Governo descarta estudo de impacte ambiental da solução para a Lagoa do Fogo

O Governo dos Açores vai fazer um estudo geotécnico da zona de implantação de infra-estruturas junto ao miradouro da Lagoa de Fogo “logo que esteja consolidado” o tipo de intervenção a executar”.
Segundo o Executivo açoriano, por se tratar de uma acção no âmbito da gestão da área protegida da Lagoa do Fogo, “a mesma não está sujeita à avaliação de impactes ou de incidências ambientais”.
Na resposta a um requerimento do deputado do PCP, João Paulo Corvelo, o Governo reitera que “se trata, tão só, de um estudo prévio” e que a intervenção preconizada “é pouco impactante e revela-se bem integrada na paisagem”. Na solução apresenta pelo Executivo regional, “os volumes de escavação e mobilização de solos são reduzidos, porquanto parte substancial da estrutura de apoio aos visitantes foi projectada para ocupar o espaço da antiga curva que se pretende recuperar paisagisticamente”.
Ainda segundo o Governo, a intervenção proposta no estudo prévio visa, por um lado, “evitar os impactes do acesso descontrolado de visitantes ao trilho e às cumeeiras e, por outro lado, criar condições para um controlo e gestão efectiva dos visitantes, evitando o acesso às cumeeiras e permitindo condicionar o acesso ao trilho e as descidas à margem da lagoa”. Acrescenta que o espaço de estacionamento dedicado ao apoio directo ao miradouro e à zona de apoio já foi construído, “retirando as viaturas da estrada”.
A estimativa orçamental da solução apresentada pelo Governo dos Açores é de 75 mil euros. A área de construção do miradouro exterior será de 360 metros quadrados, e a área de construção do edifício (interior) será de 380 metros quadrados.
A zona de acesso ao miradouro pelo túnel tem uma área de 150 metros quadrados; o átrio de distribuição terá 100 metros quadrados de área; a zona de atendimento/posto de informação terá 20 metros quadrados; a zona de apresentações 30 metros quadrados; as instalações sanitárias estarão num espaço de 40 metros quadrados e as instalações de apoio/arrecadação, 20 metros quadrados. O Governo salienta a “dimensão simbólica” da proposta apresentada na medida em que a Lagoa do Fogo representa “um dos pontos paisagísticos mais visitados da ilha em virtude da sua beleza natural”.
Tratando-se de um edifício “totalmente enterrado”, o projecto prevê um conjunto de túneis de luz localizados em diversos pontos do espaço, “de forma a garantir um nível de iluminação natural possível” nas circunstâncias propostas.
É proposto “a utilização de betão armado com aditivo cromático para aproximar-se das tonalidades da paisagem envolvente, madeira de criptoméria vulcanizada e, na zona do miradouro, um reguado de madeira maciça no pavimento e vidro anti-reflexo na guarda de protecção”.
O Governo açoriano reafirma “o envolvimento  de todas as organizações não governamentais de ambiente neste processo”. 
Numa fase posterior, estas organizações manifestaram discordância com a solução.
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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