Açores com perto dos três milhões de dormidas em 2019 e São Miguel ultrapassa os dois milhões de dormidas

Nos Açores, no mês de Dezembro, no conjunto dos estabelecimentos hoteleiros, turismo no espaço rural e alojamento local, as dormidas atingiram 104,9 mil dormidas, representando um acréscimo homólogo de 24,2%.
De Janeiro a Dezembro de 2019, no conjunto dos estabelecimentos hoteleiros (hotéis, hotéis-apartamentos, apartamentos turísticos e pousadas), do turismo no espaço rural e do alojamento local nos Açores registaram-se 2.917,8 mil dormidas, valor superior em 17,7% ao registado em igual período de 2018. 
Ao longo de 2019, os residentes em Portugal atingiram cerca de 1.161,4 mil dormidas, correspondendo a um acréscimo homólogo de 16,7%; e os residentes no estrangeiro atingiram 1.756,5 mil dormidas, registando um aumento em termos homólogos de 18,4%. Neste período, registaram-se 935,8 mil hóspedes, apresentando uma taxa de variação positiva de 16,3% relativamente ao mesmo período de 2018. 
No país, em Dezembro, as dormidas registaram um acréscimo em termos homólogos de 8,2% e de Janeiro a Dezembro de 2019 apresentaram uma variação homóloga positiva de 4,1%.
Em termos de variações homólogas acumuladas, de Janeiro a Dezembro, as ilhas de São Miguel (22,5%); de São Jorge (21,2%); do Pico (17%); das Flores (17%); de Santa Maria (9,8%); da Graciosa (9,1%); do Faial (8,4%); e da Terceira (2,2%), apresentaram variações homólogas positivas.
 A ilha de S. Miguel com 2.023,1 mil dormidas concentrou 69,3% do total das dormidas, seguindo-se a Terceira com 385,2 mil dormidas (13,2%), o Faial com 186,1 mil dormidas (6,4%) e o Pico com 161,4 mil dormidas (5,5%).

Estabelecimentos hoteleiros
com crescimento e 11,4%

Nos Açores, no mês de Dezembro, os estabelecimentos hoteleiros registaram 76,8 mil dormidas, representando um acréscimo homólogo de 27%. As dormidas dos residentes em Portugal aumentaram 42,3% e as dormidas dos residentes no estrangeiro registaram um acréscimo de 9,1%. Os proveitos totais atingiram 4 milhões de euros e os proveitos de aposento 2,5 milhões de euros, correspondendo a variações homólogas positivas de 19,7% e de 22,9%.
De Janeiro a Dezembro de 2019, nos estabelecimentos hoteleiros da Região (hotéis, hotéis-apartamentos, apartamentos turísticos e pousadas) registaram-se 1.896,3 mil dormidas, valor superior em 6% ao registado em igual período de 2018. 
O ano passado, os residentes em Portugal atingiram cerca de 872,2 mil dormidas, correspondendo a um acréscimo homólogo de 11,4%; e os residentes no estrangeiro atingiram 1.024 mil dormidas, registando um aumento, em termos homólogos, de 1,7%. Neste período registaram-se 643,7 mil hóspedes, apresentando uma taxa de variação positiva de 5,6% relativamente ao mesmo período de 2018. 
No país, em Dezembro, na hotelaria, as dormidas registaram um acréscimo em termos homólogos de 6,1% e de Janeiro a Dezembro de 2019 apresentaram uma variação homóloga positiva de 2,4%.
De Janeiro a Dezembro, os residentes em Portugal atingiram cerca de 872,2 mil dormidas (46,0% do total) e os residentes no estrangeiro 1.024 mil (54,0% do total). 
Em 2019, na hotelaria açoriana, o mercado norte-americano (EUA e Canadá) com cerca de 242,7 milhares de dormidas representou 12,8% das dormidas totais e 23,7% das dormidas dos não residentes, apresentando uma variação homóloga acumulada de 17,7%. O mercado alemão, com cerca de 223,1 milhares, concentrou 11,8% do total das dormidas, representando, por outro lado, 21,8% das dormidas dos não residentes em Portugal e registou uma variação homóloga acumulada negativa de -5,3%.
Em termos de variações homólogas acumuladas, de Janeiro a Dezembro, as ilhas que apresentaram variações homólogas positivas foram as ilhas, de São Miguel (8,5%); da Graciosa (8,4%);  do Pico (6,6%); de São Jorge (4,5%); do Faial (3,8%); de Santa Maria (3,6%); e e das Flores (0,3%). As ilhas do Corvo e da Terceira, apresentaram variações negativas respectivamente de, 23,6% e 3,4%. A ilha de S. Miguel com 1.351,2 mil dormidas concentrou 71,3% do total das dormidas, seguindo-se a Terceira com 276,4 mil dormidas (14,6%) e o Faial com 111,6 mil dormidas (5,9%).
Em Dezembro, a taxa de ocupação-cama, na hotelaria açoriana, atingiu 23,6%, valor superior em 4,2 pontos percentuais em relação ao mês homólogo do ano anterior.  
Os proveitos totais nos estabelecimentos hoteleiros, em 2019, atingiram 104,5 milhões de euros, tendo os proveitos de aposento atingido, no mesmo período, 78,4 milhões de euros. Estes valores correspondem a variações homólogas positivas de 10,6% e de 11,2%, respectivamente.
Já em Dezembro, os proveitos totais e os proveitos de aposento apresentaram variação homólogas positivas respectivamente de19,7% e de 22,9%.  
Em Dezembro, o rendimento médio por quarto disponível (Revenue Per Available Room) foi de 16,3 euros, apresentando uma variação homóloga positiva de 19,9%. Em 2019, o RevPAR foi de 43,1 euros, apresentando uma variação homóloga positiva de 7,6%. 

Alojamento Local  com crescimento de 16,3%

Em Dezembro, o rendimento médio por quarto disponível (Revenue Per Available Room) foi de 16,3 euros, apresentando uma variação homóloga positiva de 19,9%. 
De Janeiro a Dezembro, o RevPAR foi de 43,1 euros, apresentando uma variação homóloga positiva de 7,6%.
Em Dezembro, o rendimento médio por quarto utilizado (Average Daily Rate) foi de 57,7 euros. O inquérito ao alojamento local foi realizado entre 2014 e 2017 pela DR do Turismo. Em 2018, a recolha foi realizada em conjunto pelo SREA e pela DRT, tendo sido transferida gradualmente para o SREA; os dados com referência ao mês de Outubro e seguintes são integralmente recolhidos pelo SREA, resultando num aumento significativo da taxa de resposta. De Janeiro a Dezembro de 2019, a taxa de resposta alcançou os 95%, pelo que uma análise comparativa dos apuramentos de 2019 com os de 2018 terá que ter sempre isso em atenção, pelo motivo de neste inquérito não haver tratamento de não respostas.
Na Região Autónoma dos Açores, no mês de dezembro, o alojamento local registou 26,8 mil dormidas, representando um acréscimo homólogo de 16,3%.
Em  2019, registaram-se no alojamento local 953,0 mil dormidas, valor superior em 51,9% ao registado em igual período de 2018. Ao longo do ano, os residentes em Portugal atingiram cerca de 275,9 mil dormidas, correspondendo a um acréscimo homólogo de 36,9%; e os residentes no estrangeiro atingiram 677,1 mil dormidas, registando um aumento, em termos homólogos, de 59,1%. Neste período registaram-se 273,2 mil hóspedes, apresentando uma taxa de variação positiva de 53,7% relativamente ao mesmo período de 2018.
De Janeiro a Dezembro, a a ilha de S. Miguel com 642 mil dormidas concentrou 67,4% do total das dormidas, seguindo-se a Terceira com 100,8 mil dormidas (10,6%); o Pico com 80,8 mil dormidas (8,5%;  e o Faial com 63,8 mil dormidas (6,7%).

Sazonalidade no turismo é maior no Algarve do que nos Açores e está a diminuir

 Em 2019, como habitualmente, os meses de Verão (Julho a Setembro) foram os que registaram maior número de dormidas na hotelaria em Portugal (36,3% das dormidas totais, após 36,7% em 2018), tendo concentrado 38,6% das dormidas de residentes (39,5% em 2018) e 35,3% das dormidas de não residentes (35,5% no ano anterior). 
Avaliando a sazonalidade através do rácio entre os meses com maior e com menor procura, verifica-se que este rácio se situou em 3,2 em 2019 (3,3 em 2018), o que significa que a ocupação (medida em número de dormidas) no mês de maior procura foi 3,2 vezes superior à verificada no mês de menor procura. Nos residentes este rácio situou-se em 3,5 (3,7 em 2018) e nos não residentes em 3,0 (3,1 no ano anterior).
As regiões que apresentaram maiores taxas de sazonalidade, ou seja, maior peso relativo dos 3 meses de maior procura (Julho, Agosto e Setembro) relativamente ao total anual, foram o Algarve (42,9%); Açores (39,8%) e Alentejo (39,5%), enquanto na Madeira e Área Metropolitana de Lisboa este indicador situou-se em 30,7% e 30,9%, respectivamente. 
O rácio entre os meses com maior e com menor procura foi menor na Madeira (1,9); na Área Metropolitana de Lisboa (2,1); e Norte (2,8). Em sentido contrário, o Algarve (6,2); Açores e Alentejo (4,2 em ambas) apresentaram o valor mais elevado neste rácio.
Em termos de evolução dos proveitos nas várias regiões portuguesas, em Dezembro, destacaram-se as evoluções registadas nos Açores (+22% nos proveitos totais e +25,4% nos de aposento); Alentejo (+12,4% e +12,7%, pela mesma ordem); e Algarve (+12,8% e +11,5%).
 

 

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Autor: CA

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