83 turmas e 1.696 alunos no programa ‘Fenix’ que combate o insucesso escolar em sete escolas

 Oitenta e três turmas e 1.696 alunos de sete escolas do ensino básico e secundário dos Açores estão envolvidas no programa ‘Fénix’, no ano lectivo 2019/2020. 
As escolas que aderiram ao ‘Fenix’ foram a Escola Básica e Integrada de Rabo de Peixe, a Escola Básica e Secundária das Flores, a Escola Básica e Integrada de Santa Maria, a Escola Secundária Domingos Rebelo; a Escola Secundária da Lagoa; a Escola Secundária das Laranjeiras e a Escola Secundária da Ribeira Grande.
Todas as candidaturas visaram os 8.º e 9.º anos. Apenas a Escola Básica e Integrada de Rabo de Peixe solicitou candidatura para os 6.º e 8.º anos. 
O ‘Fénix’ foi deferido a todas as unidades orgânicas requerentes, excepto à EBS Flores, uma vez que as duas turmas de 9.º ano apresentam 26 alunos, o que naturalmente não justifica a implementação do projecto, já que, no entender da Secretaria Regional da Educação, “podem ser levadas a cabo dinâmicas semelhantes à do projecto em contexto de sala de aula”. 
Há duas unidades orgânicas que desenvolvem o projecto em modalidade de ninhos (Escola Básica e Secundária de Santa Maria e Escola Básica e Integrada de  Rabo de Peixe) e as restantes quatro fazem-no em modalidade de turnos. Os ninhos são desenvolvidos nas disciplinas de Português e Matemática, sendo os turnos levados a cabo nas disciplinas de Português, Matemática e Inglês. Na Escola Secundária Domingos Rebelo, no 9.º ano, apenas é abrangida a disciplina de Inglês.
No corrente ano lectivo, a implementação do programa Fénix nas sete unidades orgânicas afectas ao projecto implica um acréscimo de 205 tempos livres, o que corresponde a 9,3 horários completos.
O programa Fénix e uma iniciativa nacional, integrada no programa Mais Sucesso Escolar, que visa “combater o insucesso escolar no ensino básico. Assenta num modelo em que os alunos com dificuldades de aprendizagem nas disciplinas de português e matemática são integrados temporariamente em ninhos, onde é ministrado um ensino mais personalizado, com respeito pelos diferentes ritmos de aprendizagem. Funcionando no mesmo tempo lectivo do que a turma de origem, o que permite não sobrecarregar os alunos com tempos extra de xpoio educativo, os alunos do ninho regressam à sua turma de origem assim que o nível de desempenho esperado é atingido”.
Segundo o deputado à Assembleia Legislativa Regional, Paulo Estêvão, o último relatório do Plano Integrado de Promoção do Sucesso Escolar (2017/2018) “não fez uma análise optimista do programa ‘Féniz’. 
O relatório refere que “em relação a 2016/2017, regista-se um decréscimo de unidades orgânicas abrangidas, o que implica menor número de projectos, de aluno e turmas envolvidos. É também significativamente baixo o total de projectos que atingiram 2, 3 ou todas as metas. Por outro lado, um quarto dos projectos não atingiram nenhuma das metas definidas”, 
“Estes resultados permitem-nos questionar sobre a eficácia do programa e a necessidade de se reverem as práticas subjacentes à sua aplicação”, conclui o deputado, em requerimento a que o Governo dos Açores respondeu.                                                                     

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Autor: João Paz

Categorias: Regional

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