19 de janeiro de 2020

Crónica da Madeira

Aquele menino de olhos vivos a perscrutar o futuro é hoje o maior Armador português

 
Aquele menino de olhos negros, brilhantes, depositados na linha do horizonte, como que a perscrutar já o futuro, trazia dentro de si sonhos maiores que a sua ilha. Aquele menino de calções curtos que aos nove anos entrou no Liceu Jaime Moniz, tímido agarrado aos livros, sentou-se numa das carteiras para iniciar a sua primeira grande “viagem” estudantil. Aquele menino que a mãe – professora – embalara com tanto amor e carinho, em noites que estivera gravemente doente, é hoje um madeirense ilustre, prestigiado, a realizar ações que muito contribuem para o desenvolvimento económico da Madeira e do país. É considerado um dos empresários mais dinâmicos e visionários de Portugal. É o maior armador a nível nacional. Foi precisamente este menino – Luís Miguel Sousa – que após 43 de ter deixado o Liceu Jaime Moniz, voltou ali em dia de festa para ser homenageado pelo Conselhos Executivo que inaugurou a “Sala do Futuro”, com tecnologia de ponta – uma sala fantástica, aerodinâmica, que muito enriqueceu aquele estabelecimento de ensino por onde passaram muitos alunos que desempenharam papéis relevantes nas sociedades madeirenses e continental. A “Sala do Futuro” tem o nome de Luís Miguel Sousa, Presidente do Grupo Sousa, mecenas daquela que é hoje uma escola secundária de referência, pelo leque considerável de professores competentes e empenhados em dar ao ensino muita qualidade. Uma “batalha” que envolve todos os docentes, orgulhosos de serem quem são dentro da escola. 
Luís Miguel Sousa, ao terminar o antigo 7.º ano com 16 anos, teve de aguardar um ano para poder entrar na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, pois os pais gostariam que fosse médico. Neste tempo de espera, ele foi professor numa escola da Ribeira Brava, missão que desempenhou com muita competência.
    Quando chegou ao Porto não se adaptou. Contrariando os pais, viu que a medicina não era o seu sonho. Telefonou-lhes e disse-lhes: “números é o meu campo”. Veio para Lisboa e ali licenciou-se em gestão. Na sua mente arquitetara, desde estudante, que a sua base seria na Madeira e, portanto, ao terminar o curso, regressou aos Funchal. Fundou o Grupo Sousa, comprou as quotas dos seus familiares da antiga Empresa de Navegação Madeirense e, assim, começa o seu percurso imparável de empresário. Demonstrou que a ilha não é limitativa aos sonhos e que a inteligência não se mede pelo tamanho da mesma. Impôs-se, por mérito próprio, como empresário no panorama português. Hoje é detentor de várias empresas, mas é na área dos barcos, dos rebocadores, dos transportes marítimos e terrestres, das energias renováveis, da operação portuária e da hotelaria que a sua ação mais se destaca. É um ser humano maravilhoso que alia a sua inteligência brilhante a uma grande compreensão em relação ao seu próximo. De um espírito de generosidade raro, sendo um dos maiores mecenas da Madeira, colaborando com as diferentes instituições, ajudando-as a levarem a efeito iniciativas que visam o conhecimento e o bem-estar de muitos jovens. Discreto nas suas ações.
Hoje, aos 59 anos, o Dr. Luís Miguel Sousa continua, com o mesmo dinamismo e entusiasmo, a expandir o seu grupo.
A sua pessoa e o seu Grupo prestigiam o país e a Região, pelo trabalho que realizam no dia a dia para o desenvolvimento das suas economias, pela dinâmica e inovação de gestão moderna, acompanhando a evolução vertiginosa que se opera nas áreas a que se dedicam. Consciente da importância da tecnologia nas empresas, este ilustre empresário madeirense é chamado a intervir, com a sua experiência e conhecimento, em diferentes foros, dando, assim, um contributo valioso à expansão da economia.
“O Grupo Sousa investe 20 milhões por ano e admite novas aquisições em 2020. Luís Miguel Sousa diz que o facto de o Grupo Sousa ter nascido na Madeira faz com que entenda melhor as necessidades de quem vive nas ilhas, constituindo uma vantagem face à concorrência.”
 

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Categorias: Opinião

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