Presidente da Junta de Freguesia de Rabo de Peixe reclama habitação a custos controlados para a vila

Em Novembro de 2018, o Presidente do Governo dos Açores anunciou a construção de mais de 280 novas habitações em regime de custos controlados em várias freguesias da ilha de São Miguel, com o objectivo de ajudar, sobretudo, casais jovens a terem a sua casa. 
As freguesias abrangidas são as de São Vicente, Arrifes, Feteiras, São Roque, Fajã de Cima, Fenais da Luz, Santa Clara e, no concelho da Ribeira Grande apenas a freguesia da Maia, conforme anunciou na altura Vasco  Cordeiro e cujo programa está em andamento.
A Junta de Freguesia de Rabo de Peixe ontem diz que recebeu com esperança esta notícia da intenção do Governo Regional e passado mais de um ano reclama que este programa também chegue à vila de Rabo de Peixe. 
 Em comunicado, Jaime Vieira diz que enquanto Presidente da Junta de Freguesia, a noticia deixou-o “com alguma esperança”, e garante que a política social do actual Governo “já está caducada, ou seja, já não está a responder aos inúmeros problemas habitacionais sentidos nos Açores, especialmente na ilha de São Miguel e, dentro dela, particularmente em Rabo de Peixe”. Por isso, para resolver os problemas habitacionais da vila vê “neste programa a possibilidade de resolver alguns dos problemas que esta vila tem em termos de habitações”.
Mais. “As várias centenas de jovens casais, e mesmo outros jovens desta vila, esperavam que o Governo não se esquecesse de uma localidade com mais de nove mil habitantes, e com mais de duas centenas de famílias identificadas pela Junta, que não possuem habitação própria, nem conseguem habitações disponíveis para arrendar”, alerta o autarca social-democrata.
Jaime Vieira diz no mesmo documento:  “Torna-se imperativo que o governo replique esta medida em Rabo de Peixe, o mais rapidamente possível, uma vez que recebemos diariamente muitos pedidos de apoios para a habitação. São habitantes da vila, que não encontram habitação disponível para alugar, e parece impossível dar-lhes um sinal de esperança”.
Por outro lado, o autarca opina que “não se entende que o Governo Regional não tenha criado condições para que os casais em Rabo de Peixe possam ter uma casa a custos controlados, respondendo desse modo aos graves problemas de falta de habitação”, acrescentando que  “são muitas vezes os baixos rendimentos dessas pessoas a não possibilitar acederem a um empréstimo bancário para aquisição da sua habitação”, explica.
 Para Jaime Vieira, “há cada vez mais proprietários de habitações que estavam no mercado de arrendamento a desistir dessa mobilidade e, ou colocam as moradias à venda ou transformam-nas em alojamento local, originando a que muitas famílias ficam sem qualquer  tipo de resposta. Não há habitações disponíveis para arrendamento, e isso tem provocado momentos de ansiedade em diversas famílias que não conseguem ter um tecto”, sublinha o Presidente de Junta.
 “Há mesmo exemplos de habitações T3 onde moram mais de uma família, confirmando também assim um problema de sobrelotação nas próprias habitações”, acrescenta.
 Jaime Vieira é peremptório em afirmar que o Governo Regional “tem conhecimento das dificuldades que os cidadãos de Rabo de Peixe encontram para ter um tecto, atendendo à falta de habitação disponível para arrendamento, e à impossibilidade de recursos à banca por si só”. Por isso, clama ser “urgente dar uma resposta e criar alternativas. As habitações a custos controlados em Rabo de Peixe podiam ser uma resposta, tal como a aposta em cooperativas de habitação”, sublinha o Presidente da Junta, relembrando que a Junta de freguesia de Rabo de Peixe e a Câmara Municipal da Ribeira Grande “arrancaram com uma cooperativa de habitação, em que mais de 200  jovens casais se candidataram”.
A terminar a nota à imprensa, realça que “é preciso deixar bem claro que não estamos a falar de habitação social. Mesmo se a Constituição Portuguesa referira que ninguém pode ficar sem uma habitação, estamos a falar do direito de todos os cidadãos terem uma habitação nas suas mais variadas modalidades de aquisição ou arrendamento”. 
                

N.C.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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