17 de janeiro de 2020

Construção civil com necessidade de reforço do investimento público

A AICOPA, Associação de Industriais de Construção Civil dos Açores fez uma análise do estado do sector da construção baseada em estatísticas com uma interpretação que tem, na sua essência, “a sensibilidade e experiência” dos membros da sua Direcção. 
Através de séries estatísticas, a AICOPA diz perceber que o volume de concursos e ajustes directos iniciaram uma trajectória de recuperação em 2018 e em 2019. 
Salienta a Direcção da Associação que, embora em 2018 a recuperação face a 2017 “seja tímida”, em 2019 houve “uma franca recuperação”. 
Sublinha que “é por força deste registo de recuperação que o sector e os seus agentes começam a deixar crescer um sentimento de esperança na regularidade e consistência do volume de trabalho que, não pode, contudo, deixar de ser acalentado e alimentado pelo investimento público”. 
Por outro lado, acrescenta, “se e quando olhamos para a evolução da venda de cimento, assistimos a uma evolução negativa. As vendas não ultrapassam o patamar das 150.000 toneladas desde 2012 e estão muito longe das 300.000 toneladas registadas de 2004 a 2008. Ao cruzarmos estes dois dados percebemos a crescente importância da reabilitação e a falta de obras de dimensão, reflectidas no baixo volume de concursos públicos que a Região tem vindo a registar, também, desde 2012”.
No que diz respeito à evolução do número de trabalhadores no sector, o cenário existente, segundo a AICOPA, “transmite a mesma tendência”.  Faz notar, a propósito, que, desde 2011 o número de trabalhadores “se situa abaixo dos 10.000, tendo mesmo chegado a metade desse número em 2013. Apenas a partir de 2015 vem apresentando um comportamento positivo, o que permite reforçar a forte capacidade que o sector da construção tem de gerar emprego”. 
Como conclusão, a AICOPA realça que, em termos de volume de trabalho, consumo de cimento e empregabilidade, se verifica que “estes caminham lado a lado, demonstrando a necessidade de manter e reforçar o investimento público. Não podemos também esquecer que a influência do sector do turismo se faz sentir, mas ainda com baixa expressão”.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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