Vão manter-se suspensas as visitas a idosos em lares

Sobe para 15 o número de óbitos e Tiago Lopes aconselha a que famílias se afastem “mais algum tempo”

 Na conferência de imprensa que ontem teve lugar no Solar dos Remédios, na ilha Terceira, Tiago Lopes confirmou aos jornalistas que o número de óbitos na Região subiu para 15, depois do falecimento de uma utente da estrutura residencial para idosos localizada no concelho de Nordeste, referindo-se a uma mulher de 82 anos de idade internada no Hospital do Divino Espírito Santo.
Terminado o Estado de Emergência a nível nacional e tendo em conta que a Região se encontra agora em fase de recuperação, não chegando a entrar na fase de mitigação, foi perguntado ao Director Regional da Saúde se devem as famílias começar a reunir-se.
Assim, e embora entenda que “seja natural que as pessoas retomem agora o seu convívio familiar”, o representante da Autoridade de Saúde Regional salientou que é importante que “se atenda ao recomendado e às orientações que têm sido fornecidas para que o evitem na medida do possível durante mais algum tempo”.
Contudo, e “na estrita necessidade de o fazerem”, o Director Regional salientou que as famílias devem ter em conta todas as medidas entretanto transmitidas pela autoridade regional, nomeadamente em termos de distanciamento social, lavagem frequente das mãos e uma etiqueta respiratória favorável, sendo este “um regresso que se pede que seja feito com a devida ponderação para que não se perca tudo o que foi feito até ao momento”.
No que diz respeito às visitas que ocorrem em instituições como estruturas residenciais para idosos, o Director Regional adiantou que estas se irão manter suspensas por mais algum tempo, uma vez que nesta fase de retoma “temos ainda que permitir a essas entidades algum ajuste a estas novas dinâmicas”, salientando que mediante a evolução do surto na Região poderão então surgir alterações neste domínio. 
Já no que diz respeito ao regresso à normalidade nos hospitais e demais unidades de saúde, e tendo em conta o atraso que tem existido na reprogramação de diversos actos clínicos, tais como intervenções cirúrgicas, consultas, a realização de exames complementares de diagnóstico ou deslocações a outros pontos do país, Tiago Lopes adianta que esta situação é “consequência das últimas semanas que vivemos”.
Apesar do “constrangimento que é perceptível para qualquer um”, conforme disse, “as unidades de saúde em articulação com a tutela estão a fazer o levantamento de todas situações pendentes ao longo das últimas semanas, a fazer a priorização, mas não consigo apontar datas em concreto para o início de determinadas actividades, ou determinadas intervenções, sejam elas cirúrgicas, ao nível de consultas ou de exames complementares de diagnóstico”, afirmou.
Quanto aos médicos que poderão ter que se deslocar ao arquipélago nos próximos tempos, questionado se estes terão que fazer quarentena à chegada, o Director Regional da Saúde apontou que esta é “uma situação delicada” e que tem que ser analisada “caso a caso”.
“Dependerá do profissional de saúde, da necessidade de deslocação à Região ou do sítio de onde provém. Como se sabe, em Portugal continental vive-se uma fase complicada que teve reflexo nas próprias unidades de saúde que viram a sua actividade condicionada e alguns profissionais infectados pela Covid-19.
Temos que ver muito bem o contexto em que cada uma dessas deslocações se irá realizar na Região, de forma a não colocarmos em risco tanto os profissionais de saúde que irão trabalhar com os outros profissionais de saúde que se irão deslocar, como os utentes que irão ser atendidos por esses mesmos profissionais”, disse na tarde de ontem.
Na conferência em questão, foi ainda colocada uma questão relativa à realização de voos para algumas ilhas dos Açores já a partir do próximo dia 18 de Maio, ao que Tiago Lopes respondeu que “as decisões tomadas pela companhia aérea com certeza serão susceptíveis de diferentes variáveis que inferem nessa tomada de decisão”.
Apesar de não tecer muitos comentários, o Director Regional afirmou que esta é uma situação que está a ser acompanhada pela Autoridade de Saúde Regional, e que “independentemente do número de ligações aéreas que possam ser realizadas para a Região, importa atender e ter atenção a todos os passageiros desembarcados na Região para acautelar qualquer tipo de transmissão proveniente do exterior para a Região de algum passageiro portador do novo coronavíruse que possa, de um momento para o outro, desencadear um novo foco de transmissão a nível local”, disse.
                                                                       

J.M
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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