24 de junho de 2020

Investigação para detenção de funcionários da Autoridade Tributária estende-se aos Açores

A Polícia de Segurança Pública (PSP) especifica a situação nos Açores mas dá conta que se estendeu ao arquipélago a operação que permitiu deter 14 funcionários da Autoridade Tributária, ligados ao Aeroporto de Lisboa. 
A investigação, levada a cabo pelo Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, através da Divisão de Investigação Criminal e sob a coordenação do DIAP Regional de Lisboa, estendeu-se aos distritos de Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal e Região Autónoma dos Açores, envolvendo dezenas de crimes de peculato e falsificação de documentos.
Os funcionários ligados ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, apoderavam-se de forma ilegítima de objectos e mercadorias “a que os mesmos tinham acesso, no âmbito da sua actividade profissional” e que escapavam ao controlo e supervisão e depois passavam a “integrar as suas esferas patrimoniais.
De acordo com o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) a operação foi realizada na manhã de Segunda-feira, mas ao longo de um ano foram investigados vários crimes praticados por estes funcionários e agora foram desencadeados os actos de recolha de prova. 
Durante as 27 buscas domiciliárias e dezenas de outras não domiciliárias, nomeadamente nos locais de trabalho e locais de disposição dos funcionários, a PSP encontrou e apreendeu “centenas de objectos” que supostamente terão sido retirados do aeroporto e foram encontrados nas habitações dos agora arguidos. O comunicado da PSP dá conta que entre os objectos se encontravam relógios, perfumes, computadores portáteis, telemóveis e outros de natureza genérica dos quais os arguidos se terão apropriado. 
Foram, também apreendidos no âmbito das buscas, que ocorreram com a “total colaboração” da Autoridade Tributária e dos visados, diversos aparelhos electrónicos que a PSP suspeita poder conter informação importante para a investigação agora em curso.
A PSP não adianta em que medida os Açores são visados nesta investigação, por estar ainda em curso, mas dá conta que foram detidos 13 funcionários da Autoridade Tributária que forma constituídos arguidos, e foi também detido em flagrante delito uma outra pessoa por posse de arma proibida. Nomeadamente, três armas de fogo: 2 revólveres de calibre .22 e .38 e uma pistola de calibre 6.35 mm, bem como uma pistola de ar comprimido. 
A Polícia de Segurança Pública informa que este último detido será notificado para julgamento sumário na comarca da Amadora, enquanto os 13 detidos foram presentes ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa a fim de serem sujeitos às devidas medidas de coacção. C.D.
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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