Sete ilhas já retomaram serviços de saúde e São Miguel começa a 22 de Maio

A Secretária Regional da Saúde anunciou que retomaram ontem a actividade as Unidades de Saúde de Ilha de Santa Maria, das Flores e do Corvo, que não registaram qualquer caso positivo de Covid-19, bem como as Unidades de Saúde de Ilha da Terceira, do Faial, do Pico e de São Jorge.
Teresa Machado Luciano, que falava na Assembleia Legislativa, por videoconferência, adiantou que se seguem as Unidades de Saúde de Ilha da Graciosa, a partir de 17 de Maio, e de São Miguel, a 22 de Maio.
A titular da pasta da Saúde salientou que “a actividade assistencial se manteve durante estes três meses, respondendo sempre às necessidades de todos os açorianos”, indicando que, “entre 1 e 25 de Abril, foram realizadas 39.980 consultas nos cuidados de saúde primários na Região”.
Em relação ao Programa Regional de Vacinação, foram administradas 11.938 vacinas entre Fevereiro e Abril.
 “Os três hospitais da Região também mantiveram a sua actividade, garantindo circuitos diferenciados para utentes não Covid-19 e a segurança da prestação de cuidados, tendo produzido 68.443 consultas de especialidade, 12.881 sessões de Hospital de Dia, 626 cirurgias com internamento e 169.670 exames em ambulatório nos meses de Fevereiro, Março e Abril”, acrescentou.
A Secretária Regional da Saúde revelou também que “os hospitais e as Unidades de Saúde de ilha já elaboraram os respectivos planos, que serão desenvolvidos pelos Conselhos de Administração, de acordo com as especificidades e necessidades da comunidade que tão bem conhecem”.
A recuperação da actividade assistencial terá como eixos orientadores, frisou Teresa Machado Luciano, “a priorização clínica, a reafectação de recursos, materiais e humanos, a reorganização da actividade em termos de equipas, horários e espaços e a aposta na telessaúde”.
Na área dos cuidados de saúde primários, “será mantida, sempre que possível, a teleconsulta, será privilegiada a marcação prévia e dada prioridade à consulta presencial para grupos prioritários, designadamente a vigilância da diabetes e da hipertensão”, afirmou. Ao nível da actividade hospitalar, a prioridade será a retoma da actividade cirúrgica, contando-se com os programas CIRURGE e Vale Saúde para contribuir para a recuperação.
Na área da prevenção do cancro, a titular da pasta da Saúde afirmou que serão retomados os programas de rastreio nos Açores, de acordo com o calendário de levantamento das restrições e do reinício da atividade assistencial nas diferentes ilhas.
Teresa Machado Luciano salientou ainda que está a ser retomada a actividade da Saúde Escolar, com a introdução de um módulo relativo às medidas de segurança e actuação em possíveis situações de crise pandémica.
No âmbito da prevenção e do combate às dependências, será mantida a vigilância dos doentes assistidos através de contacto telefónico sistemático pelas Equipas de Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências, em complemento às consultas presenciais. 

Criação urgente de plano 
de recuperação 
Entretanto, o Parlamento açoriano aprovou ontem por unanimidade a proposta do PSD/Açores para a criação urgente de um Plano de Recuperação da assistência a doentes com outras patologias que não a Covid-19, dado que muitas cirurgias, consultas, exames complementares de diagnóstico e terapêuticas foram adiados devido à pandemia.
A proposta dos social-democratas, agora aprovada na Assembleia Legislativa dos Açores, determina que o Governo Regional elabore, “de forma urgente, um Plano de Recuperação da Actividade Assistencial na área da Saúde, que tenha em conta também a monitorização clínica dos doentes efectuada durante o período da pandemia”.
“Apesar da prioridade dada ao combate à Covid-19, não podem ser menosprezadas outras patologias que até então estiveram acauteladas”, referiu a deputada Mónica Seidi durante o debate da iniciativa legislativa. Segundo os social-democratas, “há números para além dos da pandemia e todas as outras doenças que matam não deixaram de existir”.
Para o PSD/Açores, a suspensão das cirurgias, bem como de toda a actividade assistencial programada nos hospitais e centros de saúde da Região, “embora devidamente justificada, terá consequências futuras”.
“O Governo Regional deve promover o levantamento e elaboração de uma listagem de todos os casos prioritários e programados na Região, de cirurgias, consultas e exames complementares de diagnóstico e terapêutica, que foram adiados devido à Covid-19”, afirmou Mónica Seidi.
“Podem estar a ser adiados diagnósticos que, ao serem realizados tardiamente, se vão tornar em situações potencialmente mais graves, com impacto directo na saúde dos utentes”, disse. A proposta do PSD/Açores, aprovada por unanimidade no Parlamento, estabelece ainda que o Governo Regional tem de “manter o programa de recuperação de listas de espera cirúrgicas, que deve ser extensivo, mediante programas de recuperação próprios, à realização de consultas e de exames complementares de diagnóstico e terapêutica”.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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