21 de março de 2020

Jorge Rita considera apela à fileira do leite para manter o abastecimento público

  O Presidente da Associação Agrícola de São Miguel e da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, considerou ontem “determinante” que, face à pandemia do Covid-19, o sector agro-alimentar, desde os produtores às indústrias e aos circuitos de comercialização, “mantenha o compromisso do abastecimento com a menor perturbação possível”. 
“Vivemos numa situação extraordinária” e “mesmo com as medidas implementadas pelo Governo dos Açores, no âmbito nas suas competências, o novo vírus conseguiu chegar à Região Autónoma”.  Esta é, segundo Jorge Rita, uma “realidade que não pode ser ignorada e que vai certamente colocar a prova, uma vez mais, o povo Açoriano que ao longo de séculos tem sabido, com a sua resiliência, ultrapassar muitas catástrofes e a presente é sem dúvida uma ameaça séria que deve ser combatida, por cada um, de uma forma activa e responsável”. 
“Neste período de perturbação da actividade social e económica, nomeadamente o encerramento de empresas e de serviços públicos não essenciais”, considera Jorge Rita, “é necessário que o sector primário garanta o abastecimento da população que é acompanhado dos vários mecanismos em execução pelo Governo dos Açores, nomeadamente o funcionamento dos matadouros e a certificação sanitária de animais e/ou produtos”. 
“Como sempre e hoje ainda mais”, prossegue Jorge Rita, os agricultores “têm um papel fundamental na manutenção da paz social, assegurando a sua actividade diária. Enquanto muitos estão em isolamento voluntário ou em quarentena, todos os dias os agricultores cumprem a sua rotina, independentemente das ameaças, e imprimem o seu esforço e a sua dedicação para que todos os açorianos tenham alimento à sua mesa”.  

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Autor: CA

Categorias: Regional

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