9 de janeiro de 2020

Do Corvo a caminho de Belém 2021

Os Corvinos receberam com respeitabilidade o Presidente da República. Faz parte da génese dos Açorianos respeitar e receber da melhor forma que somos capazes.
Os Açorianos destacam-se no povo português como povo que sabe estar e que valoriza o relacionamento institucional, desde logo Vasco Cordeiro e José Manuel Silva. Estão de parabéns os Corvinos que, em momento de festa de família e amigos, receberam o Presidente da República. Terá sido essa mesma proximidade da República à Autonomia que tanto irritou o deputado monárquico eleito pelo Corvo em número semelhante aos presentes no jantar. Esse número é um fracasso?
Marcelo Rebelo de Sousa lançou a sua candidatura a Belém partir do Corvo, com uma mensagem de reparos ao Governo da República, focada na área da saúde. Porque sabe que com ar descontraído, num espaço característico dos Açores, a saúde é o que mais preocupa os portugueses. Não é esse o mais repetido desejo de cada um de nós nas mensagens de ano novo?
Marcelo Rebelo de Sousa, lançou a sua candidatura às presidenciais de 2021. Ir ao Corvo (como a outros locais noutros momentos) deixa duas notas a reter: a da proximidade com o povo - e essa característica quando coerente e contínua num político é de saudar (e pessoalmente entendo como definidora do político dos próximos anos em contraste com políticos de gabinete). Porém, sem registo dessa prática enquanto deputado, membro do governo ou líder do PSD; e a do cuidado com aqueles que estão mais distantes ou em situações difíceis - valoriza-se essa postura , mas não deixa de ser difícil de entranhar para quem passou, no passado, finais de anos com Ricardo Salgado. 
Do Corvo a caminho de Belém 2021 está lançada a candidatura e o exercício para mais 5 anos de selfies e de mensagens bem conseguidas, num quadro produzido cuidadosamente para satisfazer as necessidades de um povo que estava carente de um Presidente da República próximo.

Do Forno da Cal para Paços do Concelho

A utilização à data da zona balnear do Forno da Cal é um perigo.  O acesso ao mar está destruído desde outubro de 2019, sem qualquer apoio para os utentes e com ferros espetados que põem em causa a segurança dos banhistas na entrada ou saída da zona de banhos, a que se junta a total inexistência de limpeza de limos. Dois meses sem reparação ou manutenção, é a imagem da inação da governação de Ponta Delgada. Com o afluxo de turistas e da prática de banho dos residentes todo o ano, há que potenciar mais zonas balneares e a do Forno da Cal poderá ser mais uma de interesse e utilização para os cidadãos, desde que apresente condições de segurança e limpeza.   
 

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Categorias: Opinião

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