Segundo a Autoridade Regional de Saúde

Bebé de um ano afinal não está infectado com novo coronavírus

A Autoridade de Saúde admite a possibilidade da bebé de um ano ser caso de falso positivo ao novo coronavírus
Tiago Lopes confirmou aos jornalistas que um segundo teste feito à criança revelou resultado negativo, o que leva a crer que este se tratou, desde o início, de um falso positivo.
A repetição dos testes é feita apenas depois de três dias livres de sintomas da infecção, conforme explicou o Director Regional da Saúde, salientando que apesar deste resultado a Autoridade de Saúde mantém a vigilância à criança, no sentido de fazer a verificação diária dos sintomas.
“No caso da bebé, felizmente o segundo teste foi negativo, mas na sequência de um primeiro resultado positivo, vamos manter a vigilância. A equipa de saúde está em articulação com os progenitores para que mantenhamos este período de ligação e de verificação da sintomatologia, se diminuiu ou se surge”, esclareceu aos jornalistas o Director Regional.
Para além disso, feita a identificação dos contactos próximos da criança, foram realizados testes a todos, e todos obtiveram resultados negativos em relação à Covid-19, indicando que este pode também ter sido o caso dos dois ex-reclusos libertados do Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo.
Conforme explicou aos jornalistas, nos momentos que antecederam a sua libertação “nenhum estabelecimento prisional tinha relatado a existência de casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus”, bem como nenhuma das unidades de saúde que poderiam dar resposta a estes casos em estabelecimentos prisionais e, por esse motivo, “nada apontaria para que estes dois casos pudessem estar relacionados com um possível foco infeccioso no Estabelecimento Prisional”.
Assim, foi efectuado um rastreio em massa, indicou, abrangendo “para lá daqueles que poderiam ser os contactos próximos destes dois ex-reclusos que acusaram positivo, testando todos os funcionários e reclusos do estabelecimento prisional em causa, revelando que todas essas análises tiveram resultado negativo”.
O resultado destas análises, juntando ao facto de a libertação ter ocorrido muito recentemente, fizeram com que a Autoridade de Saúde “considerasse a possibilidade de serem falsos positivos”, detectados apenas aquando da chegada à unidade hoteleira de São Miguel.
Contudo, os eventuais casos de falsos positivos não ficam por aqui, havendo ainda a possibilidade de ter sido também o caso de um dos mais recentes resultados positivos detectados na ilha Graciosa, conforme esclareceu Tiago Lopes no briefing diário, garantindo mais uma vez que os resultados laboratoriais são corroborados por outros laboratórios de renome.
A par disto, o Director Regional da Saúde relembrou ainda que a Região já efectuou perto de sete mil testes ao novo coronavírus, o que de acordo com o próprio, significará que os Açores são uma das regiões portuguesas que mais testa tendo em conta a sua dimensão populacional e apesar da eventualidade de falsos diagnósticos, não questiona o trabalho feito pelos laboratórios açorianos.
Nesse sentido, descarta a opção de existir algum tipo de erro laboratorial, salientando que esta tem sido uma oportunidade para aprofundar conhecimentos em relação a um vírus que é novo e cujo comportamento ainda se encontra a ser estudado.
“Não se pode colocar em cima da mesa a questão dos erros laboratoriais (…), este conhecimento que estamos a ter e a aprofundar com os testes e as análises que fazemos e todo este acompanhamento que fazemos do surto é uma mais-valia em termos disso mesmo”, disse, adiantando que a Região já começa também a recolher informações.

Alívio nas medidas impostas 
será comunicado quando for oportuno
Quanto ao alívio das restrições ainda esta semana, nomeadamente ao fim dos cercos sanitários impostos na ilha de São Miguel, Tiago Lopes adianta que apesar dos resultados favoráveis dos últimos cinco dias, há ainda “um longo caminho a percorrer”, não aconselhando a que haja “ilusão com a situação favorável que estamos a viver, porque de um momento para o outro pode existir algum foco de infecção que não tenha sido detectado”, embora considere que seja “difícil” existir tendo em conta a quantidade de testes realizados.
Adiantou ainda que “todas as medidas que podem ser desanuviadas e que foram recentemente implementadas estão a ser analisadas diariamente, hora após hora, e quando for o momento oportuno para comunicar o seu alívio ou o seu incremento, consoante a evolução do surto, sê-lo-á na mesma altura”.
Na mesma ocasião, o Director Regional da Saúde aproveitou para relembrar a circular informativa que “recomenda o uso de máscaras comunitárias ou de uso social por todas as pessoas que permaneçam em espaços interiores e fechados com múltiplas pessoas”, sem invalidar as medidas de protecção já em prática, nomeadamente o distanciamento social, a etiqueta respiratória e a higienização frequente das mãos.
Estes espaços onde devem ser utilizadas as máscaras comunitárias são, conforme indicou, são por exemplo, supermercados, lojas, farmácias ou transportes públicos, entre outros.
Feitas as contas, existem nos Açores 34 recuperados, 20 da ilha de São Miguel, oito da ilha Terceira, um do Pico e cinco de São Jorge, 10 óbitos – todos eles da ilha de São Miguel – e mantêm-se 94 casos positivos activos na Região, 70 na ilha de São Miguel, três na Terceira, nove no Pico, dois em São Jorge, cinco no Faial e cinco na Graciosa.

                                                         

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