Comissão de Economia vai ouvir Gualter Furtado sobre o impacto da Covid-19 a nível económico e social

A Comissão de Economia do Parlamento açoriano aprovou por unanimidade a proposta do PSD de audição do Presidente do Conselho Económico e Social dos Açores (CESA), para abordar o impacto da pandemia da Covid-19 na economia regional.
O PSD recorda que, segundo a Comissão Coordenadora do CESA, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Açores pode vir a registar uma quebra “nunca inferior a 10-20 por cento” na sequência da pandemia.
De acordo com aquele órgão, vive-se uma situação de “desastre económico” nos Açores, cuja dimensão vai “depender das medidas de antecipação que vierem a ser tomadas”, bem como da duração do estado de emergência a nível nacional.
“É um facto que as empresas nos Açores, designadamente da área do comércio, dos alojamentos locais, dos hotéis, das agências de viagens e de todas as actividades conexas do turismo já fecharam as portas ou estão prestes a fechar”, afirmaram os membros do CESA no final de Março.
Nesse sentido, diz o PSD na nota enviada às redacções, e com o objectivo de analisar o impacto económico e social da pandemia da Covid-19 no arquipélago, os deputados do PSD/Açores tinham solicitado que o Presidente do CESA, Gualter Furtado, fosse ouvido com carácter de urgência na Comissão de Economia, tendo a proposta sido agora aprovada de forma unânime.
Numa entrevista recente ao Correio dos Açores, o economista Gulater Furtado lembrava que “a crise será transversal a quase todos os sectores de actividade, e isto é verdade nos Açores, como em todo o mundo. 
Esta pandemia foi acelerada pela globalização e ninguém de bom senso arrisca avançar com datas para quando irá terminar. Evidentemente, que nas crises há sempre quem perde e quem ganha, e esta não será uma excepção”. 
Defendia também que “as medidas de âmbito nacional e regional devem ser o mais rapidamente regulamentadas e operacionalizadas, como forma de mitigar a crise que já está instalada, tendo muito cuidado com o factor trabalho, condicionando-se, por exemplo, o acesso a estas medidas pelos empregadores terem de preservar os seus postos de trabalho”. 
Em relação ao crédito, opinava que “os governos não devem centrar a sua acção apenas nas linhas de crédito, nas de natureza fiscal; devem também adoptar medidas activas de apoios aos mais carenciados e mesmo injectar liquidez directa nos mercados.
Isto pressupõe uma flexibilização do Pacto de Estabilidade na União Económica e Monetária Europeia (UEME) com a permissão de défices orçamentais, bem como uma actuação coordenada e solidária entre todos os Estados membros da UEME”.
É importante - dizia Gulater Furtado - “ também nesta crise separar o trigo do joio e não dar cobertura a comportamentos oportunistas, que infelizmente ocorrem sempre nestas situações.

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Autor: CA

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