Diogo Salomão responde às tuas questões

Jogador ansioso para voltar a competir

Diogo Salomão, contratado aos romenos do Steaua Bucareste no mercado de Inverno não vê a hora de voltar a competir.
Como sénior, o atleta jogou no Casa Pia e no Real SC, antes de se transferir para Alvalade, na temporada da 2010/2011. Depois teve ainda passagens pelo Deportivo da Corunha, Maiorca, Dínamo de Bucareste e Al-Hazm, da Arábia Saudita.
No CD Santa Clara, o jogador pretende ajudar a equipa “jogando o máximo de minutos possíveis” para que o clube atinja a melhor classificação de sempre.

Porque decidiste regressar a Portugal?
“Era algo que fazia parte dos meus objectivos ter oportunidade de dar continuidade à minha carreira, no campeonato que me lançou a nível profissional e penso que neste momento estavam reunidas as condições para isso, estou contente pela decisão que tomei e foi o clube certo”.

Qual foi a sensação de jogar em Camp Nou?
“Foi uma sensação única, foi o jogo que tive a oportunidade de disputar com mais adeptos nos estádios, cerca de 90 mil e foi um jogo importante, quando na altura estávamos a discutir a manutenção com o Deportivo da Corunha e precisávamos de um empate para salvarmo-nos, e foi o que aconteceu, além de ter sido o jogo de festejo, porque o Barcelona tinha sido o campeão na jornada anterior diante do Atlético de Madrid e fizeram a festa em casa, nessa última jornada”.

Qual o jogador que mais te impressionou ao longo da carreira?
“O Messi e no Ronaldo. Tenho de falar dos dois, porque são os melhores da história do futebol. Conseguem ter algo que os outros não tiveram, que é a regularidade, são os melhores dos últimos 15/16 anos, conseguem estar sempre no “top” dos melhores jogadores e isso é difícil de atingir. Existem outros grandes talentos da história do futebol, mas não com esta regularidade, por isso, são os dois melhores”.

Qual o melhor golo da tua carreira?
“O golo contra o Sporting de Braga, em Alvalade, em 2011 e é um momento de inspiração, que os jogadores também vivem disso e necessitam, que acabam por marcar carreiras e são estes momentos que também dão brilho ao futebol, são momentos bonitos que os adeptos querem ver no estádio”.

O que mudou no futebol desde os primeiros passos até agora?
“Mudou aquilo que são os nossos sonhos e objectivos, que depois são reajustados ao longo da nossa vida desportiva. No início temos o sonho de virmos a estar entre os melhores, mas temos de ir ajustando esses sonhos à realidade, porque começamos a ver que não são para todos”.

Quais eram os teus ídolos quando eras mais jovem?
“Um dos meus ídolos era o brasileiro Ronaldo (o fenómeno) e foi o jogador que mais me fez sonhar. A qualidade dele era indiscutível, mas teve alguns azares na carreira, com as lesões, mas são aqueles jogadores que nos marcam e ainda por cima, nessa altura, tinha 10 anos de idade, no Mundial de 98, e seguia atentamente todos os jogos do Brasil”.

Quais as principais diferenças entre o campeonato espanhol e o português?
“A maior diferença que notei foi ao nível da qualidade. Em Espanha dão muita importância à qualidade, muitas vezes mais do que a nível físico. Os treinadores privilegiam muito esse aspecto do futebol, qualidade de execução e de jogo, até no pensar”.

Quais são as características que um bom extremo deve ter?
“Depende da forma como a equipa joga. Sou um extremo que joga à moda antiga, que gosta de jogar mais encostado à linha, mas também há aqueles extremos que gostam de jogar mais em espaços interiores, que às vezes também causa desequilíbrios e são importantes numa equipa, mas tudo depende do modelo que é apresentado e daquilo que o treinador tem como objectivo, mas fico com a primeira opção, que é aquele extremo mais vertical e que arrisca”.

Quais os objetivos, a curto prazo, no CD Santa Clara?
“A nível pessoal quero disputar o maior número de jogos possíveis e também a nível colectivo alcançar o maior número de pontos, se possível ultrapassar e fazer melhor do que no ano anterior”.

Qual é teu local favorito nos Açores?
“Para ser sincero, ainda não tive tempo para conhecer muitos locais. Cheguei numa altura complicada, que coincidiu com o período de quarentena e o máximo que tive oportunidade de conhecer foi o centro da cidade, a Ribeira Grande também e, pouco mais, mas tenho ainda muito para descobrir. Dizem-me que é uma ilha muito bonita e quero explorá-la, assim que passar este período mais complicado”.

Qual o teu prato tradicional favorito?
“É uma questão parecida à anterior, porque também ainda não tive tempo para explorar, mas espero que o faça em breve, quando os restaurantes voltarem a abrir e tudo voltar a funcionar, dentro da normalidade possível. Contudo, provei o bife à regional, que foi algo que me agradou bastante”.
 

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Autor: CA

Categorias: Desporto

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