Arsénio Furtado, Director Geral do Clube União Micaelense

“O estatuto de Entidade Formadora Certificada é mais um selo de excelência da formação do Clube União Micaelense”

Há quanto tempo está ligado ao Clube União Micaelense?
Há 27 anos.

É amor à camisola?
Sim! Ser do Clube União Micaelense é para mim, um privilégio. É uma forma de estar.

Porquê a aposta no torneio internacional de futebol infantil que já vai entrar no 14.º ano?
O Torneio Internacional é uma imagem de marca do Clube União Micaelense. Promover o Clube União Micaelense, o Futebol de Formação, o Município de Ponta Delgada e a Região Autónoma dos Açores são linhas mestras que estão na génese do certame.

São 24 equipas, das ilhas, do continente, do Brasil, dos Estados Unidos, Bermudas, Cabo Verde e Alemanha. O torneio tem também uma componente social importante?
Correcto. Esta é uma das demandas da organização. A socialização, a partilha de experiências, o incremento do respeito e do fair-play, assim como o estreitamento de laços culturais entre os diversos países presentes, tendo sempre o Desporto como pano de fundo”.
Por outro lado, o Torneio é uma oportunidade para o Clube reconhecer e homenagear aqueles que foram as bases e pilares da construção da sua história.
“A nomeação de um Patrono em cada uma das edições do Torneio é, para além de um agradecimento público, um acto de cidadania e justiça para com aqueles que contribuíram para edificar e engrandecer a história do Clube União Micaelense.

É também um grande cartaz turístico para a Região?
Sim, temos vindo também, com o crescimento da prova, a obter um apoio maior, onde se destaca, reconhecidamente, o apoio imprescindível do Município de Ponta Delgada e do Governo Regional dos Açores. O clube foi inovador, então, ao ser pioneiro na organização de um torneio, fez o seu caminho e a avaliação do mérito das sucessivas edições, permitiu atingir um patamar que exige, não só de quem organiza, mas também de quem apoia, a disponibilização de meios que possam fazer face a essa exigência e estratégia.

O União Micaelense volta a organizar este ano o Torneio Internacional de futebol infantil. Vai ser a melhor competição de sempre, em relação às edições anteriores? Para trazer todas estas equipas a São Miguel, isso implicou uma enorme logística. Quer desvendar alguns pormenores?
Com pouco, temos conseguido fazer muito. A arquitectura de uma prova com estas características exige, desde logo, um conhecimento já mais avançado de muitos circuitos e contactos indispensáveis, para que a vinda de clubes estrangeiros seja uma realidade. Com calma, e tendo sempre por base a qualidade que procuramos dar a cada edição, temos alargado o «bom eco» que a prova produz, o que tem vindo a facilitar o alargamento do nosso campo de acção, ao nível de clubes interessados em participar no Torneio.

A diáspora será sempre uma aposta?
A diáspora foi uma aposta, claramente ganha. Decidimos internacionalizar o Torneio, na 9.ª edição e intencionalmente fizemo-lo, pelas nossas comunidades emigrantes. Fomos para fora cá dentro, temos seguido o trajecto da emigração açoriana, nomeadamente EUA, Canadá, Bermudas e mais recentemente o Brasil, berço da emigração dos Açores.

Porque o Clube União Micaelense candidatou-se, desde a primeira hora, a ter o estatuto de Entidade Formadora Certificada de Futebol, surpreendendo até a comunidade do futebol, por ser um clube de âmbito local e quando era um assunto que não tinha a dimensão de hoje, tendo, na altura, maior incidência nos clubes das provas profissionais…
O Clube União Micaelense, desde muito cedo percebeu que este seria o caminho a trilhar e procurou preparar-se, da melhor forma, para aquilo que hoje é uma inevitável realidade.
O estatuto de Entidade Formadora Certificada é mais um selo de excelência da formação do Clube União Micaelense. Para os pais e/ou encarregados de educação é mais um garante de qualidade no serviço prestado e isso tem-se revelado, no cada vez maior número de atletas a ingressar nos nossos escalões de formação.
O Estatuto de Entidade Formadora Certificada são o reflexo e fruto de muito trabalho que foi desenvolvido nos últimos cinco anos. O clube teve de se reestruturar, reorganizar para poder fazer face às exigências do processo de certificação para entidades formadoras certificadas. Atingir este patamar, num clube amador como o Clube União Micaelense é soberbo.

Entretanto, o escalão sénior começa agora a sobressair. É também uma realidade, esta aposta que tem sido feita?
É uma aposta feita à dimensão do clube. Pelo seu historial, entendemos que o Campeonato dos Açores é o patamar mínimo e o que mais se adequa à nossa actual realidade.
Temos bem presente as dificuldades, mas tudo, faremos para atingir tal desiderato, sempre dentro da realidade, nunca daremos nenhum passo além daquele que estiver dentro dos parâmetros do clube.


 

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Categorias: Desporto

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