Pregador da festa de São Tomás de Aquino desafia seminaristas a serem humildes e a livrarem-se dos pequenos egoísmos

A Academia de São Tomás de Aquino celebrou a festa do seu padroeiro com uma missa na Capela de Nossa Senhora da Natividade no Seminário e, na homilia, o padre Tiago Tédeu  sublinhou a importância da “humildade”, “da alegria” e dos pequenos gestos para que cada cristão cumpra a vocação de santidade a que é chamado pelo baptismo.
Na missa a que presidiu e contou com a participação da comunidade, o sacerdote interpelou os seminaristas a seguirem o exemplo do seu patrono- São Tomás de Aquino- para viverem a santidade.
“Existem três coisas necessárias para se viver a santidade: saber no que se deve acreditar, saber aquilo que se deve querer e saber o que se deve fazer. Isto é: acreditar em Deus, querer a vida e fazer o bem” disse o padre Tiago Tédeu, que lembrou que a santidade tem de ser vivida e testemunhada nos pequenos gestos do quotidiano.
“A santidade começa nas pequenas coisas do dia a dia; o testemunho é muito importante. Ser santo é trabalhar o nosso interior, porque Deus vê o nosso coração; é nos pequenos gestos do dia a dia que podemos alcançar a santidade, mas para isso precisamos de livrar-nos dos pequenos egoísmos, precisamos de ser alegres”. O sacerdote, que citou por várias vezes o papa Francisco, destacou, de resto, que “ o Evangelho só vai em frente com evangelizadores alegres e cheios de vida”.
“Fomos chamados e escolhidos para uma missão; temos de ter confiança, a confiança em Deus que nos escolhe e nos envia para a missão. Ele está connosco e não nos abandona, por mais dura que seja a tarefa. Temos de confiar e para isso temos de ser humildes” acrescentou.
O sacerdote frisou a importância da simplicidade e afirmou que o grande “segredo da santidade é o amor”.
“A santidade é o distintivo de cada cristão, cuja sua essência é amar. Ser santo é ser perfeito no amor e, nós somos chamados a ser santos vivendo com amor na nossa vida, uns com os outros” adiantou ainda.
“Ser santo não depende da nossa condição ou posição de vida; ser santo depende da prática do amor”, sobretudo, o amor que dispensamos aos outros.
“A santidade não é fechar os olhos perante aqueles que nos rodeiam”; não pressupõe viver sozinho nem está apenas ao alcance dos que vivem uma vida contemplativa, referiu o sacerdote afirmando que a santidade “tem de fazer parte da nossa vida diária, à qual Deus nos chama”.
“A santidade vive-se no dia a dia, em cada gesto e em cada atitude de amor. Sempre e em cada lugar é possível alcançarmos a santidade,  basta que abramos o nosso coração à ação de Deus em nós” disse ainda lembrando que os lugares de santidade são na família, na rua, na comunidade, no trabalho ou na igreja.
“Para isso temos de subir quatro degraus: conhecer, confiar, amar e servir Jesus Cristo”, disse ao concluir que “ser santo é tornar-se um sinal visível do amor de Deus em cada momento das nossas vidas, independentemente do estado da vida em que vivemos, porque ser santo é permanecer em comunhão com Deus e com os Irmãos”.
A missa, celebrada no passado dia 28, foi aberta à comunidade e constituiu uma das actividades desenvolvidas pela recém activada Academia de São Tomás de Aquino que neste ano lectivo passou a ter uma nova direcção liderada pelo seminarista Dinis Toledo.
Entre as actividades da Academia para este ano estão ainda uma jornada formativa em Paleografia, a 14 e 15 de fevereiro, que será ministrada por Margarida Lopes e, no dia 8 de maio, haverá uma conferência na Sé de Angra.
Após alguns anos de inactividade, a Academia de São Tomás de Aquino foi reactivada no ano letivo de 2017/2018 por mérito dos alunos e formadores deste Seminário. Habitualmente, entre as atividades está a promoção do Culto litúrgico em honra de S. Tomás de Aquino, com tríduo de preparação e Festa no dia 28 de Janeiro; a Promoção das Jornadas Culturais em cada ano lectivo; a Publicação de uma revista e outras iniciativas.          Igreja Açores/ André Furtado

Print
Autor: CA

Categorias: Regional

Tags:

Theme picker

Revista Pub açorianissima