Governo açoriano e PSD/A com leituras diferentes sobre o desemprego na Região

Estimativa de 9.128 desempregados no 4º trimestre de 2019 nos Açores

 A taxa de desemprego nos Açores, no 4.º trimestre de 2019, de 7,6% é a maior de entre todas as regiões portuguesas. Estavam desempregados nos Açores, no último trimestre do ano passado, 9.128 pessoas. A média anual de desempregados foi de 9.734 pessoas.
Segundo o Serviço Regional de Estatística, a taxa de desemprego no 4º trimestre de 2019 foi de 7,6% e a média anual de 2019 situou-se em 7,9%. Este valor é inferior em 0,7 pontos percentuais relativamente ao ano de 2018 e a taxa anual mais baixa da actual série do Inquérito ao Emprego, iniciada há nove anos, no 1º trimestre de 2011.
Comparando com os trimestres, o SREA refere que a taxa de desemprego na Região para o 4º trimestre é inferior em 0,9 pontos percentuais em relação ao trimestre homólogo e superior em 0,3 pontos percentuais à do trimestre anterior.
Ainda segundo o Serviço Regional de Estatística, a população desempregada nos Açores, no 4º trimestre do ano passado, estima-se em 9.128 indivíduos, o menor número de desempregados da actual série, menos 1.171 desempregados que no trimestre homólogo e menos 71 que no trimestre anterior.
A média de desempregados em 2019 foi de 9.734 pessoas, o que, segundo o Serviço Regional de Estatística, é menos 7,4%; menos 780 desempregados que no ano anterior; e é o menor número, anual, de desempregados desde há nove anos.
Segundo os dados do instituto Nacional de Estatística, a taxa de desemprego da população açoriana entre os 15 e os 24 anos era de 23,5% no 4º trimestre do ano passado.
A taxa de desemprego da população jovem entre os 15 e os 35 anos era, no mesmo período, de 23.5%. O desemprego jovem estava próximo dos 40%.

Taxa de desemprego nos Açores
é a maior de Portugal

A taxa de desemprego foi superior à média nacional de 7,6% em todas as regiões do país, com excepção da região Centro (5,2%). No Alentejo a taxa de desemprego foi 7,3%; no Norte e Área Metropolitana de Lisboa, foi de 7,1% em ambas; na Madeira de 7%; e no Algarve, de 6,8%.
Em relação ao trimestre anterior, e à semelhança do observado globalmente para Portugal, a taxa de desemprego aumentou em todas as regiões portuguesas, incluindo os Açores.
Em relação ao trimestre homólogo, a taxa de desemprego aumentou no Norte e na Área Metropolitana de Lisboa (0,4 pontos percentuais em ambos os casos), tendo diminuído nas restantes regiões. As três maiores diminuições homólogas verificaram-se na Madeira (1,9 pontos percentuais; no Algarve, 1 ponto percentual e nos Açores (0,9 pontos percentuais.
No ano de 2019, apenas a taxa de desemprego da região Centro (4,9%) foi inferior à média nacional. As taxas de desemprego mais elevadas, e superiores à média nacional, foram observadas nos Açores (7,9%); Área Metropolitana de Lisboa e Algarve (7,1% em ambas as regiões); Madeira (7,0%); Alentejo (6,9%), e Norte (6,7%).
Em relação a 2018, a taxa de desemprego diminuiu em todas as regiões, com a excepção do Algarve, onde se verificou um acréscimo de 0,7 pontos percentuais. Os três maiores decréscimos ocorreram na Madeira (1,8 pontos percentuais); nos Açores e no Centro (0,7 pontos percentuais em ambas as regiões).
A população activa estimada para o 4º trimestre é de 120.659 indivíduos e a média de 2019 ficou nos 123.400. Em termos anuais, apresenta uma subida de 0,9% (mais 1.087 activos).
A população empregada no 4º trimestre, nos Açores, é estimada pelo Serviço Regional de Estatística, em 111.530 trabalhadores, sendo a média anual de 113.665 empregados. Este valor anual é superior em 1.866 trabalhadores (+1,7%) relativamente a 2018.  

 Paula Andrade: número
De desempregados é o mais
baixo desde 2011

Paula Andrade, directora Regional do Emprego e Qualificação Profissional, afirmou que os dados do emprego divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) “confirmam a trajectória descendente da taxa de desemprego nos Açores”.
 “De acordo com o INE, verifica-se que o número de desempregados no quarto trimestre de 2019, ou seja 9.128, é o mais baixo da actual série do Inquérito ao Emprego, que se iniciou no primeiro trimestre de 2011, há nove anos”, afirmou Paula Andrade, realçando que os dados validam “a consolidação da tendência de diminuição do desemprego e de crescimento do emprego que se vem registando desde 2011”.
 “O desemprego regista uma diminuição de 11,4% em termos homólogos, o que representa menos 1.170 desempregados”, referiu a directora regional.
Frisou ainda que “o ano de 2019 registou não só o menor número de desempregados, como o maior número de empregados e o maior valor da população activa da actual série”.
 Por outro lado, Paula Andrade referiu que a taxa anual de desemprego de 2019 de 7,9%, é um valor inferior aos 8,6% do ano anterior e à previsão do cenário macroeconómico no Orçamento da Região.
 “É de realçar, igualmente, a descida continuada da taxa anual de desemprego desde 2013, quando atingiu 17%, significando uma descida para menos de metade”, disse.
 A directora regional destacou ainda a taxa de desemprego jovem, que é a segunda mais baixa da actual série do Inquérito ao Emprego, - menos 9,2 pontos percentuais relativamente ao período homólogo - e adiantou que “a média anual da população empregada, em 2019, foi de 113.665, um aumento de 1.866 empregados (+1,7%) face a 2018”.
 “Considerando um período mais alargado, ou seja, entre 2013 e 2019, verifica-se um aumento de 14.482 empregos neste período, representando uma taxa média anual de crescimento do emprego de 2,3%”, observou Paula Andrade. Como enuncia a governante, o emprego nos Açores “cresce de forma consecutiva” desde 2013, ano em se registaram 99.183 empregados, atingindo os 113.665 empregos em 2019.
 Relativamente ao país, a redução da taxa de desemprego nos Açores foi a segunda maior entre as sete regiões, quer face ao período homólogo, quer em termos de taxa anual, revelando que, enquanto o país mantém praticamente as mesmas taxas de 2018, “os Açores, por seu lado, registam, em 2019, uma redução considerável da taxa de desemprego”, salientou Paula Andrade.
 “Estes dados do INE agora conhecidos, a par de outros resultados que têm vindo a ser divulgados, confirmam que a política do Governo dos Açores, assente no aumento do investimento público e privado, na dinamização da actividade económica e na criação de mais e melhor emprego, tem resultado”, concluiu.
Desemprego nos Açores há 7 anos
acima da média nacional
destaca Joaquim Machado

Joaquim Machado, líder dos TSD/Açores e dirigente regional do PSD/A, faz uma leitura diferente da evolução do desemprego nos Açores. Como afirma, o desemprego “continua a ser um problema grave” nos Açores para o qual o governo regional “não encontra respostas atempadas e adequadas”.
 “A taxa de desemprego registada no último trimestre de 2020 e agora publicada atesta a incapacidade do governo socialista para resolver este problema que atinge muitos milhares de famílias açorianas”, disse o presidente dos TSD/Açores, constatando que pelo sétimo ano consecutivo a taxa de desemprego nos Açores “se situa acima da média nacional. E há três trimestres que é a mais alta do país”.  Ou seja, prossegue Joaquim Machado, “a visão cor-de-rosa do governo Regional não tem correspondência com a realidade vivida por mais de nove mil desempregado”.
Para o líder dos TSD/Açores “pode mesmo afirmar-se que a crise ainda não passou nos Açores, pois a taxa de desemprego mantém-se superior à verificada em 2010, o ano imediatamente anterior à crise deixada pela governação ruinosa de José Sócrates – então com 6,9% e hoje nos 7,6%. E no mesmo sentido aponta o número de desempregados: 8.139 em 2010; e 9.734 no ano findo”.
Em sua opinião, os dados do último trimestre de 2019 “são deveras preocupantes, quando comparados com os do trimestre anterior: a população activa baixou significativamente, assim como o número de pessoas empregadas e subiu a taxa de desemprego (mais 0,3 pontos percentuais).
“A tudo isso acresce ainda milhares de desempregados integrados em 23 programas ocupacionais, prova evidente de que as políticas económicas do governo regional são impotentes para debelar um desemprego estruturalmente elevado como o que ainda temos nos Açores”, conclui.

Print
Autor: CA

Categorias: Regional

Tags:

Theme picker

Revista Pub açorianissima