Centro de Saúde da Povoação será nova enfermaria para doentes do Nordeste recuperados da Covid-19

 Face à decisão que foi ontem tomada pela Autoridade Regional de Saúde, que estabeleceu o encerramento da estrutura residencial para idosos da Santa Casa da Misericórdia do Nordeste para que seja possível proceder à sua limpeza e desinfecção, Tiago Lopes afirmou que esta é uma estratégia para evitar cenários de reinfecção, como aqueles que se têm registado em outros países.
Neste sentido, conforme adiantou, encontrava-se a ser criada uma nova enfermaria no Centro de Saúde da Povoação, destinada a abrigar os utentes recuperados pela infecção provocada pelo novo coronavírus, contribuindo para que o concelho de Nordeste possa também retomar à “nova normalidade”.
Com a criação desta nova enfermaria Covid, a segunda criada pela Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel, conforme o plano de contingência elaborado, ficará garantido que “os casos positivos não se irão misturar com casos negativos e que os casos negativos não se irão misturar com os casos recuperados”, explicou o Director Regional da Saúde.
“No que diz respeito ao novo coronavírus temos muito que aprender, existem relatos além fronteiras de casos de reinfecção e nada nos assegura de que estes casos agora recuperados possam eventualmente reinfectar, e por isso não vamos misturar as pessoas”, assinalou, garantindo ao mesmo tempo que – embora desconfortáveis – irão continuar a ser realizados testes de despiste desta infecção aos utentes, profissionais e contactos dos mesmos nos próximos 14 dias.
Entretanto, e enquanto o lar é limpo e desinfectado, os utentes irão permanecer em quarentena e vigilância nos próximos 14 dias, o que irá permitir que quer a estrutura residencial pra idosos, quer o concelho do Nordeste possam de forma gradual entrar na “nova normalidade”, conforme têm apelado o Presidente do município e o provedor da Santa Casa da Misericórdia em questão.
Por outro lado, o número de casos recuperados ligados à cadeia de transmissão da estrutura residencial para idosos da Santa Casa da Misericórdia do Nordeste, sete dos 11 contabilizados no total no dia de ontem, foi algo que deixou a Autoridade de Saúde Regional animada, uma vez que estes são utentes com idades compreendidas entre os 80 e os 90 anos de idade, sendo este “um sinal de resistência desses utentes”.

Detectado novo caso de Covid-19
no Nordeste
De salientar que ligado a esta estrutura residencial surgiu no dia de ontem um caso positivo de infecção pelo novo coronavírus, desta vez detectado num jovem do sexo masculino, com 23 anos de idade, que se encontrava a prestar cuidados no lar de idosos do Nordeste.
De acordo com o Director Regional, o apuramento deste caso positivo foi possível por intermédio dos vários testes que têm vindo a ser realizados neste sentido, uma vez que este jovem tinha já feito um total de três testes de diagnóstico que tinham apresentado resultados negativos.
Neste caso, o resultado positivo deu-se no momento em que o homem se preparava para regressar ao trabalho, encontrando-se a cumprir a sua quarentena num alojamento local do concelho, sendo agora necessário dar início ao seu processo de recuperação.
Relativamente aos casos positivos activos, registaram-se 11 casos de recuperação de infecção, nomeadamente de seis indivíduos do sexo feminino com idades compreendidas entre os 56 e 92 anos, residentes na ilha de São Miguel e na ilha Graciosa, bem como de cinco indivíduos do sexo masculino com idades compreendidas entre 49 e 91 anos, residentes na ilha de São Miguel e na ilha Graciosa.
Até ao momento, já foi detectado na Região um total de 144 casos, verificando-se 64 recuperados, 14 óbitos e 66 casos positivos activos para infecção pelo novo coronavírus, sendo 50 em São Miguel, dois na ilha Terceira, dois na Graciosa, dois em São Jorge, cinco no Pico e cinco no Faial.

Falta de stock de máscaras 
não inviabiliza utilização
Durante a conferência de imprensa, foi ainda abordada a questão da obrigatoriedade do uso de máscara social em transportes, escolas, estabelecimentos comerciais e restaurantes, assim como a abundância das mesmas.
Neste sentido, Tiago Lopes esclareceu que a obrigatoriedade de uso destas máscaras nos espaços mencionados “não pressupõe que tenham que ser adquiridas, até porque existem já vários exemplos de fabrico de máscaras a nível caseiro para poderem ser utilizadas a nível comunitário ou socialmente, e isso não invalida que o facto de o mercado não possuir stock suficiente para vender máscaras que as pessoas fiquem vedadas de aceder  a estabelecimentos comerciais ou a outras superfícies por via de não poderem adquirir essas máscaras”.
Para além disso, assegurou que “está a ser feita a distribuição das máscaras de uso social fabricadas na Região, que já chegaram a Santa Maria, às Flores, ao Corvo e a São Jorge”.
                                                                 

J.M.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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