Açores registam mais um caso de Covid-19 em São Jorge e Portugal continental regista 12 mortes no total

A Autoridade de Saúde Regional informou ontem que foi diagnosticado um novo caso positivo de COVID-19 na ilha de São Jorge, de acordo com as análises realizadas no Serviço Especializado de Epidemiologia e Biologia Molecular, do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira. Corresponde a uma mulher de 60 anos.
Segundo a informação então disponibilizada, apresenta situação clínica estável e está no domicílio, aguardando-se validação do teste laboratorial pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.
Trata-se do segundo caso confirmado em São Jorge, tendo ambos sido detectados num grupo de oito pessoas que fez uma viagem ao estrangeiro.
Este grupo está a ser acompanhado pela Delegação de Saúde Concelhia, estando em curso os procedimentos definidos para caso confirmado e de vigilância de contactos próximos.
Até ao momento, foram detectados na Região quatro casos positivos para infecção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença Covid-19, sendo um na ilha Terceira, um no Faial e dois em São Jorge.
Os primeiros três casos já foram confirmados em contra-análise realizada pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.
Segundo nota publicada, a Autoridade de Saúde Regional salienta que está a aplicar uma nova definição de caso suspeito de infecção pelo novo coronavírus (Covid-19), mais restritiva do que a nacional, com o objectivo de reforçar a protecção da saúde da população dos Açores. 

Portugal continental com 12 mortes
O estado de emergência proposto pelo Presidente da República vai até ao dia 2 de Abril. Ontem, informações dadas pela Ministra da Saúde, durante uma conferência de imprensa, apontam que o pico da doença surja em meados de Abril. “De acordo com a evolução do novo coronavírus em Portugal e dos cálculos dos nossos especialistas, estima-se que a data prevista para a ocorrência do pico da doença se situe por volta do dia 14 de Abril”, disse a governante. Assim sendo, é muito provável que o Estado de Emergência seja prolongado por mais quinze dias, e  assim sucessivamente, se for necessário. 
O número de casos confirmados do novo coronavírus em Portugal subiu ontem, para 1.280, mais 260 do que Sexta-feira, e há 12 mortes confirmadas, segundo a Direcção-Geral da Saúde. Há 1.059 casos que aguardam confirmação laboratorial e 35 doentes encontram-se nos cuidados intensivos.
A região Norte continua a ser a que tem mais casos positivos, são 644. Segue-se Lisboa e Vale do Tejo com 448. No Centro já foram confirmados 137 casos. No Alentejo 3 e no Algarve 31.
Há nesta altura 1059 casos suspeitos que aguardam o resultado das análises e estão sob vigilância das autoridades de saúde 13.155 casos. Até agora recuperaram 5 pessoas. 
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se já por 182 países e territórios, o que levou a OMS a declarar uma situação de pandemia. O novo coronavírus já causou pelo menos 11.401 mortos em todo o mundo.

António Costa aponta medidas 
económicas e sociais 
O Primeiro-ministro, na Sexta-feira, após ter anunciado as medidas económicas e sociais para fazer face a esta pandemia que afecta vários sectores da sociedade, disse que vão vir tempos duros e que a economia só estará a funcionar, na melhor das hipóteses, em Junho. Linhas de crédito às empresas alargadas ao comércio mas condicionadas à manutenção dos postos de trabalho. E adiamento para o segundo semestre de 2020 de dois terços das contribuições sociais e as entregas de IRS, IRC e IVA que teriam lugar nos próximos três meses. Estas são mais medidas de apoio ao tecido empresarial anunciadas sucintamente esta noite pelo primeiro-ministro, num contexto de estado de emergência e de crise económica provocada pela pandemia da covid-19.
Já as famílias, ameaçadas por eventuais despedimentos e perda de rendimentos, num cenário de paragem de produção mas não de obrigações contratuais, irão beneficiar de “uma nova prestação para os pais que estão em casa por causa dos filhos”, assim como da prorrogação automática dos subsídios de desemprego a pagamento, do complemento social de idosos e do rendimento social de inserção.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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