COVID-19: Açores mantém 3 casos de infecção, 7 na Madeira e em Portugal continental há o registo de 1020 e 7 mortes

Portugal está em estado de emergência, medida extensiva às regiões autónomas dos Açores e Madeira. 
O Presidente da República assinou ontem o Decreto do Governo que estabelece os termos das medidas excepcionais a implementar durante a vigência do estado de emergência, decretado pelo Decreto do Presidente da República n.º 14-A/2020, de 18 de Março, em resposta à pandemia da doença COVID-19. 
Portugal continetal tem confirmados, até ao momento de fecho desta edição do Correio dos Açores, 1020 casos de infecção e sete mortes. Mas também há boas novas. O segundo teste feito ao bebé de uma mulher infectada com Covid-19, que nasceu no início da semana no Centro Hospitalar Universitário São João, no Porto, deu negativo. “O bebé está bem. Está no hospital. É um caso negativo [à Covid-19]”, informou ontem o neonatologista do Hospital de São João Henrique Soares, citado na página da Direcção Geral de Saúde.
A Autoridade Regional de Saúde dos Açores na habitual conferência de imprensa garantiu que se mantém em número de três os infectados com Covid-19 e revelou que há 1561 cidadãos em vigilância activa no arquipélago.
Tiago Lopes reafirmou que todos os passageiros que cheguem aos aeroportos dos Açores, neste caso só em operacionalidade o de São Miguel e o da Terceira, ficam em quarentena, o que é diferente de isolamento. Os Açores tomaram esta medida na última semana e só ontem é que a Direcção Geral de Saúde tomou esta medida para Portugal continental. A partir da próxima semana, quem entrar em Portugal fica de quarentena durante 14 dias.
As autoridades de saúde da Madeira actualizaram também o número de casos positivos de Covid-19 no arquipélago para sete, mais um do que na Quinta-feira, indicando que “todos estão estáveis”. Na Madeira quem entra na ilha tem também de ficar em quarentena.

Covid-19 em alguns pontos
 do globo
O surto já atingiu, a nível global, mais de 250 mil pessoas, das quais cerca de 88 mil recuperaram. Outras dez mil morreram. Na vizinha Espanha, os especialistas apontam o pico da epidemia, em no país para a próxima semana.
No briefing diário, Jérôme Salomon, Diretor-geral de saúde francês, anunciou que o novo coronavírus já fez 450 mortes e 12.612 infetados, dos quais, 1.277 “estão em estado grave”.
Em Itália, o cenário é devastador e acentua-se de dia para dia. Ontem, o país transalpino registou mais 627 mortos. Já morreram mais de quatro mil pessoas naquele país.
O Ministério da Saúde britânico anunciou  que são 177 as vítimas mortais no território. Anteontem eram 144. Quase quatro mil pessoas testaram positivo para o vírus, de um total de 66 mil testadas. 
Depois de Itália, Espanha é o país europeu onde a pandemia de Covid-19 está a gerar números mais dramáticos. O número de mortos já ultrapassou a barreira dos 1.000 e o número de infectados ronda agora os 20.000. Nas regiões mais afectadas, a capacidade de resposta do sistema de saúde está a atingir o limite e os médicos preparam-se para tomar decisões difíceis, conforme avançou a TVI24.
A Irlanda anunciou que tem mais 126 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus, totalizando neste momento 683 casos, anunciou o departamento de saúde do país. nos Estados Unidos e nas últimas 24 horas o país registou mais 2522 novos casos de infecção.
Com este novo dado, a barreira dos 15 mil infectados foi já ultrapassada, estimando-se que sejam agora um total de 16315 os afectados. A nível de óbitos no último dia registam-se mais 13, sendo que aumenta o número total para a fasquia das 220 vítimas.
O Director da Organização Mundial de Saúde alertou os jovens do mundo para os perigos do novo coronavírus, avisando-os que “não são invencíveis” face ao vírus e à doença: “Hoje tenho uma mensagem para os jovens: vocês não são invencíveis. O vírus pode trazer-vos ao hospital por semanas - e até matá-los. Mesmo que não fiquem doentes, as escolhas que fazem podem ser uma questão de vida ou morte para outra pessoa “, alertou Tedros Adhanom Ghebreyesus. 
Tendo em conta o cenário de guerra que se vive a União Europeia anunciou a suspensão inédita das regras de disciplina orçamental desde ontem, anunciou a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, uma medida que irá permitir aos estados membros gastar o que for necessário para lutar contra as consequências económicas da pandemia.    Isso no dia em que a Comissão propôs a activação da cláusula de derrogação de âmbito geral do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) no quadro da sua estratégia de resposta rápida, determinada e coordenada à pandemia de coronavírus. Uma vez aprovada pelo Conselho, esta activação permitirá que os Estados-Membros se desviem temporariamente das obrigações normais estabelecidas no quadro orçamental europeu, a fim de permitir uma resposta eficaz à crise.
A proposta constitui um passo importante para que a Comissão possa cumprir o seu compromisso de utilizar todos os instrumentos de política económica de que dispõe para apoiar os Estados-Membros na aplicação das medidas que considerem necessárias para proteger os cidadãos e atenuar as consequências socioeconómicas extremamente negativas da pandemia.

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Autor: CA

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