humana

Vale Formoso levou a sexta Taça

O Vale Formoso conquistou a sexta taça do historial de 48 anos no desempate por pontapés desferidos da marca de penalti. Os jogadores “axadrezados” encarregados de concretizarem os penaltis fizeram-no por 5 vezes e os do União Micaelense por 4. No tempo normal do jogo o resultado era de 1-1. No prolongamento nada se alterou.
A animação com os golos só aconteceu no final do jogo. O União Micaelense foi a primeira equipa a marcar. Estavam decorridos 79 minutos. A jogada começou com uma primorosa abertura de Valter Silva para Martim Sousa cruzar por alto. No centro da pequena área Miguel Mendonça amorteceu para a conclusão vitoriosa do etíope de 19 anos de idade Beruk Mandefro.
O Vale Formoso empatou aos 88 minutos. Excelente abertura de China para a ala direita. Miguel Rego embalou e cruzou para a área. Houve um cabeceamento de Paulo Jorge e no meio da confusão surgiu o pé de Ricardo Varão para concretizar.
No prolongamento de meia hora pouco ou nada se jogou. Os atritos entre jogadores regressaram com maior acutilância. Houve naquele período cinco expulsões, três por duplos cartões amarelos. Uma das expulsões diretas foi para o treinador adjunto do União Micaelense, Hugo Carreiro, por se ter excedido nos protestos por uma eventual falta não assinalada na área do Vale Formoso.
O primeiro jogador a sair do jogo pelo fator disciplinar foi Valter Silva (União Micaelense). Viu o segundo cartão amarelo. A seguir foi a vez de Álvaro Barbosa (Vale Formoso) ver novo cartão amarelo. Uma questiúncula junto à linha do fundo da parte poente do campo João Gualberto Arruda, na Lagoa, originou a saída prematura de Francisco Duarte (Vale Formoso), com cartão vermelho direto. Ivo Batista (União) também não terminou a partida, mas com o segundo cartão.
As equipas acabaram os 120 e tal minutos desta final com 9 jogadores cada. Depois de 13 cartões amarelos nos 90 minutos, era difícil, com a virilidade imposta numa ou noutra jogada, não ser admoestado um jogador já “amarelado”. Foi o que aconteceu.
No desempate nos penaltis face à resistência do empate a 1 golo, Érico Andrade foi o primeiro a tentar marcar e o único que falhou. Permitiu a defesa de César Brito.
Pelo Vale Formoso concretizaram Nuno Laró, João Santos, China, Filipe Medeiros e Miguel Rego. Por parte do União Micaelense não falharam Martim Sousa, Miguel Mendonça, Berek Mandefro e André Silva.
O jogo teve bons e maus momentos, com poucas ocasiões de golo flagrantes, mormente na primeira parte. Com o cansaço acumulado dos jogos das meias finais, realizados 4 dias antes, a partida foi decaindo de ritmo e de intensidade.
Pena, mais uma vez, para situações que já são atributos dos jogos das provas internas: os protestos e as quezílias dos intervenientes que estão no interior e no exterior do campo. Não contribuem para que se jogue melhor quando há elementos com qualidades para proporcionarem espetáculos com nível superior aos que se vão assistindo.
Por arrasto as arbitragens sofrem. Pedro Amaral acabou por se desorientar e ter ações no jogo que penalizaram as equipas.
Realce para a excelente moldura humana que assistiu ao jogo. Fizeram-no de forma ordeira.
 

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Autor: CA

Categorias: Desporto

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