Relatório Anual da Segurança Interna de 2019 nos Açores

Criminalidade geral aumentou 2% e os crimes violentos e graves baixaram 14%

Os dados constam do Relatório Anual da Segurança Interna (RASI) e dizem respeito ao ano passado. Dá conta que nos Açores a criminalidade violenta e grave baixou bastante na Região, quando comparada com o ano de 2018 em que o aumento foi exponencial. 
Os dados do RASI indicam que a criminalidade violenta e grave baixou 14,8% no arquipélago, quando em 2018 tinha subido 16%.
A Região vai contra a tendência nacional em que se registou um aumento de 3% de crimes violentos, que chegaram aos 40 por dia, face a 2018. De acordo com o Relatório Anual da Segurança Interna, divulgado pelo Correio da Manhã, registaram-se nos Açores 144 crimes violentos. Ou seja, a cada dois dias e meio foi denunciado à polícia um crime violento, onde se incluem violações, homicídio, extorsão, roubos na via pública e roubos a residências. 
A nível nacional é a primeira vez, em quase uma década, que o número de crimes participados à polícia aumentou, pode ler-se no RASI de 2019, documento no qual são publicadas as estatísticas da criminalidade e os resultados operacionais das polícias.
Na Região a criminalidade geral aumentou. Foram quase mais 2% de crimes registados, o que equivale a 9.125 participações à polícia. Nomeadamente crimes de violência doméstica, condução sob o efeito de álcool ou fogo posto. 
A nível nacional a criminalidade geral também subiu, tendo sido registados mais de 335 mil crimes, mais 0,7% (2.400) em comparação com 2018. 
Os dados foram divulgados pelo jornal Correio da Manhã, sendo que o relatório foi ontem aprovado pelo Conselho Superior da Administração Interna, que integra todas as forças e serviços de segurança, secretas, Forças Armadas e ministros da tutela, e onde são preparadas as prioridades estratégicas para o ano seguinte.
De acordo com os dados do RASI, os Açores acompanham a tendência de subida da criminalidade geral mas em contra-ciclo em relação à criminalidade violenta, que desceu no arquipélago.
No início do ano o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse os dados preliminares do RASI apontavam para uma nova descida da criminalidade violenta em 2019, no entanto, ontem Eduardo Cabrita referiu que Portugal merece ser considerado o terceiro país mais seguro do mundo. Ontem no Ministério da Administração Interna, onde falava no final de uma cerimónia comemorativa do 44.º aniversário do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Eduardo Cabrita referiu que na criminalidade violenta e grave, 2018 e 2019 “são os anos mais seguros desde que existe RASI e comprova, relativamente à criminalidade geral um crescimento residual, que se deve fundamentalmente a dois indicadores”. Um em que a pró-actividade policial “é essencial, a violência doméstica”, e outro que tem a ver com o mundo digital e a burla informática. 
“Os resultados apontam indicadores que significam prioridades nas estratégias e que demonstram a imagem de Portugal como um dos países mais seguros do mundo”, reforçou o Ministro da Administração Interna. 
 

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Autor: Carla Dias

Categorias: Regional

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