Apresentada na próxima Quinta-feira

Segunda Geotur a nível nacional vai permitir conhecer Ponta Delgada através do geocaching

É um projecto que pretende dar a conhecer Ponta Delgada através de um roteiro turístico diferente e que pretende levar os visitantes a 50 pontos do concelho que, de outra forma, possivelmente não seriam visitados. Trata-se do projecto Ponta Delgada Geotur que será apresentado na próxima Quinta-feira, dia 20, na Câmara Municipal de Ponta Delgada e que conta com a presença de Daniel Oliveira, revisor das earthcaches para mais de 25 países.
O projecto foi desenvolvido para a Câmara de Ponta Delgada pelos professores Luís Filipe Machado e Marco Aurélio Pereira, e conta com 45 caches, juntamente com mais 5 caches joker, distribuídas pelas 23 freguesias e mais três “lugares” do concelho. O lançamento deste Ponta Delgada Geotur vai coincidir com o evento de geocaching – GC8J94N, ou seja, “é como se fosse uma caixa de geocaching. Um evento é quando há um dia, uma hora e um local em que os geocachers se juntam naquela zona pelo menos durante 30 minutos e têm de falar sobre geocahing”, explica um dos responsáveis pelo projecto.
Luís Machado, que responde pelo nickname “palhocosmachado” neste jogo de aventura, o objectivo deste projecto é “usar a ferramenta do geocaching na promoção do turismo para o concelho de Ponta Delgada” e torna-se assim a segunda geotur a surgir em Portugal, à semelhança da Geotur Azores, dedicada a todas as nove ilhas do arquipélago.
O apaixonado pelo geocaching explica que este jogo de aventura “é um roteiro turístico constituído por 45 caches, mais 5 caches jokers que são especiais e não são obrigatórias fazer” e que estarão colocadas em locais turísticos do concelho. Nomeadamente em locais como a Vista do Rei, na Ferraria, Lagoa do Canário, em algumas igrejas, jardins da cidade, e em locais ligados à cultura do ananás, do tabaco e do inhame, mas também em locais com alguma história da caça à baleia. Também podem ser encontrados nesta geotur moinhos de vento, as romarias quaresmais, os “corações” do artista gráfico Yves Dacoster, sendo dado também destaque a alguns locais históricos como a “Casa do Monte”, nos Ginetes onde foi hasteada pela primeira vez a Bandeira da Autonomia dos Açores.
Apaixonado por este jogo de aventura, Luís Machado refere que “um turista que venha ao concelho de férias se quiser visitar estas 50 caixas fica a conhecer bastante bem o concelho, porque para além dos locais há toda a história registada na própria página da caixa” e quem visita pode saber assim mais sobre o local de interesse.
Uma nova forma de fazer turismo, ou “não é tão nova quanto isso”, salienta Luís Machado que recorda que o geocaching já existe há 20 anos. “Nos últimos anos, desde que houve a proliferação do smartphone, não preciso de GPS. Está a ser cada vez mais usado pelos turistas para fazer turismo”, explica.
Na outra Geotur que já existe nos Açores, a segunda a nível nacional, “temos essa experiência”, que cada vez o geocahing é escolhido pelos turistas para conhecer um pouco mais dos lugares que visitam.
Luís Machado esclarece que antes destas duas Geotur houve uma inicial apenas para a ilha de São Miguel, há cerca de cinco anos, mas que acabou por ser arquivada para ser substituída pela Geotur Azores e que se aplica a todo o arquipélago dos Açores. “Neste momento há apenas 50 Geotur no mundo, ligadas sempre a entidades credíveis”, ressalva ao reconhecer que, a este nível, os Açores estão na vanguarda da promoção turística através do geocaching.
“Esta agora é a terceira a surgir em Portugal”, reforça ao explicar que embora sem ser um roteiro organizado, há 10 anos que várias Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais têm as suas caches onde os visitantes podem registar a sua actividade.
“Já existem muitas entidades, autarquias locais, museus, etc, ligadas de propósito ao geocaching”, acrescenta Luís Machado que entende que essas entidades “viram nesta actividade uma mais-valia” e não quiseram perder a oportunidade de se associar a este jogo de aventura que tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos, juntando actividade física a pontos de interesse turístico e histórico.      

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Autor: Carla Dias

Categorias: Regional

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