23 de janeiro de 2020

“Não estou para ser, mas para fazer”


O congresso do PSD foi um momento morno. Conciliador para alguns, mas exaltado para muitos. Uns a contrariarem os outros. A partir daqui endereço saudações democráticas ao eleito líder do PSD/Açores, José Bolieiro e que traga a tranquilidade que o maior partido da oposição necessita. 
Na política a favor dos cidadãos não há espaço para a vitimização. Falar de líderes, falar de responsáveis políticos, não é ataque pessoal. É sim, avaliar os diferentes responsáveis políticos. Para o PS é avaliar Vasco Cordeiro. Para o PSD, é, a partir dos últimos dias, José Bolieiro. Avaliar e criticar as suas opções políticas, nunca poderá ser pessoal, nem de vitimização. São protagonistas políticos que se sujeitam, pela sua ação ou inação, ao escrutínio da observação e da votação.
“Não estou para ser, mas para fazer”, o discurso final do congresso foi um conjunto de palavras que a muitos agrada, mas que esbate com as opções políticas do líder do PSD e Presidente da Câmara de Ponta Delgada.
E na política o que parece é efetivamente e não há margem para adereços numa candidatura a um cargo regional. Ponta Delgada, a maior porta de entrada dos Açores, maior número de turistas, onde está a resposta das políticas públicas municipais? Algum leitor identifica Ponta Delgada, como uma cidade contemporânea, inovadora e inclusiva?
“Não estou para ser, mas para fazer”, contradição 1: impostos
No discurso regional promete-se a baixa de impostos. Em Ponta Delgada, não há direito à devolução de IRS aos cidadãos. A DERRAMA, não está a favorecer os empresários. O IMI poderia ter taxas variáveis constante uma política urbanística (que não existe), mas tal nunca foi opção. Se não está para ser, mas para fazer, porque não reduz os impostos e devolve IRS às famílias?
“Não estou para ser, mas para fazer”, contradição 2: resíduos
No discurso de congresso há palavras vagas para o ambiente. Em Ponta Delgada, há anos, a gestão dos resíduos é ineficiente. A recolha e pagamento de resíduos é um caos. Primeiro foram ecopontos, depois retiram-se os ecopontos, não se consolida a recolha porta à porta, não se implementa método de pagamento por produção de lixo, não se vislumbra o cumprimento das diretrizes europeias para a reciclagem. Se não está para ser, mas para fazer, porque não tem estratégia para a gestão de resíduos em Ponta Delgada?
Se não está para ser, mas para fazer, porque é que em Ponta Delgada não aplica o discurso redondo do congresso e que poucos aplausos arrecadou - é natural, os congressistas do PSD sabem bem quem é e o que é capaz de fazer o seu líder. Lesto em palavras, mas lento em ações.
Ponta Delgada está isenta de uma gestão com ação. Ponta Delgada, atrasa-se todos os dias. Mas agora, quer-se fazer crer que a ação vem com palavras amorfas de um conjunto de críticas, onde faltam soluções que são essenciais para uma oposição forte, vital para uma democracia musculada - aqui espera-se que realmente esteja para fazer e não, mais um líder, para ser.
 

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Categorias: Opinião

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