7 de abril de 2020

Temas ao Acaso

É Pr’avançar

Não vou falar do Covid 19 porque é tema sobejamente abordado nos órgãos de comunicação social, com as mais variadas opiniões.
Como diria um amigo meu, é a liberdade de imprensa a funcionar. Porém, com algumas críticas quanto ao funcionamento para cumprimento das ordens da autoridade de saúde. 
Até parece que primeiro se anuncia para só depois se pensar como irá funcionar, como foi o caso da falta de equipamentos de protecção individual. Talvez por isso se tenha registado algumas contaminações. Escusadamente. Mas, adiante!
Vamos à matéria que me propus abordar esta semana.
Quando se fala nalgum investimento público de vulto nesta ilha do Arcanjo S. Miguel, há sempre quem arranje uns imbróglios para atrasar, senão mesmo impedir, a realização atempada do investimento. É o preço que pagamos por sermos muito acomodados.
Só para citar três exemplos diria que, o início das obras no Porto de Ponta Delgada, a edificação do radar meteorológico no Pico da Barrosa, a construção do estabelecimento prisional de Ponta Delgada, de entre outros, têm sido sistematicamente adiados pelas mais variadas razões.
Na passada semana, o anúncio do lançamento do concurso público internacional para a construção da incineradora nesta ilha de S. Miguel, fez saltar para a ribalta os “empatas” do costume. Ou seja, os que não fazem nem deixam fazer; os que criticam mas que não apresentam alternativas (com demonstração de custos) à construção de um equipamento absolutamente essêncial ao tratamento dos resíduos sólidos desta ilha.
Com o aumento turístico verificado, a produção de lixo tem aumentado exponencialmente, em nada comparável com qualquer outra ilha do arquipélago, daí, a absoluta necessidade da construção da dita incineradora.
A solução apresentada por alguns empatas, nomeadamente o envio de parte do lixo micaelense para a ilha Terceira, não parece ser viável devido aos elevados custos que tal medida acarreta. Isto, para além de não eliminar a continuidade dos aterros sanitários.
Se, o envio de lixo para a Terceira, tem como objectivo a rentabilização daincineradora terceirense, nós, micaelenses, não temos obrigação de rentabilizar os exagêros construídos tanto naquela ilha, como noutra ilha qualquer. Quem, por erro ou ambição desmedida, construiu “elefantes brancos” que os rentabilize.
Muito bem esteve a AMISM, na pessoa do seu Presidente Dr. Ricardo Rodrigues, em não dar ouvidos, nem alimentar polémicas com os tais empatas, nomeadamente aquele representante do PAN, o tal que, a propósito da batalha de “limas” na Avenida do Infante D. Henrique, teve o desplante de dizer que, aquele evento, não tinha tradição em S. Miguel e que a água ali gasta poderia ter outra utilização.
Quem assim fala, está completamente fora do contexto social micaelense e dos nossos usos e costumes. De resto, nota-se pela pronúncia. Sem querer tirar conclusões precipitadas, julgo que, quem assim falou, deve ser mais um “apaixonado” pelos Açôres.
Desconheço se o projecto da construção da incineradora em S. Miguel está, ou não, dentro dos projectos comparticipáveis pela União Europeia. Se assim fôr, maior força de razão tem a AMISM, em pô-lo a concurso imediatamente porque o ano de 2020 está a oito meses do fim.
Espero bem que não haja mais obstáculos burocráticos, ou “zangas” entre concorrentes, como aconteceu da última vêz que aquela obra esteve a concurso.
Tenho esperança que, desta vez, iremos em frente. Espero que os aterros sanitários, com todos os inconvenientes que se lhes reconhece, nomeadamente maus cheiros e o “chafurdar” das gaivotas tenha o fim à vista.
Parafraseando aquela publicidade televisiva de uma determinada instituição bancária:- é pr’avançar, senhor Presidente Ricardo Rodrigues.
O interesse do povo desta ilha, ou seja, o interesse do micaelense genuíno e apolítico, é ver o problema do lixo desta ilha resolvido. O resto é só conversa.
É pr’avançar, quanto mais cedo melhor!

P.S. Texto escrito pela antiga
 grafia.

5 de Abril de 2020
 

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Categorias: Opinião

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