20 de junho de 2020

Câmara do Comércio de Angra defende comparticipação pela Região aos turistas do valor pago em testes à Covid-19

A Comissão da Promoção e Dinamização do Turismo e a Direcção da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo reuniram-se esta semana com o objectivo de analisar o ponto de situação das empresas do sector e perspectivas para a retoma da actividade, realçando que “em relação à atividade actual o balanço é, naturalmente, muito negativo. 
Após dois meses com facturação nula, parte das empresas do sector, designadamente agências de viagens, restaurantes, alguns hotéis e empresas de animação turística, poucas retomaram os serviços em Maio e Junho, mas com um volume de vendas muito baixo e quebras consideráveis na facturação muito próximas dos 100%”.
A Câmara liderada por Rodrigo Rodrigues na nota enviada refere que “apesar do anúncio da campanha Viver Açores, que pode contribuir para um desagravamento da situação, este será muito ligeiro, e longe de ser suficiente para evitar quebras abruptas na época alta do sector, com impactos negativos catastróficos na economia e no emprego na Região. O valor que a Região estima despender na campanha representa pouco mais de 1% do total de hóspedes acolhidos em 2019”. Nesse sentido, a Comissão da Promoção e Dinamização do Turismo e a Direcção da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo  consideram ser fundamental, neste momento, para a sustentabilidade do sector que a informação acerca dos procedimentos existentes para controlo da propagação do novo coronavírus na Região Autónoma dos Açores, tem que ser mais coesa e abrangente, uma vez que não está a chegar correctamente ao exterior da Região, nomeadamente tendo em conta que o procedimento é alterado com regularidade. É importante transmitir confiança aos mercados e operadores uma vez que a Região sempre se posicionou como um destino seguro devido à baixa taxa de casos que existiram.
Defendem que para os passageiros que desembarquem na Região com o teste de despiste ao vírus SARS-CoV-2 com resultado negativo, a Região ofereça uma percentagem do valor pago pelo teste efectuado pelo passageiro em vouchers, que possam ser usados em serviços e produtos de empresas locais, durante a estada do passageiro na Região. 
Referem ser essencial, para a retoma das empresas locais, que “o recurso ao teletrabalho seja, neste fase, uma excepção e não a regra, devendo todos os serviços de Administração Regional funcionar normalmente”.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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