Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa:

Participações dos Açores no SISAB “são excepcionais”

 Maria Morais recebeu no ALTICE ARENA Marcelo Rebelo de Sousa e, os dois, acompanhados pelo Secretário de Estado do Comércio, Indústria e Defesa do Consumidor, João Torres, representante governamental e de Alberto Guimarães, Secretário da Câmara Municipal de Lisboa, iniciaram a visita às largas centenas de stands que, representando empresas de norte a sul Portugal e da Madeira e Açores, concentraram em Lisboa o considerável potencial do sector agroalimentar nacional, trazendo cada uma o que de melhor tem para oferecer ao mundo, animadas do propósito de internacionalizar negócios e promover produtos que nos distinguem pela diversidade, pela qualidade e, em muitos casos, pela própria originalidade.
Os Açores ocupam um espaço privilegiado, logo à entrada do Altice Arena, pelo que Marcelo estava ainda com tempo e pleno de energia na visita a cada um dos stands instalados pela Sociedade de Desenvolvimento Empresarial. A comitiva teve a recebê-los o Director Regional do Apoio ao Investimento e Competitividade, Ricardo Sousa Medeiros, e a Administradora da SDEA, Marisa Toste, que, em cada stand, fizeram a apresentação da respectiva empresa e dos produtos promovidos. 

Marcelo: “Ainda gostei mais
das pessoas do que dos produtos”
Em cada um o Presidente da República foi pródigo na distribuição de afagos, beijinhos e abraços, bem como na degustação dos apelativos acepipes que exigiam degustação. Só quem não conhece Marcelo Rebelo de Sousa é que poderá ter estranhado a sua simpatia e, sobretudo, o propósito de a todos satisfazer, nunca enjeitando um licor, um branco ou um tinto, um doce, um bolo, um queijo ou um ananás, e assim por diante, e toda a gente que assistiu poderá jurar que, no final da visita, Marcelo permanecia firme e hirto quando terminou o périplo.
 Esta foi uma oportunidade que o jornalista não deixou de aproveitar para ouvir, em exclusivo, o Presidente da República, para que o seu depoimento às questões colocadas ficasse registado nas páginas do ‘Correio dos Açores’.
Instado a pronunciar-se sobre a visita que acabava de fazer aos stands empresariais dos Açores, confessou que “como alto patrocinador da SISAB PORTUGAL, só posso agradecer a presença dos Açores, pois são sempre excepcionais as suas participações em eventos desta natureza”.
Este ano regista-se a particularidade de serem muitas as empresas participantes, com a vantagem de que se completam muito entre si e se distinguem pela variedade de produtos de reconhecida qualidade, o que posso testemunhar porque os provei quase todos – os queijos provei-os mesmo todos – desde leite, bolos, doces e licores, aos vinhos, ananases méis e aí por diante, e só não provei o pescado, como é plausível, embora tenha aqui visto peixes com óptima apresentação e aparente superior qualidade, porque produzidos no seu ambiente límpido e natural, e que são o que de melhor há no mundo.
Os Açores estão de parabéns e, eu, como Presidente da República, estou-lhes muito grato pela sua presença neste importante certame que, ainda por cima, conta com o meu alto patrocínio institucional”.
Questionado pelo jornalista sobre se teria gostado mais dos produtos açorianos do que das pessoas que os produziram e os trouxeram à apresentação no certame, o Presidente da República não se esquivou à resposta:
“Ainda gostei mais das pessoas do que dos produtos, o que é difícil. Mas, a reboque da sua pergunta, queria felicitar o Governo dos Açores e a sua entidade organizadora da participação neste certame por ter colocado, de forma tão estruturada, a representação da Região no SISAB PORTUGAL.2020. 
Sei que para se conseguir trazer tudo isto dos Açores ao certame deu muito trabalho, mas tem muito, muito mérito! Resta-me desejar que tenham muitos milhares de visitantes e de compradores nos vossos stands, até para conhecerem um bocadinho mais e melhor o que é a riqueza dos Açores.
Porque o repórter do “Correio” teve a ousadia de agradecer ao Presidente da República a visita aos stands e a visibilidade que deu, assim, às empresas e aos Açores com este gesto, inequivocamente, não ficámos sem resposta: “Eu é que agradeço aos açorianos e aos Açores o que nos trouxeram e, assim continuam a dar a Portugal”.

Como nasceu o SISAB?
O SISAB PRTUGAL nasceu em 1995, no Hotel Altis, em Lisboa. Na época designado por Congresso dos Empresários do Sector Alimentar e Bebidas, teve naquele ano lugar de 27 a 30 de Novembro e estiveram presentes cerca de 150 empresários ligados ao sector, vindos de 26 países. 
Estava a fazer-se história com os primeiros passos a serem dados no caminho da exportação, uma área então muito pouco conhecida pela maioria das empresas portuguesas de então. 
Este primeiro Congresso SISAB pretendia proporcionar a aproximação entre empresários portugueses e residentes no estrangeiro e seus congéneres nacionais, vindo depois a alargar este âmbito a todo o mercado internacional.
Esta foi a mensagem deixada por Maria Morais, viúva de Carlos Morais, do Jornal “Mundo Português”, promotor daquele evento de 1995 e seu grande impulsionador ao longo dos tempos, pois continua a realizar-se, mesmo depois de alguns anos decorridos após o seu falecimento, pois é a própria viúva que, prosseguindo a obra iniciada pelo marido, continua a dar a cara pelo SISAB PORTUGAL que, ontem como hoje, nunca deixou de merecer o alto patrocínio da Presidência da República.

Imagem mais requintada 
Desenvolve-se no Pavilhão Altice Arena, no Parque das Nações, em Lisboa, desde segunda até amanhã, o SISAB 2020 numa altura em que a exportação se tornou crucial e estratégica para as economias nacional e regional que, em boa verdade, dela dependem.
Não é fácil encontrar, em Portugal e no mundo inteiro, certames promovidos por entidades privadas, públicas ou associativas que abdiquem receber a participação de expositores estrangeiros. E, no caso do SISAB, as solicitações têm sido muitas, nas suas múltiplas edições, o que também este ano aconteceu, ascendendo a mais de milhar e meio o número de visitantes inscritos para estarem presente neste certame.
Nesta décima edição do SISAB PORTUGAL foram cerca de 40 as empresas açorianas que ao certame vieram apresentar os seus produtos, oriundas de todas as ilhas à excepção do Corvo. 
O que ao repórter mais cativou a atenção foi o visível progresso feito pelos empresários açorianos ao nível da apresentação dos produtos. Neste aspecto, há competência, há saber e há o propósito de melhorar. Os apoios da “MARCA AÇORES” e as exigências da certificação estão a dar os seus frutos. Refira-se, a propósito, que a participação das empresas açorianas no SIBAB PORTUGAL.2020 é uma iniciativa da Vice-Presidência do Governo Regional, através da SDEA – Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores, em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, encontrando-se incluída no programa “Feiras e Missões Açores Expert 2020”.
Ao fim da tarde de ontem, falando à Comunicação Social sobre a presença e a importância dos Açores neste certame, Ricardo Medeiros, fez questão de salientar que os números conhecidos são suficientemente esclarecedores do contributo da MARCA AÇORES para o desenvolvimento da economia açoriana, porquanto os produtos desta marca tiveram um volumoso crescimento, precisamente 28 por cento, de 2018 para o ano seguinte. Acrescentou ainda Ricardo Medeiros, também o Programa “Competir +” já ultrapassou as 1.300 candidaturas, estando acima dos 635 milhões de euros de investimento, por parte das empresas, sendo a previsão do crescimento na criação de novos postos de trabalho para números superiores a 3.200 trabalhadores. 
                                José Nunes em Lisboa

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Autor: CA

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