Negociações da PAC

Governos dos Açores e da República trabalham em sintonia e com empenho por uma melhor proposta

 O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou ontem, em Lisboa, que os governos dos Açores e da República estão a trabalhar em sintonia e com grande empenho por uma melhor proposta da Política Agrícola Comum (PAC) para o período 2021 – 2027, que permita continuar a desenvolver e fortalecer o sector agrícola nos Açores. 
“Existe convergência e sintonia de posição entre os governos dos Açores e da República, por exemplo, quanto à necessidade da Região e dos agricultores açorianos terem o mesmo aumento nas ajudas relativas ao primeiro pilar que os agricultores continentais terão, sendo que isso passa pelo reforço da dotação do POSEI”, referiu João Ponte, em declarações à margem da primeira reunião de trabalho com a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque.
 O governante destacou também que o corte de 15% perspectivado para o segundo pilar, que, nos Açores, corresponde ao programa PRORURAL+, vai continuar a merecer de ambos os governos uma “defesa intransigente nas instâncias europeias, para que esta situação seja anulada”, assim como assegurar um período de transição entre quadros comunitários que permita apoiar o rendimento dos agricultores e assegure o contínuo investimento na modernização das infra-estruturas e nas explorações agrícolas.  João Ponte considerou que a reunião foi “muito produtiva e construtiva”, acrescentando que “permitiu solidificar pontes entre ambos os governos ao nível agrícola”.
 O Secretário Regional salientou que foram abordadas outras matérias importantes, como a aplicação das novas tarifas aduaneiras pelos EUA aos produtos lácteos, que abrange o queijo dos Açores, e os impactos desta decisão unilateral.
 “Aquilo que se pretende, e é para isso que estamos a trabalhar, é alcançar uma derrogação dessa decisão para os produtos lácteos dos Açores”, frisou João Ponte, reconhecendo, no entanto, a complexidade da matéria.  “Da parte do Governo dos Açores, vamos continuar de forma empenhada, como temos feito desde a primeira hora, a trabalhar para que esta situação seja abolida, dado o impacto negativo que tem, por exemplo, na economia da ilha de São Jorge”, assegurou.
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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