Grupo Desportivo Comercial assinala 60 anos ao serviço do desporto automóvel

Direcção de Rui Moniz viveu “seis meses alucinantes” mas já respira de alívio

O Grupo Desportivo Comercial (CGD) assinalou Sexta-feira à noite, no Convento dos Franciscanos, na Lagoa, a entrada nas comemorações do seu 60º ano de vida ao serviço do automobilismo nos Açores e com a satisfação de o Azores Rallye, apesar dos percalços, não ter saído do calendário do Europeu, e ainda ter o apoio do Executivo açoriano por mais três anos, levando o nome e as belezas das ilhas aos quatro cantos do mundo com a chegada a milhares de casas, através da Eurosport.
Na cerimónia, em que foram homenageadas instituições, empresas e praticantes, o Presidente do CGD, seis meses pós a sua tomada de posse, assumiu que foram “meses alucinantes, mas também interessantes e importantes. “Garantimos o ERC. Continua nos Açores até 2023. Isso foi possível com um acordo com o Governo, o qual permite garantir a realização da prova que é pontuável para o Campeonato dos Açores - o Além-Mar Rallye -, a disputar no final de Novembro, e também a realização das provas extra campeonato que nos propusemos realizar, bem como o Troféu de Ralis São Miguel, que aguarda apenas a luz verde Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting. Tenho a certeza de que assim acontecerá”.
Rui Moniz fez questão de sublinhar que a Direcção do GCD tem feito o que diz. “Ao longo deste ano, para além destes eventos de cariz mais competitivo, vamos também realizar outras provas que não sendo tão competitivas são igualmente importantes e só vamos terminar as comemorações do 60ª aniversário com a realização em Dezembro de um festival que terá um formato inovador e interessante e que agradará a todos os que gostam do automobilismo”.
O Presidente do CGD admite que o caminho não tem sido fácil: “É pública a situação menos favorável em termos financeiros que o Clube vive”, mas agora, com o contrato programa com o Executivo açoriano por três anos ,“isso permite-nos ter um horizonte temporal maior e agir junto daqueles que são os nossos financiadores de maneira menos confrangedora, evitando os momentos que o clube viveu principalmente em 2019”.
Ainda este mês serão resolvidas situações pendentes que o CGD tem com fornecedores que, segundo Rui Moniz, com algumas indirectas, servirão “para poderemos encarar o Azores Rallye que se disputa daqui a pouco mais de dois meses de uma forma tranquila, centrando as atenções na vertente desportiva, deixando de lado as questões que são apenas e só minudencias, isto é não acrescentam nada ao automobilismo nem nos Açores nem em particular em São Miguel”, 
Na gala, o CGD promoveu o reconhecimento dos que já partiram mas que nas suas vidas pessoais e profissionais prestigiam o desporto. Foram assim homenageados a título póstumo Gustavo Moura, Horácio Franco, João de Brito Zeferino, Paulo Alves, Paulo Parece e Vítor Carvalho. 
O GDC concedeu também o estatuto de sócio-honorário a António José Tavares Melo, à Câmara Municipal da Lagoa, a Carlos Costa Martins, a  Carlos Eduardo Decq Mota, à Fábrica de Tabaco Estrela, à Fábrica de Tabaco Micaelense e à Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.
Na cerimónia, foram ainda distinguidos os antigos praticantes Fernando Moniz Amaral, Fernando Jorge Ferreira e Rui Ferreira e o empresário Primitivo Marques. 
O Presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, também recebeu uma distinção de sócio-honorário, uma homenagem simbólica, pois através do actual chefe do Executivo, o CGD quis prestar o seu reconhecimento a todos os presidentes do Governo, Mota Amaral e Carlos César, do empenho que colocaram ao serviço deste desporto na Região.           

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