Danças e bailinhos de Carnaval da Terceira vão ser registados no inventário nacional de património cultural imaterial

O Secretário Regional da Educação e Cultura anunciou ontem que foi aceite o pedido de registo das danças, bailinhos e comédias do Carnaval da Terceira no inventário nacional do património cultural imaterial.
Avelino Meneses, que falava na cerimónia de abertura do 2.º Congresso Internacional do Carnaval, que decorre até amanhã, Sábado na Vila das Lajes, concelho da Praia da Vitória, adiantou que agora se segue um processo de consulta pública antes da “desejada notícia”, sob a forma de publicação em Diário da República.
“É o culminar de um longo processo”, estribado em investigação desenvolvida ao longo de 2015 e 2016, que “inclui a recolha e pesquisa de documentação e bibliografia, a observação directa e indirecta e a realização de entrevistas e questionários”, salientou Avelino Meneses.
O Secretário Regional frisou, no entanto, que, em matéria de defesa e preservação da cultura insular, a acção do Governo dos Açores “não se ficará por aqui”.
Com efeito, salientou Avelino Meneses, no desenvolvimento de um protocolo estabelecido com a Associação de Romeiros de S. Miguel, está a ser facultado apoio técnico à candidatura das Romarias Quaresmais a património cultural imaterial.
Por outro lado, num projecto “de maior folgo”, estão a decorrer os preparativos do dossier com vista à apresentação de uma candidatura das Festas do Espírito Santo, que “são o verdadeiro cimento da multifacetada identidade açoriana”, afirmou.
Na sua intervenção, o Secretário Regional da Educação e Cultura referiu que, no passado, o desenvolvimento dos transportes e o surto da emigração “converteu o nosso Carnaval numa celebração de toda a ilha e também uma comemoração das comunidades terceirenses radicadas nos EUA e Canadá”.
“No presente, a adopção do Carnaval pelos ambientes urbanos, o alargamento à participação das mulheres conferem-lhe um rigor incontestável”, referiu.
Por tudo isto, considerou Avelino Meneses que as danças de Carnaval de hoje “constituem” na ilha Terceira uma manifestação “bem genuína”. 
Por seu turno, na abertura do II Congresso Internacional de Carnaval, Tibério Dinis destaca papel fulcral do Museu Hélio Costa na potenciação da cultura terceirense
O Museu Hélio Costa é um pilar importante na potenciação das tradições do Carnaval, na medida em que contribui para a dinamização cultural da ilha Terceira. A ideia foi transmitida pelo Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Tibério Dinis, na sessão de abertura do II Congresso Internacional de Carnaval, que decorreu Quinta-feira,30, na Sociedade Progresso Lajense, na vila das Lajes. “Esta infraestrutura é extremamente rica na transmissão de conhecimentos relacionados com a maior manifestação de teatro popular do mundo pelas especificidades que detém, reforçando a manutenção desta tradição genuinamente vivida na Ilha Terceira, local único no mundo onde ninguém fica indiferente à criatividade presente nos diversos palcos existentes”, sublinha o autarca praiense.
“O Museu, cujo nome é inspirado numa das maiores personalidades da ilha Terceira, Hélio Costa, como forma de agradecimento pelo trabalho desenvolvido em prol do Carnaval, está no caminho certo para integrar a rede regional de promoção da cultura, bem como se tornar uma referência a nível nacional no futuro pelas suas especificidades tradicionais”, referiu.
Na ocasião da sessão de abertura, o edil praiense felicitou a Junta de Freguesia da vila das Lajes pela organização do Congresso Internacional do Carnaval, destacando todo o trabalho desenvolvido em prol desta tradição.
“A Junta de Freguesia das Lajes tem desempenhado um papel importante na projecção do Carnaval, e a concretização deste evento é prova disso. Neste local, e até 1 de Fevereiro, temos um espaço aberto ao debate e com excelentes painéis no sentido de apurar eventuais soluções para os desafios que se impõem no sentido de melhor conhecermos o carnaval, para assim, o preservar e projetar”, acrescentou. “Continuamos a acreditar na importância de promover o que é nosso, no fundo o que de melhor nos caracteriza como Povo. Este é um dever de todos nós enquanto entidades, pelo que a união de esforços é sempre o melhor caminho para a coesão cultural, integrando sempre a identidade praiense”, afirmou.
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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