“Queremos ser uma referência a nível nacional”

Há quanto tempo está ligado ao futsal? É a sua modalidade de eleição?
Já estou ligado ao futsal desde 2004. É de facto, a minha modalidade desportiva preferida.

Como tem visto a prática do futsal em São Miguel e nos Açores. Tem evoluído?
A nível de ilha, acho que os clubes têm cada vez mais apostado nos treinadores com formação e isto faz com que possa evoluir, cada vez mais, faltando ainda mais compromisso dos jovens ao nível dos treinos e disponibilidade, pois muitas vezes os técnicos têm falta de atletas nos treinos. Globalmente, nos Açores, temos vindo a notar, cada vez mais jogadores do exterior a quererem representar os clubes açorianos, devido a qualidade dos treinadores e as boas condições que os clubes  oferecem.

A modalidade é uma aposta no Santa Clara. Quais são os objectivos para esta temporada, tanto na II Divisão “Série Açores” como no Campeonato de Futsal de São Miguel?
O futsal passou a ser, não uma aposta, mas sim uma imagem do clube, pois ao deslocar-se às outras ilhas, quinzenalmente, o nome Santa Clara é falado e muitos micaelenses deslocados da nossa ilha, acabam por acompanhar o trajecto da equipa fora da ilha e tem sido muito bom verificar isso. 
No que diz respeito à Segunda Divisão, o objectivo passa por cimentar a nossa presença na mesma e criar, cada vez mais, motivos para sermos uma referência, a curto prazo, a nível nacional.
Em relação à nossa equipa secundária, que compete na Associação de Futebol de Ponta Delgada, o principal objectivo é fazer crescer jovens jogadores para que quando a equipa principal necessite dos mesmos, eles estejam aptos e é bom relembrar que da época passada conseguimos colocar três atletas na equipa principal, esta temporada, nomeadamente o Lázaro Rego, o Rodrigo Furtado, que este ano já subiu à equipa principal, mais um atleta, o Cenoura.
Também importa dizer que temos um miúdo com 17 anos, o André Silva, que joga com regularidade na equipa secundária, e depois temos o nosso Daniel Gaspar, o capitão de equipa com 41 anos de idade, a transmitir aos mais novos a mística do clube. 

O futsal adaptado arrancou em Setembro do ano passado, com juniores e seniores. O facto de terem chegado, à final da Taça de Portugal, por si só, já foi um grande feito?
O futsal adaptado do Santa Clara foi desafio que me foi lançado e no início estava receoso, mas tenho uma equipa, que no seu seio tem duas pessoas incansáveis, que são o Luís Mota e o Paulo Borges, que têm feito um trabalho que me deixa extremamente orgulhoso e que só demonstra que este projecto foi, e está a ser, uma aposta ganha.
Destaco ainda, o papel preponderante que tem tido o nosso Presidente nesta caminhada e que muito nos tem apoiado.
Os resultados alcançados são importantes, mas melhor do que isso, é fazer com que o grupo de jovens, se sintam bem e desfrutem, pois muitos deles precisam do nosso apoio e carinho.

O futsal feminino. Que objectivos foram traçados?
No futsal feminino, temos a estrutura bem montada. A Nélia Barreira faz um trabalho que é exemplar e tem sido uma pessoa, que nestes dois anos, que estou no Santa Clara, tem estado sempre disponível para ajudar e é de louvar a sua dedicação. Quanto aos nossos objectivos, queremos vencer todas as provas que iremos participar e tentar ir aos Nacionais.
O mister Domingos está a dar continuidade ao seu trabalho e esta época, as jogadoras estão mais conscientes do seu valor, depois de termos eliminado o Belenenses, em Belém, e na 2ª eliminatória da Taça de Portugal. É sinal que este plantel tem valor e pode fazer historia esta época.

Imagino que não serão assim tão poucos os colaboradores que têm responsabilidades no clube e no futsal. Com que frequência costumam reunir?
Falamos praticamente todos os dias e mensalmente, reunimo-nos para fazer o ponto da situação, e os treinadores, estes reúnem-se também, onde é feita uma avaliação dos jogos e dos jogadores.

Quais são as maiores dificuldades?
As maiores dificuldades são os pavilhões em Ponta Delgada, que são escassos. Treinar fora do Concelho de Ponta Delgada é mais dispendioso e também, já agora, há cada vez mais a falta de dirigentes, pelo que vejo o dirigismo a passar uma crise existencial. Nesse sentido, entendo que a nível governamental, se deveria criar uma fórmula de apoio a estas pessoas, pois sem elas, correremos o risco de termos muitas dificuldades em arranjar pessoas para esses cargos.

Os apoios são suficientes, ou nem por isso?
Os apoios que são atribuídos, são escassos e se não fosse a grande ajuda da nossa Direcção e, de alguns patrocínios, seria muito difícil, para não dizer impossível. 

Fora da espera do futsal, o que mais gosta de fazer?
Gosto de estar com a família, com amigos, ler e ver televisão.

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Categorias: Desporto

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