Marco Medeiros, da Associação de Nadadores Salvadores da Costa Norte

Praia de Santa Bárbara da Ribeira Grande Com o dobro de postos de observação e de nadadores-salvadores

 A Associação de Nadadores Salvadores da Costa Norte, em São Miguel, tem a seu cargo 10 zonas balneares (7 na Ribeira Grande e 3 na Povoação) e está preparada para as novas exigências fruto da pandemia de Covid-19. Foram aumentados os postos de vigia, todos os nadadores salvadores receberam formação para casos suspeitos do novo coronavírus, material de protecção individual e foram criadas zonas de descontaminação.

Num ano diferente de todos os outros, a Associação de Nadadores Salvadores da Costa Norte, também teve de se adaptar às contingências da pandemia de Covid-19, alterando regras e comportamentos. Para começar, todos os nadadores-salvadores receberam formação específica para enfrentar casos suspeitos do novo coronavírus. Mas as alterações não se ficaram por aqui.
Desde logo, para esta época balnear, foram aumentadas as distâncias de vigilância dos banhistas que passaram de 100 metros para 150 metros. Na Praia de Santa Bárbara, na Ribeira Grande, que tem um areal com 1 quilómetro e 200 metros, os postos de vigia foram duplicados, passando de dois para quatro e os nadadores-salvadores aumentaram de quatro para oito. Marco Medeiros considerou este aumento “bastante positivo” e destacou o esforço da autarquia da Ribeira Grande na concretização deste objetivo de reforço de postos de vigia.

Reforço de vigilância
na Ribeira Quente a 1 de julho

A Praia do Fogo, na Ribeira Quente, também receberá um reforço de vigilância a partir de próximo mês de julho, adiantou o responsável pela Associação de Nadadores Salvadores da Costa Norte.
Para além dos meios humanos, todas as zonas balneares cobertas pela Associação terão um rádio VHF para ser utilizado em casos de afogamento ou doença súbita. Uma novidade para este ano que servirá para “impedir as falhas de comunicação durante a época balnear” e que “melhorará a qualidade nos salvamentos”, salientou Marco Medeiros.
Outra novidade para esta época balnear chegou na tarde da passada Segunda-feira. Foi entregue pela empresa Dionísio Carreiro de Almeida uma viatura de todo-o-terreno equipada com equipamento de oxigenoterapia e um desfibrilhador automático externo. Esta viatura, que será coordenada por Marco Medeiros, vem aumentar a capacidade e a qualidade de resposta perante casos urgentes nas zonas balneares.
Marco Medeiros revelou igualmente que serão formados cerca de 20 nadadores-salvadores para a utilização do desfibrilhador Automático externo, numa acção protocolada com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e com o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores. 
Actualmente, a Associação de Nadadores Salvadores da Costa Norte conta com 45 elementos, um número que segundo Marco Medeiros se enquadra nas necessidades actuais desta Associação. Apesar disso, salienta que “todos são bem-vindos” e que na Associação, “estão sempre de braços abertos” para receber novos membros.
Fruto das circunstâncias vividas com a pandemia de Covid-19, Marco Medeiros admitiu que “houve algum atraso na preparação da época balnear deste ano”, até porque “existiram muitas dúvidas quanto aos procedimentos a cumprir”.
Com mais de 20 anos de experiência na área do salvamento, o Coordenador da Associação de Nadadores Salvadores da Costa Norte pede compreensão aos banhistas e apela para que estes cumpram todas as recomendações para a época balnear. Marco Medeiros salienta o facto de que, “aos nadadores-salvadores não cabe a missão de controlar o distanciamento social”.
A época balnear arrancou a 1 de Junho na Ribeira Grande e a 3 de Junho na Povoação. Nos restantes Concelhos da Ilha de São Miguel a época balnear inicia-se no próximo dia 20 de Junho.           
                                       

As novas regras que os banhistas devem seguir neste Verão nas zonas balneares dos Açores

 A Direcção Regional do Ambiente e do Mar deu a conhecer, recentemente, o manual de recomendações para a utilização e gestão das zonas balneares no contexto da pandemia de Covid-19. A distância de 1,5 metros entre pessoas e de 3 metros entre chapéus-de-sol é, para além das já conhecidas medidas de higienização, a principal recomendação aos banhistas. Não serão também permitidas actividades de natureza desportiva e o acesso às zonas balneares deverá ser feito apenas num sentido de circulação.   
O documento de dez páginas publicado pela Direcção Regional do Ambiente e do Mar agora conhecido é de “natureza recomendatória, sem moldura sancionatória ou impositiva associada”. O seu principal objectivo passa por responsabilizar os utentes “na adopção de medidas preventivas e a definição de linhas de acção para as entidades gestoras, para que essas medidas possam ser efectivamente postas em prática”.  
É desde logo recomendado para as 75 zonas balneares legalmente identificadas nos Açores um distanciamento físico de segurança mínimo: 3 metros entre chapéus-de-sol e de 1,5 metros entre pessoas. Esta regra não se aplica quando as pessoas pertencem ao mesmo grupo. O distanciamento físico deve ser mantido sempre que exista circulação de pessoas pela zona balnear, “incluindo no espelho de água”.
Na circular informativa da Direcção Regional do Ambiente e do Mar pode ler-se também que “não são permitidas nas zonas balneares actividades de natureza desportiva ou outras que impliquem o contacto ou a proximidade entre duas ou mais pessoas”. 

Aulas de surf com participação reduzida

As aulas de surf e de desportos similares podem ser realizadas com um número máximo de 5 participantes por instrutor. Tanto nesta vertente, como nas actividades náuticas individuais, deve manter-se o distanciamento físico, tanto em terra como no mar, de 1,5 metros entre cada participante. 
É pedido aos banhistas, nas zonas balneares de pequena dimensão (com capacidade para menos de 100 pessoas), nos casos em que se verifique uma grande afluência que deverão ser adoptadas “estadias de curta duração”.
Recomenda-se que as entidades gestoras das zonas balneares disponibilizem informação sobre o estado de ocupação, implementando as bandeiras ou placas com cores já definido a nível nacional (verde, amarelo e vermelho). Também se recomenda que esta informação possa ser disponibilizada através de aplicações informáticas.
O Manual pede, igualmente, que sejam definidos “corredores de circulação, de acordo com a área disponível e com as condições de cada zona balnear, nos acessos à zona balnear e aos balneários/sanitários”.
Na vertente de acesso às zonas balneares e sempre que possível deve-se criar apenas um sentido de circulação. Nos casos em que exista mais de uma entrada, terão de ser identificadas e criadas, uma zona de entrada e outra de saída.
Nas zonas balneares com uma única via de acesso e passagens estreitas, e sempre que for possível, deve-se “definir uma divisão longitudinal no piso, de forma a permitir a circulação em sentidos opostos, à direita, minimizando contactos diretos entre os utentes”.
Os bares, restaurantes, esplanadas e os apoios de praia, devem seguir as mesmas regras de limpeza e desinfeção que os restantes estabelecimentos do mesmo tipo em zonas não balneares.
 O Manual de utilização e gestão das zonas balneares dos Açores na época balnear 2020, no contexto da pandemia Covid-19 foi desenvolvido pela Direcção Regional dos Assuntos do Mar, em articulação com a Direcção Regional da Saúde, a Autoridade Marítima Nacional, as Câmaras Municipais e outras entidades gestoras, e em conformidade com as recomendações emanadas pela Comissão Técnica de Acompanhamento das Águas Balneares, coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente.
Todas as recomendações para a época balnear de 2020 podem ser consultadas no site da Direcção Regional dos Assuntos do Mar. 

Luís Lobão

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Autor: CA

Categorias: Regional

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