Face a face!... com Marisa Toste, administradora da SDEA

“O número de produtos aderentes ao selo Marca Açores não é, nem deve ser considerado uma banalização”

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Sou açoriana, professora de profissão e, actualmente sou vogal do Conselho de Administração da SDEA.

Fale-nos do seu percurso de vida no campo académico, profissional e social?
Nasci na ilha Terceira e com um ano de idade fui para os EUA e vivi neste país até aos meus 11 anos, tendo regressado para a ilha Terceira com os meus pais e irmão mais velhos. Fomos uma família de emigrantes e desde criança incutiram-me a importância do trabalho e da dedicação, porque iríamos voltar para a nossa terra e assim aconteceu. Fiz o 3º ciclo e Secundário no liceu de Angra e quando chegou ao momento para ir para a universidade, escolhi São Miguel, apesar de os meus pais quererem que ficasse na ilha Terceira. Licenciei-me em Biologia e Geologia e poucos anos depois, fiz Mestrado em Ecologia Insular e Evolução. Gostei mesmo muito dos meus tempos académicos. Tive o privilégio de ter excelentes professores e fazer bons amigos. O meu primeiro emprego foi como monitora de botânica, na Universidade dos Açores e, depois do estágio profissional, fui professora do ensino secundário de 1995 até 2010. Nesse ano fui convidada para desempenhar funções de Directora Pedagógica da Escola Profissional de Capelas e, ao fim de 3 anos, recebi novo convite para trabalhar na SDEA. Estou em São Miguel há 29 anos, casei com um micaelense, tenho dois cães, adoro os Açores e estimo os principais atributos que fazem da nossa terra um local especial e único.

Como se define a nível profissional?
Sou uma pessoa trabalhadora e dinâmica, gosto de desafios e valorizo muito o trabalho de equipa e a criatividade das pessoas na criação e na implementação de projectos novos. 
Considero-me uma pessoa privilegiada porque gosto muito daquilo que faço e trabalho com uma equipa de pessoas muito motivada e focada. 

Quais as suas responsabilidades?
Desde 2013 desempenho funções como administradora da SDEA, Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores. As minhas áreas de actuação são: a Estratégia “Marca Açores” e o “Empreendedorismo e Inovação”, ambas muito desafiantes e com uma elevada importância para a nossa Região.

Como descreve a família de hoje e que espaço lhe reserva?
Apesar do conceito de família tradicional ter-se alterado porque, actualmente, os comportamentos e os estilos de vida das pessoas são diferentes, continuo a acreditar que a família é a nossa força motriz. A família são as pessoas que amamos e nos fazem felizes. São precisamente estas as pessoas que conhecem melhor as nossas virtudes, bem como as nossas inseguranças, e em relação às primeiras, que nos incentivam e nos dão força para prosseguirmos e, relativamente às segundas, que nos dão o apoio que precisamos para ultrapassar as nossas adversidades. É com a família que partilhamos o que é de bom e também o menos bom. São elas as primeiras pessoas a quem queremos contar as novidades. Para mim, a família é amor e eu amo muito a minha família, por isso estou com eles sempre que posso.

Quais os impactos mais visíveis do desaparecimento da família tradicional?
Diria que é a falta de tempo e, consequentemente, a falta de momentos de partilha entre os membros da família, daí ser fundamental uma boa gestão do nosso tempo e dar prioridade ao convívio e ao diálogo, de preferência presencialmente. No passado, não muito distante, muitas mães eram exclusivamente donas de casa, havia outras condições para que a família pudesse estar reunida com mais frequência. As mulheres desempenhavam um papel fundamental na educação dos seus filhos e, normalmente, eram elas que organizavam a vida social. 
Hoje, na grande maioria das famílias, ambos os pais trabalham, o que exige um maior esforço para proporcionar momentos de convívio, com tempo e disponibilidade para estarem juntos, seja durante uma refeição ou para fazer uma tarefa em conjunto. O mais importante é encontrar o ponto de equilíbrio que permita relevarmos o que de melhor temos em nós. A felicidade das famílias passa, precisamente, por atingir este propósito, independentemente da sua composição.

Qual a sua opinião sobre a forma como a sociedade está a evoluir?
Tenho consciência de que a sociedade está a evoluir a um ritmo que pode, por vezes, parecer assustador, mas acredito também que cabe a nós assumirmos um papel activo nesta sociedade, porque a sociedade somos nós. Por exemplo, falamos muito de sustentabilidade, como sendo um dos principais desígnios para o desenvolvimento harmonioso dos Açores, e acredito que o caminho é mesmo este, mas também acredito que este caminho deverá ser feito com o contributo de todos. Todos nós temos o dever de participar na construção de um modelo social e não ficar à espera que os outros o façam ou que decidam por nós. Para tomarmos decisões é necessário termos informação e, mais importante ainda, termos conhecimento e reconheço que isso dá trabalho e obriga a um esforço pessoal e colectivo. Pensar globalmente para agir localmente exige conhecermos a nossa realidade, nomeadamente os nossos recursos, capacidade produtiva e a nossa dimensão.

Que importância têm os amigos na sua vida?
Valorizo muito as minhas amizades. 
Nem quero imaginar a vida sem os meus amigos e as minhas amigas. 

Para além da profissão, que actividades gosta de desenvolver no seu dia-a-dia?
Gosto muito de fazer jardinagem, cozinhar, dar passeios a pé com o meu cão e agora, muito recentemente, voltei a andar de patins e estou a gostar muito. 

Que sonhos alimentou em criança? 
Quando era criança adorava ver filmes de fantasias e de aventuras e imaginava-me a viajar para locais exóticos com pessoas fantásticas. A minha mãe e os meus professores diziam que era uma criança criativa e muito alegre.

O que mais a incomoda nos outros? E o que mais admira?
Incomoda-me ver as pessoas infelizes.
Admiro as pessoas que acreditam e lutam pelos seus ideais, aqueles que acreditam em verdadeiras causas.

Que características mais admira no sexo oposto? 
Gosto de homens inteligentes.

Diga o nome de um livro de eleição?
‘A Insustentável leveza do Ser’ e até o li duas vezes, em períodos diferentes da minha vida.

Como se relaciona com o manancial de informação que inunda as redes sociais?
Lido bem, para mim as redes sociais são mais um meio de acesso à informação e tenho consciência que influenciam muito a opinião pública. Mais importante do que ter acesso à informação é o tipo de informação que queremos ter e o que fazemos com ela, nomeadamente, qual o impacto que esta informação vai ter nas nossas vidas e nas futuras gerações. É fundamental nunca esquecer o direito à liberdade e à justiça, valores que, para mim, são basilares numa sociedade. 

Conseguia viver sem telemóvel e internet? 
Não, nem por isso. Uma das grandes mudanças que a internet e o digital nos trouxeram foi o acesso rápido à informação. Hoje em dia, o espaço temporal ganhou outra dimensão, a velocidade com que se fazem as coisas mudou, a forma de comunicação entre as pessoas alterou-se, desejamos que tudo seja feito rapidamente. Presentemente a internet faz parte das nossas vidas e o que devemos fazer, como seres inteligentes, é tirar proveito dessa tecnologia para melhorar a qualidade de vida das pessoas e nunca ao contrário.

Costuma ler jornais?
Sim leio, principalmente os jornais regionais, mas também alguns nacionais.

O que pensa da Política? Gostava de ser um participante mais activo?
A Política está presente em todos os sectores de actividade, é com a política que se constrói os principais desígnios estratégicos para o desenvolvimento da sociedade em geral. A Política cria as condições para que a sociedade possa progredir numa cadeia de valor e contribui activamente para a criação de emprego e riqueza, tendo em conta o bem-estar e a segurança das pessoas. Não sou política, mas sou bastante participativa e gosto de contribuir para a causa pública.

Gosta de viajar? Que viagem mais gostou de fazer?
Sim gosto mesmo muito de viajar. É difícil dizer qual a viagem que mais gostei de fazer porque, na verdade, todas tiveram momentos e experiências especiais e marcaram-me pela positiva, por isso, não posso indicar uma viagem em particular. Recomendo viajar, mas mais ainda, é fazer a viagem com alma e coração e absorver o bom de cada sítio.

Quais são os seus gostos gastronómicos? 
Aprecio comida tradicional, gosto muito de um bom bife, mas também gosto da gastronomia mais contemporânea.

Que notícia gostaria de encontrar amanhã no jornal?
Gostaria que o processo evolutivo dos golfinhos originasse uma nova espécie exclusiva dos mares dos Açores. Estes golfinhos seriam únicos na sua forma e comportamento e iriam conquistar o coração de todos aqueles que os avistassem.

Se desempenhasse um cargo governativo descreva algumas das medidas que tomaria?
Admiro e respeito muito os nossos governantes, pois têm uma missão nobre de liderar e governar para a criação e implementação de medidas que contribuam para o desenvolvimento da nossa Região. Muito já foi feito e os resultados estão à vista e são precisamente estes resultados que motivam as pessoas a continuar um trabalho sério e estruturante. 

Como vê o fenómeno da pobreza nos Açores? 
O combate à pobreza é uma missão de extrema importância e está a ser tratada nas suas fases mais pertinentes, ou seja, pela educação e pelo civismo. Uma das medidas essenciais passa pela valorização do capital humano, o que é provavelmente um dos maiores desafios, porque absorve muitos recursos e os resultados levam tempo a produzir efeitos visíveis. Uma das prioridades é continuar a investir na formação e na capacitação das pessoas, visando a igualdade de oportunidades, outra é continuar o acompanhamento especializado das famílias e a avaliação das medidas implementadas.

Qual a máxima que o/a inspira?
Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.

Em que Época histórica gostaria de ter vivido? Porquê?
Não troco a minha época por nenhuma outra porque sinto que faço parte desta e quero continuar a fazer.

A que se deve o sucesso da Marca Açores? 
A estratégia Marca Açores foi criada pelo Governo dos Açores, em Janeiro de 2015, como sendo um dos principais alicerces para o desenvolvimento económico da Região, sendo uma marca global de referência, identificativa da oferta dos produtos e serviços dos Açores. 
A Marca Açores foi criada com o intuito de promover os Açores e aumentar as vendas, seja através do consumo interno, seja pela exportação, assente numa estratégia de valorização e diferenciação e contribuindo para reforçar a competitividade das nossas empresas.
A evolução da Marca Açores tem sido extremamente positiva e com um crescimento notável. Quando iniciamos em 2015 registávamos a adesão de 36 empresas e 253 selos atribuídos e, actualmente, a Marca Açores já engloba 199 empresas e 3.661 selos, o que demonstra que as empresas açorianas valorizam a adesão à Marca Açores.
Foi feito um esforço para que a valorização e a promoção não fossem dispersas, criando uma marca global de referência para todos os produtos e serviços dos Açores, facilmente identificada pelo consumidor e que assenta nas principais características que distinguem os Açores das demais, ser “certificada pela natureza”.
A Marca Açores até serviu de inspiração para outras regiões do país, nomeadamente para Trás-os-Montes e Gaia, das quais recebemos comitivas com o intuito de conhecerem a nossa estratégia de desenvolvimento, por forma, a puderem, eles próprios, desenvolver a sua marca adaptada à sua realidade.
Acreditamos que a Marca Açores é uma verdadeira parceria entre o sector público e privado e que o seu sucesso deve-se ao trabalho realizado pelas empresas, alinhado com a estratégia que o Governo dos Açores tem vindo a desenvolver, não só ao nível das campanhas de comunicação, do acompanhamento personalizado realizado pelos gestores da Marca Açores, dos muitos e diversos eventos e dinâmicas promocionais de âmbito internacional, nacional e regional com vista à comercialização, como também a todo o trabalho colaborativo que tem sido realizado com as empresas e com outros parceiros.
A Marca Açores, pela forma como estimula a produção regional e a sua promoção, procura ser sempre um forte aliado do tecido empresarial, permitindo que, mesmo fora da Região, os nossos produtos e serviços sejam facilmente reconhecidos e apreciados.
A força da Marca Açores está alicerçada numa estratégia colectiva de marcas, com produtos e serviços de qualidade e isso inspira-nos e dá-nos vontade de fazer mais e melhor.

A Marca Açores está ligada a que níveis médios de crescimento de negócios?
Além do crescimento do número de empresas e de selos atribuídos, registamos por parte das empresas aderentes uma satisfação crescente, assim como o aumento do volume de vendas. De acordo com os inquéritos realizados junto das empresas, é possível constatar que em 2018, as empresas aderentes à Marca Açores registaram um aumento do volume de vendas dos produtos certificados na ordem dos 27%, ou seja, uma subida de 5% face a 2017 e de 9% face a 2016. 
Passados quase 5 anos, acreditamos que as empresas com produtos e serviços Marca Açores conhecem as vantagens e os benefícios de enveredar pela Marca Açores.

Aponte o caso de uma empresa de maior sucesso que se tenha destacado na comercialização de produtos da Marca Açores?
Poderia apontar muitos casos de sucesso, nos diferentes sectores de actividade, mas prefiro abordar o sucesso da Marca Açores na sua globalidade e não indicar exemplos concretos. 

Que perfil de empresa tem mais probabilidade de ter sucesso se enveredar pela Marca Açores?
Quando as empresas incorporam os princípios da Marca Açores, na sua visão estratégica, passam a fazer parte de uma rede que promove as oportunidades de negócio e fomenta a comercialização dos seus bens e serviços e, deste modo, procuram trabalhar precisamente para preservar a qualidade, a autenticidade e os métodos de fabrico.
Temos de ser sempre competitivos pela qualidade e pela diferenciação e esta vantagem competitiva será mais forte quanto mais o consumidor valorizar a Marca Açores.

Em que dimensão está a Marca Açores no Turismo?
O aumento de turistas na nossa Região trouxe também um aumento do consumo dos nossos produtos e serviços, pois os turistas têm uma vontade adicional para consumir produtos de origem local, daí a importância do selo Marca Açores como factor identificativo.
O aumento do consumo dos produtos Marca Açores tem incentivado as empresas regionais a inovar, a aumentar a sua produção e a servir cada vez melhor quem nos visita.
Por exemplo, a restauração tem trilhado um caminho que aposta na sustentabilidade e diferenciação da sua oferta pelo facto de esta ser sustentável e ecológica e uma aposta na aquisição de produtos com selo Marca Açores.
Presentemente já temos 36 empresas do sector do turismo, o que corresponde a 74 selos Marca Açores. 

Em sua opinião, em que áreas podem surgir mais negócios nos Açores vocacionados para a Marca Açores?
Tendo em conta que, presentemente, já fazem parte da Marca Açores a grande maioria das empresas do sector agro-alimentar, pretendemos continuar a crescer e alargar a nossa oferta ao nível dos serviços e dos estabelecimentos.

Há quem comente que se está a generalizar a Marca Açores a todos os produtos da Região, correndo-se o risco de surgir algum descrédito? Quer comentar? 
Não concordo, e explico porquê: A Marca Açores certifica a origem e obedece a critérios legais específicos. É verdade que, presentemente, já temos um número de produtos e serviços aderentes muito expressivo, mas este número é representativo da nossa capacidade produtiva. 
As empresas do sector agro-alimentar têm uma produção que deixou de estar confinada apenas ao sector dos lacticínios e das conservas. Nos últimos anos, foi possível trazer para as transacções comerciais outras categorias de produto. Hoje, não só mantemos o excelente reconhecimento dos sectores mais tradicionais, como garantimos que todos os outros sectores, como o das bebidas, dos frescos, dos perecíveis, da mercearia, entre outros, são dignos da escolha do consumidor.
Para além do acima referido é preciso perceber que cada referência aderente ao selo Marca Açores é contabilizada como um produto. Por exemplo: uma compota de ananás duma empresa com selo Marca Açores conta como um produto, outra compota igualmente de ananás, mas de outra empresa, conta como outro produto, ou seja, uma só empresa pode ter centenas de referências com selo Marca Açores, porque certificação é feita produto a produto e isso faz com que tenhamos, de facto, mais de 3 mil produtos e serviços certificados.
O número de produtos aderentes ao selo Marca Açores não é nem deve ser considerado uma banalização, certificamos a sua origem e a realidade é que temos, neste momento, nas nossas nove ilhas, uma produção diversificada.

Que opinião tem sobre a hipótese de se criar a ‘Marca Açores Verde’, virada para o leite ao consumo, produtos lácteos, hortícolas e frutícolas, criando-se uma linha de promoção da agricultura açoriana no interior e no exterior da Região que privilegie elevados níveis de excelência a partir do pagamento de preços justos ao leite á produção?
É uma opção interessante e merece ser estudada. Como já disse, a Marca Açores é uma marca territorial que certifica a origem, com certificação própria de acordo com a legislação em vigor e um sistema de auditoria.

Que inovações prepara a SDEA para levar a Marca Açores mais longe?
O principal objectivo é que a Marca Açores seja agregadora de valor e é neste sentido que continuamos a trabalhar. Vamos ser criativos e proporcionar novos projectos que visem impulsionar novos negócios, com o intuito de contribuir para um tecido empresarial mais resiliente e competitivo.
Agora que a Marca está prestes a completar cinco anos de existência, queremos consolidar todo o trabalho feito e dar continuidade à notoriedade da Marca e evoluir para novas formas de promoção e comercialização.
Pretendemos consolidar a nossa presença nos mercados da América do Norte e da Europa e reforçar a nossa presença em Portugal continental, deste modo, em 2020, vamos dar continuidade ao Plano de Feiras e Missões do Governo dos Açores, chamado de Azores Export, em parceria com a Câmara de Comércio dos Açores, possibilitando novas oportunidades de negócios e contribuindo para o aumento das exportações.
Vamos continuar a criar condições para que as empresas dos Açores possam participar em eventos que se destinem ao consumidor final, através de uma relação privilegiada com grossistas, retalhistas e grandes superfícies comerciais, supermercados e lojas de especialidade. Queremos dar continuidade a dinâmicas promocionais como o “Taste Azores” que se realiza desde 2017 na Praça Central do Centro Colombo e ainda projectos como o Roadshow Taste Azores, com acções em lojas gourmet, restaurantes e outros locais de grande afluência de público, caracterizados pela aposta nos produtos de valor acrescentado e na relação destes com a gastronomia.
A nível regional, vamos continuar a promover o consumo de produtos com selo Marca Açores quer para a população residente, quer para os turistas que nos visitam. Vamos reforçar as campanhas de parceria da Marca Açores com a grande distribuição regional e outras acções de promoção do comércio local, como é o caso do Roteiro Gastronómico Marca Açores em parceria com a Câmara do Comércio e Indústria dos Açores.
A estratégia da Marca Açores tem uma abrangência mais alargada que passa por outras medidas concretas, criadas pelo Governo dos Açores, para as empresas, nomeadamente o Competir+, o “Programa de Apoio à Aquisição de Produtos Regionais”, mais recentemente o “Vale Exportar Açores” e agora, para 2020, a realização de uma acção de Capacitação Empresarial em Gestão e Liderança para a Sustentabilidade. Esta acção permitirá às empresas assumirem um posicionamento diferenciado e sustentável, de acordo com as exigências do mercado global, através do conhecimento e aplicabilidade da inovação, economia circular e finanças sustentáveis. 

Em que outras áreas a SDEA actua?
A SDEA – Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores é uma empresa pública tutelada pela Vice-presidência do Governo Regional dos Açores, criada em 2013, com sede em Ponta Delgada e uma delegação em Angra do Heroísmo. Tem 5 áreas fundamentais: Promoção e valorização de produtos açorianos, onde se insere a Estratégia Marca Açores; Internacionalização da Economia Açoriana; Fomento do Empreendedorismo e Inovação; Capacitação e Desenvolvimento Empresarial e o projeto Terceira Tec Island.                                                

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Autor: João Paz

Categorias: Regional

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