8 de dezembro de 2019

Coisas do Corisco

Amianto, Radão e esmolas


Somos de facto um país esquisito, isso para não lhe chamar um país de trapaceiros, pois são tantas as aldrabices, as confusões, e os enganos, que nos fazem arregalar os olhos de espanto pela desfaçatez com que os nossos políticos, esquecem, escondem, e branqueiam, questões em que entra em jogo, muita gente.
São muitas as falcatruas, os atropelos, e os abusos, que o governo de António Costa, com aquele seu ar de Xico esperto, diria velhaco, comete. Fá-lo descaradamente, como se fosse uma verdade, que se esconde naquela velhaca mentira com que ele nos habituou, ao longo da sua governação, sobre variados aspectos.
E, de facto, são tantas as arbitrariedades, as desculpas, os esquecimentos, e até mesmo desconhecimentos, de sua excelência o Primeiro Ministro, que me fazem duvidar, muitas vezes, da sua sanidade mental e emocional, senão vejamos:
AMIANTO: 
A questão que ora se põe ao país sobre os malefícios do amianto, é o verdadeiro exemplo de uma grande verdade escondida pelo Primeiro Ministro,  que entronca  no desleixo absurdo com que o Governo se tem atrevido em camuflar estas situações que são causa de morte de muitos portugueses, com os mesmos direitos de cidadania que Antonio Costa tem.
Em Portugal, ao que se sabe existem, ainda, 3.400 edifícios públicos com amianto nas suas estruturas, situação que tem que ser denunciada pois muitos desses edifícios são escolas, e ao que se afirma também alguns hospitais e, em muitos outros edifícios,  onde trabalha gente que se sujeita aos malefícios cancerígenos do amianto.
Por exemplo, nos últimos 4 anos, morreram por exposição ao amianto, 126 pessoas. Poderá  não ser pouca gente, para o Estado, num horizonte de 10 milhões de portugueses, mas que é, de facto, muita gente no horizonte dos seus familiares e amigos.
GÁS RADÃO: Aquilo que se põe em causa a António Costa, também se poderá por em relação aos Açores, ao seu Presidente Vasco Cordeiro. Na minha opinião,  dever-se-ia perguntar-lhe, frontalmente, se ainda existe ou não amianto nas estrutura de alguns edifícios públicos açorianos.
 Contudo, quanto a mim,  a pergunta mais pertinente que tem que lhe ser feita, prende-se, fundamentalmente, com as prováveis contaminações existentes entre nós,  provocadas pelo gás radão. Quanto a mim, o Presidente dos Açores, levianamente, não se preocupa em  fazer um estudo sobre a existência, ou não, de tal gás junto às nossas casas, ou locais de trabalho, com o fim de se evitarem os prováveis malefícios que ele poderá provocar a quem se submete, por falta de informação, às suas radiações.
Por isso, penso que, compete ao Presidente Cordeiro, mandar fazer um estudo sobre a existência ou não de radão, junto de nós, pois a falta de conhecimento  sobre a sua existência ou não, é crucial para que se possam tomar atempadamente  as medidas urgentes que evitem as suas radiações. 
BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME:
Não me surpreende o alerta feito pelo Presidente da República sobre a utilidade do Banco Alimentar para com os mais necessitados, enfim para com o grande punhado daqueles que passam fome em Portugal.  Mas surpreende-me,  que ele, Marcelo Rebelo de Sousa, incentive a entrega de alimentos aos portugueses, esquecendo a vigarice que o Governo faz cobrando IVA sobre uma esmola que o povo faz a quem necessita. Ora se é uma esmola, porque razão havemos nós de ser taxados com IVA sobre essa oferta? Não é uma cobrança vergonhoso aquela que o nosso país, cheio de fome, faz sobre esmolas feitas de boa-fé aos pobres? Não é patético que esses aselhas  desses  deputados que temos na assembleia da República, esses cegos por dinheiro como o Diabo é pelas almas, não tenham tido ainda o discernimento, e a honestidade, de votarem a proibição do Estado roubar, autenticamente, a generosidade daqueles que oferecem, nas caixas dos mercados, bens alimentares essenciais, aos inúmeros pobres que infelizmente existem entre nós? E se essa é uma grande verdade para com a desonestidade da cobrança por parte do Estado,  do IVA, também o é para a desfaçatez com que as  grandes superfícies comerciais cobram, sobre tudo aquilo que é dado aos pobres, as suas reais margens comerciais. Quanto ganha o papão do Estado numa campanha do Banco Alimentar? E as grandes superfícies com quanto se abotoam? Não será esse um roubo consentido em que todos os governantes se calam feitos mudos, ou se escondem quais ratos?
Não competiria ao Presidente da República, como garante da moral que é neste país, tomar medidas que proibissem a António Costa, e ao seu Governo, de roubarem as esmolas que os portugueses fazem aos pobres carenciados deste país?
E por aqui me fico!              
 

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Categorias: Opinião

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