Endividamento de famílias em risco de carência económica tem baixado

Nos Arrifes, a Secretária Regional da Solidariedade Social destacou ontem  as medidas do Governo dos Açores de apoio às famílias em situação de endividamento, sobre-endividamento ou risco de grave carência sócio-económica, nomeadamente através da Unidade de Aconselhamento Técnico a Cidadãos em Situação de Endividamento (UATE), que acompanhou 61 famílias ou agregados familiares em 2019.
“A UATE existe desde 2009 e, até ao ano passado, já apoiou um total de 2.300 processos. Contudo, temos vindo a registar um decréscimo nos pedidos de apoio que chegam a esta Unidade. Se, em 2012, a UATE acompanhou 611 processos de famílias em situação de endividamento, em 2019 foram 61 os processos acompanhados”, revelou Andreia Cardoso.
“Isto quer dizer que o sobre-endividamento das famílias em 2012, associado à conjuntura de crise, colocou muitas famílias em situação difícil. Não queremos voltar a esses dias, pelo que é fundamental que tomemos decisões conscientes”, sublinhou a Secretária Regional.
A governante falava na abertura do Projecto Poupança, uma iniciativa do Pólo Local de Desenvolvimento e Coesão Social dos Arrifes, no âmbito do seu plano de acção para esta freguesia do concelho de Ponta Delgada, de acordo com a Estratégia Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social.
“Alinhados com a agenda mundial, pretende-se transmitir à população a necessidade de poupar água, electricidade, gás e ainda promover um consumo consciente”, afirmou a titular da pasta da Solidariedade Social.
“Para ajudar nessa tarefa de poupança, será entregue no final desta sessão uma Caderneta da Poupança onde constam muitas das sugestões que serão faladas hoje, e que se constitui como um recurso que visa concentrar a informação das formações e facilitar a implementação de mudanças ao nível familiar”, acrescentou.
Andreia Cardoso salientou que esta iniciativa, realizada em parceria com a EDA, SMAS, RUBIS e UATE/Cresaçor, consiste na “dinamização de acções de poupança de água, eletricidade, gás e gestão doméstica e surge da necessidade de implementar uma intervenção de cariz comunitário, colaborativo, que adopte os princípios da sustentabilidade para catalisar a mudança social”. 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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