Peixe todos os dias com a qualidade comprovada da Lotaçor

João Medeiros um vendedor ambulante dos tempos modernos

É também “um trabalho humilde para com os clientes e pontualidade, e dá para tirar um salário que lhe permite ajudar a sustentar a família”.
Com a sua carrinha desloca-se todos os dias à Lotaçor – Serviços de Lotas dos Açores, S.A., para verificar as espécies de peixes disponíveis. Compra as variedades de peixes que os seus clientes lhe pedem, mas dos peixes mais procurados do nosso mar dos Açores destaca, o “atum, chicharros, boca negra, alfonsim, peixões, abrótea, congro, moreia”, entre outros, ou seja, “são diversas variedades de peixes que as pessoas vão pedindo e que o próprio sector do turismo aprecia, tanto pelo seu paladar como até pela própria textura do nosso pescado, que como se sabe, tem uma enormíssima qualidade e é muito apreciado a nível internacional”.
Natural de Vila Franca do Campo, João Medeiros disponibiliza pescado a restaurantes e ao domicílio também. “São pessoas que me pedem ou fazem encomendas”, mais especificamente “no centro da cidade de Ponta Delgada e arredores, mas de igual modo em Vila Franca do Campo e demais freguesias do Concelho”.
Questionado se, quando estaciona para fazer qualquer entrega, pode vender peixe a qualquer transeunte que queira comprar, respondeu positivamente. “Sim, e da mesma forma. O meu comércio está aberto a todo o tipo de cliente, sejam eles residentes, particulares, turistas ou agentes da restauração, vendo para todos aqueles que queiram comprar, estou sempre disponível a aberto”, reforça, acrescentando que faz isso “com a vantagem de servir sempre o cliente com a melhor qualidade e profissionalismo”. Para tal, “também governa o peixe limpo para o freguês ficar ainda mais satisfeito”, sendo que na sua carrinha “tem todo o material necessário para executar a sua profissão, onde para além da água tem tesouras, escamadores, balança, papel, desinfectante, entre outros utensílios necessários e certificados”.
João Medeiros acorda todos os dias, entre as 05h00 e as 05h30 da madrugada, desloca-se à Lotaçor, quer seja de Ponta Delgada ou de Rabo de Peixe para comprar peixe e de seguida faz a distribuição do pescado, que às vezes dura até ao início da tarde. “Nem todos os dias são iguais, porque há dias que chego a carregar uma maior quantidade de peixe”.
Na Lotaçor, o peixe é arrematado em leilão, mas quando João Medeiros ali vai, “já tem uma ideia daquilo que precisa e quer”, conforme o que os clientes lhe pedem no dia-a-dia “ou conforme aquilo que se vende mais”, mas também depende do preço, porque se o pescado estiver muito caro, não compra. Contudo, normalmente compra, aquilo que lhe pedem e aquilo que se vende mais, “mas é preciso que os preços também sejam atractivos”.
Entre os peixes que são mais procurados e vendidos, encontra-se o atum, os chicharros e o boca negra. Em termos de preço, por exemplo, o preço do Kg dos chicarro pode atingir valores entre os 2,5 Euros e os 3 Euros, mas depende da procura e das quantidades que são pescadas, porque se houver muita quantidade, os preços baixam, se a quantidade for escassa, os preços disparam.
Sendo um profissional da venda de pescado, importava questionar João Medeiros, se lá em casa é, ou não, um aficionado no consumo de peixe. A resposta foi, como seria de esperar, validada. “Naturalmente que sim. Comemos peixe lá em casa, pelo menos três ou quatro vezes por semana. Gosto imenso e a família também gosta”.
Claro que a família também consome carne, mas o peixe está no topo dos consumos. “O peixe é fundamental, na nossa alimentação e cada vez mais é apreciado e saudável, quer seja cozido, grelhado, assado ou frito, no caso dos Chicharros”.
À pergunta, cozido ou grelhado, diz que “depende da espécie de peixe”. Por exemplo, “o boca negra tanto dá para cozer como para grelhar. Para cozer e fazer lagosta fingida com molho de maionese e iogurte ou até fritar como filetes, regado com sumo de limão. Enfim, há espécies secas e outras mais gordas, mas depende”.
O nosso interlocutor também vende marisco, surgindo “as lapas, sapateira, lagosta, cavaco, polvo, ou seja, todas as espécies que o nosso mar dá, dentro das épocas de capturas que são permitidas, conforme também os pedidos que depois surgem”.
Curiosamente, sobre o polvo e porque se trata de uma espécie muito procurada, lamenta que comece a escassear nos nossos mares. Sem querer entrar polémicas, diz apenas que “há coisas que não se conseguem controlar”. Contudo, sabe que “apesar de não haver período de defeso, o tamanho mínimo legalmente estabelecido são 750 gramas”. As coimas são pesadas.
Em contrapartida, as lulas estão a ter muita procura. “É uma espécie que está a ser muito procurada e consumida. A nossa costa está a dar muita lula, pequena, média e grande, de todos os tamanhos”.
A terminar, fizemos questão que João Medeiros deixasse o seu contacto profissional, para todos os eventuais interessados, que queiram comprar o seu peixe: 925468372.
 

 

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