Entre 2015 e 2019 nos Açores

Descarregadas 40,2 mil toneladas de peixe no valor de 155,3 milhões de euros em 5 anos

 Nos últimos cinco anos (2015 a 2019) foram capturadas no mar dos Açores 40.297 toneladas de pescado, com um valor global de 155,3 milhões de Euros. De todo o pescado capturado, apenas 54 toneladas foram rejeitadas em lota. 
O preço médio do pescado aumentou 22,8% ao longo dos cinco anos. 
Neste período de tempo, o valor do peixe descarregado em lota, nos Açores, aumentou 21,1%, passando de cerca de 28 milhões de euros em 2015 para 33,9 milhões de euros em 2019, apesar da diminuição de 0,5% da quantidade que passou de 8.217 toneladas em 2015 para 8.175 toneladas o ano passado.
De entre os cinco anos, aquele em que se descarregou em lota mais pescado foi 2018 com 11,8 mil toneladas, no valor de 37,9 milhões de euros.
A principal categoria de pescado foi a dos demersais (espécies como o Imperador, o Peixão, o Goraz, a Garoupa, a Veja, entre outros) e bentónicas, sobretudo crustáceos e moluscos. De forma significativa 2015 foi o ano em que se capturou mais espécies piscícolas demersais (3,6 mil toneladas e aquele em que o rendimento foi o mais baixo dos cinco anos em análise (18,1 milhões de euros.
É também relevante que, ao longo dos cinco anos, as capturas de espécies demersais tem vindo a diminuir desde 2015 (3,6 mil toneladas) de ano para ano até atingir as 2.077 mil toneladas em 2019. Só entre 2018 e 2019 há uma quebra de 500 toneladas de espécies demersais descarregadas em lota.
A subcategoria dos tunídeos (atuns) merece destaque na categoria dos pelágicos, que possui uma grande relevância no total da quantidade descarregada em lota nos Açores. Nos cinco anos em apreciação, foi 2016 o ano em que foi menor a captura de pelágicos (onde está incluído o chicharro) na ordem das 2,2 mil toneladas no valor de 5,1 milhões de euros, e , consequentemente, de tunídeos (1.030 toneladas no valor de praticamente dois milhões de euros.  Em contrapartida, o ano de maior capturas de pelágicos foi 2018 em que foram descarregados em lota 8,6 mil toneladas no valor de 14,8 milhões de euros, e de tunídeos (7.302 toneladas no valor de 12,1 milhões de euros.  
Nos últimos 5 anos a captura de espécies “demersais e bentónicas” e de “pelágicas” diminuiu 43,4% em volume e 12,9% em valor, com a maior descida a verificar-se no último ano (-38,8% em quantidade e -26,3% em valor), principalmente pela diminuição da captura de tunídeos.
Relativamente à apanha de “crustáceos” e de “moluscos” descarregados em lota, estes apresentam um crescimento muito significativo desde 2016, com uma variação de 373,1% em volume e de 471,3% em valor no período 2015-2019, registando em 2019 um valor anual de vendas de 10,1 milhões de euros, representando 29,9% do valor total das capturas.
A distribuição das descargas em lota por ilha, em termos de volume (tonelada), tem-se mantido mais ou menos constante com a excepção do ano de 2018, em que a ilha de Santa Maria teve um grande incremento relativamente às outras ilhas. Quer em 2015, quer em 2019 as ilhas com maior quantidade descarregada eram São Miguel, Terceira, Faial e Pico.
Em relação à evolução, por ilha, dos valores arrecadados pela venda do pescado descarregado em lota, é possível observar que a distribuição do valor é semelhante à distribuição por volume. Em 2015 e 2019, as ilhas com maior valor arrecadado foram São Miguel, Terceira, Faial e Pico.
O preço médio do pescado descarregado em lota, nos últimos cinco anos, subiu 22,8%, tendo, no último ano, aumentado 4,8% com a maior valorização das espécies “Demersais e Bentónicas” com um aumento de 3,4%.
Se analisar-se apenas a evolução do preço dos tunídeos em lota, a constatação é a de que, a partir de 2016, o preço tem vindo sempre a cair. Ou seja, em 2016 (ano de pouco mais de mil toneladas de atum descarregado em lota), o preço médio dos tunídeos em lota foi de 4.27 euros o quilo; passando para 2.79 euros em 2017 (-34,6%); para 2.34 euros em 2018 (-16,3%); e para 1.89 euros o quilo (-19%). Conclui-se, assim que, nos últimos quatro anos, o rendimento por quilo de atum descarregado em lota dos armadores e pescadores de atum tem vindo, constantemente, a diminuir nos últimos quatro anos

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Autor: CA

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