Quebra na venda de cimento em 2019 na ordem das 19,4 mil toneladas em relação ao ano anterior

 As vendas de cimento aumentaram 5,2% nos últimos cinco anos, sendo o ano de 2017 (com 140 mil toneladas) o que apresentou maior volume de vendas neste período. Apesar do aumento em cinco anos, constata-se, pelas estatísticas, que as vendas vieram a baixar nos últimos três anos na Região.
Nos últimos cinco anos (2015 a 2019) foram vendidos, nos Açores, 605 mil toneladas de cimento, sendo o ano de 2017, com 140 mil, aquele em que ocorreu o maior volume de vendas. A venda de cimento aumentou 5,2%, nesse período de cinco anos, tendo a oferta crescido 1,5%.
Em 2015 foram vendidas 106,7 toneladas de cimento, aumentando em 2016 para 114,4 mil toneladas, um crescimento de 7,3%. Em 2017, as vendas de cimento voltaram a crescer 22,2% passando para 139,9 mil toneladas.
A partir de 2017, registou-se uma queda nas vendas de cimento na Região para 131,7 mil toneladas em 2018, o que correspondeu a menos 5,8%; e para 112,2 toneladas de cimento em 2019, menos 14,8% do que no ano anterior. 
Por estas estatísticas consta-se que as vendas de cimento nos Açores o ano passado foram as mais baixas dos últimos quatro anos.
No ano de 2019 verificou-se mesmo uma diminuição anual da quantidade vendida, em 14,8%. Junho foi o mês em que foi mais notória a quebra nas vendas do cimento, passando de 12 mil toneladas em 2018 para 8,1 mil toneladas em 2019. Nos dois anos em análise, o mês de maiores vendas de cimento foi Abril de 2018, em que se venderam 13,3 mil toneladas.
As vendas de cimento em São Miguel acompanharam a quebra nas vendas de cimento na Região passando de 64,8 mil toneladas de cimento em 2018 para 53,8 toneladas no ano passado.
Em contra-ciclo, as vendas de cimento subiram na ilha Terceira de 22,2 mil toneladas em 2018 para 27 mil toneladas o ano passado; e no Faial as vendas subiram de 5,1 mil toneladas para 6,1 mil toneladas o ano passado.
Relativamente à origem do cimento, desde 2015 o cimento tem sido tendencialmente produzido localmente pela Cimentaçor - Cimentos dos Açores, Lda, em detrimento da sua aquisição ao exterior da Região.
A quebra na venda de cimento nos últimos quatro anos resulta de uma notória diminuição em termos de execução de grandes obras públicas na Região, com a iniciativa privada, sobretudo na área do turismo, a fazer com que a situação na construção civil açoriana não seja ainda mais difícil do que está a ser.
Numa análise publicada em Janeiro, baseada em séries estatísticas, a Associação de Industriais de Construção Civil dos Açores constata que as vendas não ultrapassam o patamar das 150.000 toneladas desde 2012 (há sete anos) e estão muito longe das 300.000 toneladas registadas de 2004 a 2008. 
“Percebemos a crescente importância da reabilitação e a falta de obras de dimensão, reflectidas no baixo volume de concursos públicos que a Região tem vindo a registar, também, desde 2012”, realça a AICOPA.
No que diz respeito a evolução do número de trabalhadores no sector, o cenário existente, segundo a Associação de Industriais de Construção Civil, “transmite a mesma tendência”. Faz notar, a propósito, que, desde 2011, o número de trabalhadores “se situa abaixo dos 10.000, tendo mesmo chegado a metade desse número em 2013. Apenas a partir de 2015 vem apresentando um comportamento positivo, o que permite reforçar a forte capacidade que o sector da construção tem de gerar emprego”.
Como conclusão, a AICOPA realça que, em termos de volume de trabalho, consumo de cimento e empregabilidade, se verifica que “estes caminham lado a lado, demonstrando a necessidade de manter e reforçar o investimento público. Não podemos também esquecer que a influência do sector do turismo se faz sentir, mas ainda com baixa expressão”.
Foram licenciados até Novembro do ano passado 726 edifícios, mais três do que em igual período de 2018.
Foram licenciados, nos primeiros onze meses do ano passado, 364 edifícios em construções novas para habitação, mais 12 do que em igual período de 2018; e 512 fogos em construções novas para habitação, mais 126 do que de Janeiro a Novembro de 2018.

                                                     

J.P.
 

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Autor: CA

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