Conserveira Santa Catarina atingiu em 2019 os 9 milhões de euros de facturação e dá lucro

 O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da fábrica de conservas Santa Catarina, em São Jorge, “será positivo pela primeira vez”, num valor superior a 60 mil euros. Estes resultados são “um desígnio que há muito se ambicionava nesta empresa e devem-se ao bom desempenho e constante evolução da sua produção e vendas, onde o trabalho comercial na afirmação desta empresa no mercado doméstico e internacional começa a obter resultados”, revela a Administração da Santa Catarina. 
Os trabalhadores da empresa “estão de parabéns, pois ao fim de alguns anos, com muito esforço, conseguiram provar que a sua fábrica de conservas, na ilha de São Jorge, é viável, dando assim, resposta positiva ao desafio que em 2009 a Região Autónoma dos Açores lhes lançou de salvar esta empresa da falência”, revela. 
Com um volume de negócios que estabilizou em aproximadamente 8 milhões de euros, entre 2018/9, após um crescimento desde 2015, a empresa está agora a preparar-se para crescer novamente e atingir os 9 milhões de euros de facturação, “dando assim continuidade ao seu trabalho de afirmação e sustentabilidade”. 
A Santa Catarina “é já uma referência” nas exportações de bens transaccionáveis dos Açores e está em mercados tradicionais como Itália e EUA, mas também, no Reino Unido, França, Dinamarca, Suíça, Canadá, entre outros. 
Ao longo deste mês, a fábrica de conservas inicia mais uma parceria com a cadeia internacional Lidl, para venda da marca Santa Catarina na rede de supermercados da Alemanha e Grécia, e nos próximos meses na Bélgica e Chipre. 
A marca Santa Catarina está na cadeia HEB, nos EUA, e aumentou em 2019 o seu portefólio de referências à venda nesta cadeia de 350 lojas, com sede no estado do Texas. 
Ainda no primeiro semestre de 2020, irá entrar na maior cadeia de produtos Bio do mercado francês (a rede de supermercados BIOCOOP com 500 lojas em França), numa pareceria com a “Fish 4 Ever”. Esta “permanente procura por novos mercados e novos negócios, a par da evolução da produtividade, tem sido fundamental para a viabilização da fábrica jorgense”, sublinha a Administração. 
As conservas são o bem mais exportado pelos Açores, e o papel da Santa Catarina “tem sido decisivo para a descoberta de novos mercados e desenvolvimento de novos produtos, afirmando-se como uma das marcas açorianas que mais presença possui nos mercados externos, e é já uma referência nacional das conservas portuguesas”.
Para alcançar estes objectivos a empresa possui diversas certificações, entre elas a certificação IFS Food Version 6.1, que foi revalidada em 2019 com high level, 97,26% de classificação. Esta certificação, na indústria alimentar, “é um dos mais altos referenciais de qualidade internacional e representa, para uma fábrica sedeada em São Jorge, uma evolução imensa em termos de qualidade e exigência. Obriga ao permanente investimento na fábrica, em manutenção, cultura organizacional de qualidade e melhoria das condições de trabalho, mas, sobretudo, um esforço acrescido dos seus colaboradores, aos quais, a administração lhes reconhece o empenho, a dedicação, e muitas horas de formação”.
 Este ano a Santa Catarina comemora os seus 25 anos da data de fundação da sociedade e registo da marca e, para tal, será lançada uma edição especial limitada comemorativa. Ainda no primeiro trimestre será apresentada e lançada a marca “Mestre Saul”, uma marca premium, que “só comercializará o produto de superior qualidade”, o filete em azeite. 
Esta marca será também uma homenagem a um homem, Saúl Casimiro, que desde a década de cinquenta do século passado trabalhou com os jorgenses para que “hoje se fabriquem, nesta ilha, uma das melhores conservas de atum do mundo”. 
 
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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