Distinção do Correio dos Açores aos talentos da Região

 Este ano que agora finda, o Correio dos Açores publicou, dominicalmente, entrevistas em que foi destacando algumas figuras da nossa sociedade, em diversas áreas da vida quotidiana, tanto no aspeto cultural, desportivo, do lazer e da economia, onde se procurou evidenciar a notoriedade de muitos dos sucessos de açorianos.
Todos eles marcaram a diferença, pelo seu esforço e desempenho positivo, bem como pelo seu papel determinante em cada uma das suas áreas de actividade.
No seguimento do trabalho levado a cabo todos estes meses, neste final de ano, aqui se distingue algumas figuras talentosas, num reconhecimento e estímulo públicos em áreas relevantes da comunidade como na música, no desporto, na economia, na fotografia, na pintura, na literatura e nas artes e cultura, enfatizando os seus méritos e a sua capacidade criativa.
Por outro lado, esta iniciativa de final de ano poderá ser também uma forma de enaltecer alguns dos nossos talentos e reconhecê-los publicamente, valorizando o valor e a excelência das suas iniciativas, naquilo que poderá constituir mais um motivo desafiante e, ao mesmo tempo, um incentivo na prossecução da busca incessante do êxito dos seus percursos profissionais ou artísticos.
O talento deve ser desafiado pelo estímulo de que ele pode desenvolver muito mais o potencial que tem, tendo em vista a sair da sua zona de conforto de forma positiva para brilhar ainda mais. Por outro lado, todo ser humano deseja ser reconhecido e quando é um reconhecimento público, resulta em mais motivação.
Como justificação plausível para mais esta iniciativa editorial é o facto de tudo isto poder contribuir para o crescimento de uma sociedade e, ao mesmo tempo, ampliar as competências dos seus talentos que querem crescer, evoluir, aprender e serem desafiados.
É essencial que se reconheça e valorize aqueles que, pelas suas capacidades, pelas suas qualificações e, acima de tudo, pelo seu dinamismo se destacam pela afirmação da aptidão que possuem, pois são elementos mobilizadores de toda a sociedade, demonstrando que o mérito e a excelência se encontram ao alcance de todos.
Conscientes de que muitos outros talentos poderiam também figurar nesta lista, fica o propósito de, em próximas ocasiões, serem devidamente valorizados publicamente.

 

Mérito: Sara Cruz

 

 Sara Cruz venceu este ano o Prémio de “Maior Jovem Talento de Portugal” e uma correspondente bolsa no valor de 10 mil euros, num concurso New Talent, promovido pela NiT, TVI e Santa Casa da Misericórdia. Foi ainda nomeada um dos novos talentos da FNAC no ano de 2019 e lancei meu segundo EP a solo este ano”.
Sara Cruz é uma jovem artista micaelense que já é uma talento reconhecido dentro e fora dos Açores. Apesar da sua juventude, ela consegue electrizar os seu público, guindando-a para os palcos nacionais, sendo muito aplaudida e recebido muitos elogios.
Corre nas veias de Sara Cruz um promissor talento, que lhe vem desde o berço, pois esta jovem cantora descobriu muito cedo que a música era a melhor coisa do mundo, pois foi embalada no mítico Solar da Graça, em Ponta Delgada e Sara considera extremamente gratificante sentir e ver as pessoas atentas ao seu trabalho.
Neta do conhecido e saudoso Vítor Cruz, um verdadeiro showman açoriano do século passado, Sara Cruz admira e respeita imenso o trabalho do seu avô e tudo o que ele fez e que lhe dá um enorme prazer sentir o orgulho de todos os seus familiares, no decorrer de todo o meu percurso, no entanto, a responsabilidade que sente é no sentido de fazer sempre o seu melhor, dado que todos nós somos pessoas individuais com percursos próprios.
Quando era adolescente, o seu sonho era cantar e as oportunidades foram aparecendo, mas mesmo ainda jovem foi amadurecendo e descobriu outras ocupações que gostaria de ter como profissão no futuro, como é o caso da Comunicação Social e ao mesmo tempo dinamizar o Solar da Graça, nunca abdicando da música, pois pretendo fazer o seu percurso profissional sem ir ao extremo de realizar uma actividade apenas, pois acho que não se vê a fazer uma só coisa no futuro.

 

 

Literatura: Luís Rego

 

Luís Rego é autor de algumas publicações sendo a sua última dedicada ao tempo que corre, onde demonstra o seu talento para a escrita, a sua irreverência, bem como a sua
Trata-se de “Um Natal nos Açores” ou como o Pai Natal trocou as botas de cano pelos chinelos, muna divertida escrita, que vem na sequência de “A Fajã de Cima, ou como a bota de cano se tornou mais atraente que o salto alto”.
O livro está ilustrado por Sara Azad e o leitor poderá acompanhar a viagem do Pai Natal aos Açores, terra pela qual se apaixona irremediavelmente e de onde dificilmente quererá voltar a sair e em que Luís rego rompe com os cânones característicos das narrativas editadas por esta época do ano. É seguramente uma agradável e divertida surpresa para miúdos e graúdos.
O autor considera que o livro é um resultado divertido que abdica do formalismo da literatura, optando por palavras muito simples na sua construção.
Luís Rego é um apaixonado a freguesia da Fajã de Cima, onde “acaba a cidade e começa o campo, onde as vidas se cruzam, um pouco como dois discos vinil que se misturam para criar uma música completamente nova”. Sobre aquela freguesia, ele narra outras histórias, outros personagens, outras fronteiras, que podem até ultrapassar, com muita facilidade, a barreira da lógica ou mesmo do puro e simples bom senso, como é exemplo o caso do desregramento de um DJ às quatro da manhã nas Festas da Nossa Senhora da Oliveira.
O autor consegue na sua escrita construir um “universo de simbologias, alegorias e personagens” à volta do conceito “onde a cidade acaba e começa o campo”, e vice-versa, com base num registo “informal e leve”.
Luís Rego teve estreia literária em 2012 com o livro infantil “O Arranha-Céus Horizontal”, e viveu grande parte da vida em Lisboa, onde desempenhou funções como redactor publicitário na multinacional McCann Erickson, passando, mais tarde, pela Fisher Portugal, o maior grupo de comunicação da América do Sul. Foi ainda director criativo da HDG Açores, agência de publicidade sediada tem Ponta Delgada.

 

 

A Voz: Mariana Silva

 

Desde tenra idade que a música lhe corre nas veias e faz parte da sua vida, pois cresceu numa família de músicos. No entanto, foi o avô, compositor e maestro de diversas filarmónicas, quem mais a influenciou neste mundo da música.
Embora a formação musical e a prática de instrumentos tenha sido algo que fascinou Marina Silva durante algum tempo, enquanto praticante da banda filarmónica da Maia, foi o canto que, mais tarde, despertou todo o seu interesse.
Começou a cantar pelos 7 anos, ao participar em festivais infantis, tendo o seu avô como compositor das canções e a restante família a acompanhar. Fez algumas performances na adolescência e mais tarde, este fascínio pelo canto é amadurecido, ingressando na Banda Layout, atual Blackout.
Marina Araújo Silva é uma das principais vozes daquele grupo musical, desde 2009, onde tem actuado por diversos locais da ilha e restante arquipélago, destacando-se uma das maiores casas de espectáculos de São Miguel, o Coliseu Micaelense, pelo qual tem um especial carinho, sendo as actuações na maior sala de espectáculos de S. Miguel, sobretudo por ocasião dos míticos bailes do Coliseu, as que mais a marcaram e ainda marcam.
A voz de Marina Silva encanta e deslumbra qualquer ouvinte, que fica embevecido com o seu timbre que cativa pela forma como entoa, poetizando cada palavra que sai da sua boca, num fascínio perene e mavioso, quer na mais melódica ária de embalar ou na mais estridente canção de dançar.
Maria Silva tornou-se conhecida e merece destaque pela sua voz vibrante e marcante que lhe permitiu pisar palcos que lhe permitiu, desde então, explorar diversos aspetos da sua voz.

 

 

Pintura: Beatriz Brum

 

A pintora Beatriz Brum começou o seu percurso académico com o Curso de Artes Visuais na Escola Secundária Domingos Rebelo, iniciando-se depois na pintura com o Curso frequentado no Atelier Ponto d’Arte e obteve de seguida a sua Licenciatura em Artes Plásticas na Escola Superior de Artes e Design Caldas da Rainha.
Esta artista micaelense decidiu investir na sua formação, tendo tirado o Mestrado de Gestão Cultural naquela escola de ensino superior e depois com outro decidiu obter outro Mestrado em Artes Plásticas. De facto, as artes sempre foram a área vocacional onde Beatriz Brum se sente realizada, tendo conseguido, em 2015, ter sido designada vencedora do Prémio Jovens Criadores- Walk&Talk. Actualmente, ela é responsável pelo Serviço Educativo no ARQUIPÉLAGO- Centro de Artes Contemporâneas, na cidade da Ribeira Grande, tendo feito o Estagiário U no Grupo Bensaúde, na área de organização de eventos no Hotel Terra Nostra e desempenha funções na área de produção no festival de Arte Pública Walk&Talk e como estagiária na Galeria Fonseca Macedo. Entre 2014 e 2016 Beatriz Brum fez estágio pontual como professora de pintura no atelier Ponto D’arte e já participou em diversas exposições individuais, mormente “Cor de Luz” (2019), Biblioteca FCT Nova, Lisboa; Bruma (2016), Hotel Madrid, Caldas da Rainha; REFLEXOS (2015), Foyer Sede Banif, Ponta Delgada; REFLEXOS (2015), Bons Sons, Cem Soldos.
Por outro lado, esta pintora participou em variadíssimas exposições coletcivas, sendo de salientar as seguintes: No Feminino (2019), Galeria Fonseca Macedo, Ponta Delgada; 10/40 (2019), KUBIKGALLERY, Porto; Cosmografias, a história e outras cores (2019), Galeria Fonseca Macedo, Ponta Delgada; Exposição Código Postal 9500 – Três Residentes Artistas:Beatriz Brum, João Miguel Ramos e Sara Rocha Silva, (2018), Galeria do Centro Municipal de Cultura, Ponta Delgada; Não é em Paris, é na Oitavo, (2018), Galeria Oitavo, Porto; Ciclo Semanal, (2018), Galeria Oitavo, Porto; (WIP)WORK IN PROGRESS (2017), Brum Atelier, São Miguel; (5) (2016),I’kletick, Londres; Desenhos (2015),Museu José Malhoa, Caldas da Rainha; Close-up 25, vinte e cinco anos de Artes Plásticas nas Caldas da Rainha (2015, Hospital Júlio de Matos, Lisboa.

 

 

Arquitectura: Marco Andrade

 

Marco Andrade apresentou r a sua tese de Mestrado em Arquictetura, conseguindo obter a nota mais alta, ou seja o júri atribuiu-lhe 20 valores, pela excelente investigação, realizada ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa.
Este jovem arquitecto da Vila de Rabo de Peixe defendeu o trabalho intitulado “Construções em terra nos Açores: Análise da viabilidade de construção em terra” e que mereceu rasgados elogios dos professores presentes na apresentação da sua tese.
Esta investigação avalia a possibilidade de construção em terra na ilha de São Miguel, com o objectivo de combater a alteração paisagística provocada pela exploração da pedra utilizada na construção. Pretende-se promover técnicas construtivas sustentáveis e a conservação do património arquitectónico.
A construção em terra nos Açores remonta à data do seu povoamento e esta técnica foi abandonada devido às catástrofes vulcânicas, deixando lugar sobretudo às construções em pedra. A terra passou a ser utilizada apenas em argamassas para assentamento de blocos e reboco.
Para o arquitecto Marco Andrade, o desafio actual da construção em terra é respeitar as exigências térmicas e estruturais, pelo que estas questões requerem especial atenção no contexto açoriano, sísmico e chuvoso. No entanto, concluiu que a baixa amplitude térmica e os altos níveis de humidade revelam-se favoráveis.
Para análise da qualidade da terra, ele desenvolveu testes in situ com amostras recolhidas em três terrenos no concelho da Ribeira Grande. Uma das amostras apresentou características satisfatórias para sistemas estruturais, as outras duas para revestimento.
Numa segunda fase da sua investigação, fizeram-se testes no Laboratório de Engenharia Civil, dos mesmos terrenos e de amostras de argamassas recolhidas em ruínas no local. Da análise mineralógica, concluiu-se que as terras são boas para a construção, pela existência considerável de argilas não expansivas. As argamassas apresentaram uma composição mineralógica muito semelhante às terras e o seu ligante é a cal.
Conclui-se que a construção em terra nos Açores é viável, condicionada às características do material e ao sistema construtivo, de forma a optimizar o comportamento face aos sismos e à água das chuvas.

 

 

Moda: Estilista Dinina

 

Dinina é o nome infância de Cláudia Borges que aos 12 anos já costurava as roupas para as suas bonecas. Esta estilista açoriana, quando começou o seu projecto comercial, surgiu a oportunidade de lançar a marca, que registou como Dinina Design, pois fazia todo o sentido para esta estilista utilizar o seu ‘nickname’ porque é o desenho e o estilo da Dinina.
Mais recentemente lançou a assinatura marca - Arrojadamente Simples! Ou para o mercado não nacional – Exquesitely Simple! Cláudia Borges define-se como uma autodidacta, ou seja aprendeu e aprende a criar sozinha, testando e criando segundo a sua inspiração, do que o seu coração a impele a fazer.
Uma das suas fontes de inspiração é estar junto ao mar ou no mar, onde cria mentalmente as peças nos seus diferentes modelos e materiais.
As viagens também a ajudam Dinina na inspiração porque permitem-lhe conhecer diferentes culturas, cores, texturas, vivências etc. A persistência é o caminho do êxito, de Charles Chaplin, é a máxima que a guia no dia a dia.
Para Cláudia Borges, ser uma estilista autodidacta é estar num frenesim constante entre a mente e o coração e saber equilibrar ambos para se poder materializar cada peça. É estar envolvida em vários projectos ao mesmo tempo. Chega a ser uma necessidade criar e no meu caso concreto criar acessórios, chapéus, carteiras e malas. É transferir parte dela para cada peça, parte da sua personalidade, é dar o seu cunho pessoal, mas sempre defendendo o conceito da sua marca - Simples, mas com o requinte quanto basta.

 

 

Economia:  João António Câmara Correia

 

A TETRAPI nasce nos Açores, em Janeiro de 2002, pelas mãos de João Câmara Correia, sob o lema “Melhor Educação, Melhor Cidadania”, considerada uma mais-valia para o tecido social, formativo, educacional e empresarial da Região, o que depois se estendeu para outras áreas, como o Colégio do Castanheiro, Tetrapi Creative Solutions (área informática), Fun Science (Ciência Divertida) e TetraFunParty (Festas de Aniversário). Na sua variada área de negócios realça-se ainda a INETESE Açores - Associação para o Ensino e Formação (área de formação profissional).
É neste enquadramento que João Câmara Correia, neste ano de 2019, foi eleito o “Empresário do Ano 2018” pela Revista As 100 Maiores Empresas dos Açores, em resultado do compromisso empresarial não só com a inovação, como também no relacionamento activo com os seus clientes, em que disponibilizam as melhores soluções perante as necessidades sentidas no mercado, numa actividade orientada por critérios de qualidade, inovação e melhoria contínua.
O universo da TETRAPI tem como principal objectivo a satisfação do cliente, a quem é proporcionada a actuação envolvente e participativa e responsabilizando-se pela valorização dos saberes, exigindo a competência e qualidade como produtos finais das respectivas acções.
A postura do grupo define-se pela construção de relações de confiança, pautadas pela transparência, pela partilha activa de metodologias e pelo alcance de resultados tangíveis, quer para a empresa, quer para os clientes.
Com efeito, esta distinção João Correia, vem premiar o arrojo de um gestor que inteligentemente apostou na área da Educação, desenvolvendo o primeiro projecto de ensino privado integrado, com bons resultados empresariais e ao nível pedagógico com qualidade.

 

 

Fotografia: Guy Costa

 

Guy Costa, conhecidofotógrafo vila-franquense de fotografia subaquática, participou na área do vídeo, no “I Open Internacional Vídeo Subaquático Ilha Graciosa 2019”onde obteve dois primeiros lugares, um na categoria “Fauna Subaquática” e o outro na categoria “Arqueologia Subaquática / Cultura dos Açores”. Trata-se de um amante da fotografia subaquática que tem vindo a ser premiado em diversos eventos relacionados com o mar, bem como a divulgar a qualidade e beleza da fauna e flora dos fundos marinhos das nossas ilhas e contribuído para a promoção do turismo na Região, a defesa de um turismo sustentável, compatível com a conservação do nosso património natural.
Por outro lado, “Ilhéus das Formigas - Santuários de Vida” foi o vídeo que obteve o 2º lugar no Campeonato Nacional de Video Subaquático de Portugal de 2019, organizado pela FPAS. Filmagens integralmente realizadas nos Açores em 2019. Um agradecimento muito especial ao Centro de Mergulho Season Challenge e a todo o staff pelo apoio na captação das imagens

 

 

Estudante de Excelência: Ana Botelho e Carlota André

 

Nesta rubrica, destacam-se as jovens Ana Luísa Botelho e Carlota André, que foram consideradas as melhores alunas do Mestrado em Ciências Económicas e Empresariais, pelo que receberam o Prémio de Excelência no ano lectivo 2018/19, atribuído pela Finançor AgroAlimentar, S.A.
O Mestrado em Ciências Económicas e Empresariais tem como principais objectivos, entre outros, desenvolver e adquirir conhecimentos fundamentais para poder desempenhar com elevada competência técnica nas áreas da Economia e da Gestão, uma carreira em empresas e outras organizações públicas e privada, bem como desenvolver competências em áreas específicas como o Marketing, as Finanças, os Recursos Humanos e a Economia e as Políticas Públicas; -
Pelo segundo ano consecutivo a Finançor Agro-Alimentar, S.A. atribui o prémio ao estudante com a classificação final mais elevada no Mestrado em Ciências Económicas e Empresariais, visando este prémio promover a excelência na formação superior na área das Ciências Económicas e Empresariais, com base numa relação de parceria com a Faculdade de Economia e Gestão da Universidade dos Açores.

 

 

Música: João Moniz

 

João Moniz é um jovem músico muito promissor, que desde muito cedo tomou contato com instrumentos musicais e a sua primeira atuação em palco foi com a icónica canção açoriana “Ilhas de Bruma”.  
Este músico micaelense tem vindo a evoluir positivamente enquanto artista e pessoa, e uma vontade enorme de partilhar o que mais gosta de fazer que é a música.
Para tal, tem trabalhado muito e isso tem-lhe dado mais oportunidades, ao ponto de ter estado recentemente em dois grandes eventos musicais: o Festival Monte Verde, em São Miguel, e no Sudoeste, na Zambujeira do Mar, duas experiências incríveis num tão curto espaço de tempo, ainda está a digerir os momentos.  O seu principal objetivo no mundo da música é partilhar o seu trabalho, não interessa se num palco pequeno ou num palco grande, desde que haja alguém para ouvir o que tem a “dizer” ou o que sente. Paralelamente é colaborador da Academia das Expressões.
De salientar a sua nomeação para a MasterClass 2018 da Antena 1/SPA, Vencedor do concurso Nacional “One Step 4 Music Fest” e consequentemente obtendo o prémio para atuar no mítico “MEO Sudoeste.

 

 

Desporto

 

Rallies: Luís Rego

 

Luís Miguel Rego iniciou-se nas corridas de automóveis aos 11 anos de idade e aos 28sagrou-se campeão, um sonho que acalentava desde o primeiro momento que saltou para o volante, num longo trajecto até poder guindar para a ribalta e sagrar-se campeão da modalidade. Obteve o título de Campeão dos Açores de Ralis após ter ganho o Lotus Rallye, culminando um dos mais importantes campeonatos na Região. Luís Miguel Rego é filho do conhecido piloto Luís Rego, que foi quem o lançou nestas lides, pelo que ambos festejaram o feito.
Aquando da sua consagração, Luís Miguel Rego declarou que foi graças ao pai, que o lançou nos desportos motorizados, que conseguiu atingir o título de campeão dos Açores de Ralis, ao que Luís Rego retorquido orgulhosamente que se revia no filho, porque durante 25 anos fizera provas no Regional, nunca levando-as muito a sério, porque a sua vida profissional também não o permitia. No entanto, era um objectivo que gostaria de ter atingido e não o conseguiu, pelo que estava muito mais satisfeito por ter sido o filho a atingi-lo.
Para Luís Miguel Rego, a obtenção daquele título significa muito trabalho, muitos sacrifícios pessoais e orgulha-se que desde os 11 anos quando se iniciou nesta modalidade, o seu único objectivo era ser campeão de ralis dos Açores. Foi uma longa fase, de muito trabalho, muito investimento, com adversários, que deram muita luta e que fizeram com que actualmente pudesse atingir um alto nível competitivo e a discutir vitórias com pilotos de fora.
O título foi fruto do laborioso trabalho da equipa, bem como do patrocinador, o Team Além Mar, que apostou nele hoje cumpriu-se aquilo que um dia vaticinou: que queria apostar num jovem para mais tarde se tornar campeão de ralis dos Açores.

 

 

Futebol: Leandro Anjos

 

No mundo do futebol açoriano destacamos Leandro Anjos, mais conhecido por Lélé, um jovem atleta que desde muito novo teve na bola uma grande paixão, ingressando no Desportivo e S. Roque desde os tenros 7 anos de idade. Na sua posição de extremo deu nas vistas e é um dos principais atletas daquele Clube.  Lélé nunca passou por outros clubes e foi chamado ao plantel principal da sua equipa por ser um jogador de grande talento, com uma grande visão de jogo e pelos seus potentes remates, atributos que o destaca na equipa.
Leandro Anjos ainda é muito jovem e muito se espera dele, dado que ele tem muita margem de progressão, pelo que se pressente que o talento deste atleta o levará a outros patamares e tem o discernimento táctico dar sempre o seu melhor para equipa, sendo uma mais-valia para o conjunto de S. Roque. Desde sempre manifestou a vontade de ser jogador de futebol e o seu grande sonho, como aliás é um objectivo que perpassa por todos os atletas, é vir um dia a ser jogador profissional, mas está ciente do muito e árduo trabalho que o espera no dia-a-dia. Cristiano Ronaldo é a sua referência como jogador de futebol e também a sua grande inspiração, pois vê nele não só o talento inato para estar dentro das quatro linhas, mas sobretudo as impressionantes rotinas de trabalho duro para chegar aos patamares onde chegou.
O potencial deste jogador de 19 anos é visto no mundo de futebol açoriano com grande atenção por quem acompanha no dia-a-dia a evolução dos jovens atletas da Região. Atendendo ao seu histórico familiar, com de alguns jogadores na família de grande capacidade, Lélé é, por isso, um nome que constitui uma referência desportiva na Região, pelo que o Leandro Anjos é um atleta do qual muido se espera.

 

 

Futsal: Paulo Xavier

 

Chama-se Paulo Xavier, é um guarda-redes com talento e recentemente foi campeão do Torneio Regional dos Açores de Futebol de Rua 2019 pela equipa do CDIJ-Porto Seguro, uma das muitas valências da Santa Casa de Misericórdia da R. Grande.
Para gáudio do jovem guarda-redes, nada mais gratificante do que uma chamada para representar a Selecção Nacional de Futebol de Rua, que decorre de 27 de Julho a 3 de Agosto, na cidade de Cardiff, no País de Gales. Paulo Xavier representou a Selecção de Portugal, na edição 2019 do Campeonato do Mundo de Futebol de Rua (HWC). Paulo Xavier que ostentou a braçadeira de capitão da equipa vencedora do Torneio Regional dos Açores de Futebol de Rua, teve prestação de alto nível tendo brilhado entre os postes, representando de forma única e rutilante a equipa do CDIJ-Porto Seguro, Rabo de Peixe, os Açores e Portugal.

 

 

Judo: Nuno Carvalho

 

O conhecido judoca Nuno Carvalho foi galardoado com o prémio “Carreira Desportiva”, na gala comemorativa do 60.º Aniversário da Fundação da Federação Portuguesa de Judo (FPJ).
Actualmente, Nuno Carvalho continua a competir, apesar de para além de árbitro de judo é ainda treinador de futuros campeões e enquanto atleta foi campeão nacional em todos os escalões etários, repetindo a classificação por diversas vezes no mesmo escalão.
Este judoca micaelense venceu por diversas vezes provas internacionais e representou o nosso país em campeonatos da Europa e do Mundo.
Como tal, Nuno Carvalho foi distinguido pela brilhante carreira em prol da modalidade, sendo um dos atletas que dignificou o judo português nas últimas seis décadas.
Nuno Carvalho é considerado um atleta de eleição e aquando da atribuição do prémio “Carreira Desportiva” ele partilhou o palco com os nomes mais importante do judo português, como sejam Nuno Delgado e Telma Monteiro, o campeão do mundo Jorge Fonseca, a equipa bicampeã europeia do Sporting, o presidente honorário da FPJ António Lopes e o presidente da União Europeia de Judo Sergey Soloveychik.

 

 

Powerlifting: Valter Tapia

 

Valter Tapia sagrou-se este ano Campeão da Europa, tanto na modalidade de Powerlifting,  como na de Deadlif, proezas que alcançou integrado na Seleção de Portugal. Igualmente este atleta açoriano conseguiu a façanha de ser Campeão Nacional de Powerlifting, na Prova Ibero-Americano.  Este atleta apenas a partir de 2016, começou a praticar esta modalidade desportiva e a treinar a técnica e melhorar, mais o seu parceiro de treino, o Pedro Sá, entrando em algumas provas nacionais.
Em 2017, participou no campeonato nacional em provas internacionais em abril deste ano de 2019, precisamente no Campeonato Ibero-América Latina, que teve a satisfação de subir ao pódio e obter o primeiro lugar.  Um dos seus objetivos é participar no campeonato do mundo, o que é complicado em termos financeiros, dado que terá lugar fora de Portugal, o que se torna muito dispendioso. Valter Tapia participa em todas as provas às suas custas, apenas com o apoio na suplementação da Ssrfitness, do Quintal dos Açores e do Gym4you, ginásio da Lagoa.  Este atleta diz que não há segredos para o sucesso que tem alcançado. O que tem de haver é muita dedicação, e espírito de sacrifício, pois não é fácil estar três horas no ginásio com treinos duros e pesados, passar por dores no corpo, enfim para Valter Tapia trata-se de grande amor por este desporto.
Considera que nos Açoreshá bons atletas e que se treinarem afincadamente irão longe, havendo já candidatos que aspiram entrar um campeonato nacional no próximo ano.

 

 

Natação: André Ponte

 

Não é a primeira vez que o nadador André Bicudo da Ponte se distingue pelos seus contínuos feitos na sua modalidade desportiva. Este ano, a piscina de 25 metros de Rabo de Peixe foi palco, de mais um feito heróico deste atleta do Clube Naval de Ponta Delgada. Este nadador açoriano conseguiu obter o recorde nacional, aos 200 metros livres, na classe S14, com o registo de 02.02,66.
Do seu curriculum constam prémios arrecadados nas diferentes especialidades da natação adaptada, em que se destaca a sua participação no Campeonato Europeu, INAS, Loano, Itália de 8 a 14 de Junho de 2016, em representação da selecção portuguesa, nos 200 metros costas. Por outro lado, participa anualmente em diferentes provas a nível nacional, arrecadando medalhas de ouro e de bronze.
No ano de 2017, André Bicudo da Ponte afirma-se na natação adaptada e, inevitavelmente, associa os Açores e todos os atletas de desporto adaptado a este percurso de excelência.  No Campeonato Nacional de Natação Adaptada de Inverno, em Mealhada, obteve o 2º lugar nos 50m Costas e 200m costas e 3º lugar nos 100m costas e na piscina do Jamor (50m) no Campeonato Nacional de Verão de Natação Adaptada, André Ponte alcançou o 1º lugar e recorde nacional em 100m costas, o 1 º lugar em 200m costas, o 1º lugar em 50 m costas e o 3º lugar em 50 m livres.
Classificações que são o resultado de uma entrega total a esta modalidade desportiva, sendo considerado uma das grandes figuras da natação adaptada do nosso país.

 

 

Kickboxing: Gonçalo Silva

 

 

Gonçalo Silva, atleta do Arrifes Kickboxing Clube é destacado nesta rubrica pelos inúmeros títulos que tem arrecadado, sendo de realçar o título de Jovem Promessa do Futuro 2019 em Low Kick Junior -63,5kgs.
Para o jovem de 17 anos não tem sido fácil, pois tem entrado em provas muito duras devido à qualidade dos adversários e a uma lesão.
Pode-se avaliar sua determinação pelo facto de por exemplo sair com uma lesão no ombro do primeiro combate, mas tal nãoo impede de lutar pelo primeiro lugar, dada a sua capacidade de superação e no facto de ter dado o seu melhor, o que é sempre o seu objectivo.
Gonçalo Silva já se habituou a trazer a medalha de ouro para o Arrifes, que tem no Kickboxing Clube um grande embaixador daquela grande freguesia micaelense.
A história do maior Clube de Kickboxing dos Açores remonta há 20 anos. Na altura, o Kickboxing dava os primeiros passos na Ilha de S. Miguel pela mão do Mestre Pedro Cymbron, uma lenda do Full-Contact, que nessa época detinha a única escola desta modalidade.
Foi com Pedro Cymbron, que o actual Mestre do Arrifes Kickboxing Clube, Nilton Silva, se iniciou na modalidade, despertando uma paixão e entrega à modalidade que não mais cessou. Nilton Silva teve nesse dia a sua primeira vitória, contribuindo para que a Escola de Full-Contact tivesse ganho por 4 a 1.
A paixão pela modalidade levou Nilton Silva a iniciar a sua escola em 2001 e hoje em dia, é uma autêntica escola de onde tem saído inúmeros nomes do Kickboxing açoriano e também a nível nacional, como é o caso do Gonçalo Silva.
A par dos títulos colectivos, merecem referência as prestações a nível individual, com vários campeões nacionais, em todas as idades, e com o ingresso de atletas do clube na selecção nacional, cenário que ainda hoje se mantém.
Com uma equipa técnica de gabarito e um conjunto de atletas com provas já dadas, o Arrifes Kickboxing Clube encontra-se num excelente nível competitivo, suportado por um palmarés invejável.

 

 

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