Paulo Juromito – Presidente do Clube Operário Desportivo

“Emanuel Simão é a pessoa indicada para levar o clube a outro patamar”

Todos os clubes tiveram de parar em  face da pandemia de Covid-19. Concretamente no Operário, que efeito teve esta paragem?   
Os mesmo efeitos do que em todos os outros clubes. Tivemos de parar e paramos. Obviamente que tínhamos jogadores de fora que tivemos de aguentar durante a quarentena  e, durante esse período estivemos a fazer a preparação da próxima época.

A época poderia ter sido terminada agora neste período, à imagem do que acontece por exemplo com a primeira liga?
Se a Direcção Regional de Saúde e a Associação de Futebol de Ponta Delgada decidiram assim, nós só temos de acatar essa mesma decisão. 
      

É Presidente desde Novembro de 2019, numa altura em que o clube atravessava algumas dificuldades…
E continua a passar. As dificuldades continuam lá e é preciso ter uma postura de entreajuda e tentar que o clube sobreviva. É uma luta e estamos a ganhá-la. A nível nacional e mundial muitos atravessam por essas dificuldades financeiras. Estamos a realizar uma reestruturação do departamento financeiro para que no futuro consigamos estar saudáveis a esse nível. 

Essa reestruturação assenta exatamente em quê?
Assenta num Plano Especial de Revitalização (PER) que vai dar entrada e que já foi aprovado em Assembleia Geral. Depois de introduzido, vamos negociar com todos os credores para podermos, obviamente, fazer um pagamento completo mas de forma faseada. 

A divida do Clube é de quanto? 
Rondava os 396 mil euros. Houve um abaixamento nos últimos tempos mas com esta situação toda os apoios também pararam. Tudo isto parou. Estávamos a tentar fazer alguns pagamentos. Fizemos durante o período normal, mas depois quando entrou o Covid19 também tivemos de para-los.

É presidente há 8 meses, que balanço é que faz deste período?
Não consigo fazer um balanço muito concrecto porque desses 8 meses, 3 meses estivemos em casa e não conseguimos fazer tudo aquilo que gostaríamos de fazer. Alcançamos a manutenção no Campeonato dos Açores que foi algo muito importante. Conseguimos que os jogadores tivessem os seus valores em dia e conseguimos estar a estruturar a próxima época.

Emanuel Simão vai continuar…
Vai continuar e muito bem.

É o homem certo para a subida?
É o homem certo. Mas vamos lá falar numa coisa, toda a gente anda a falar da subida. O Operário está a trabalhar para estar nos primeiros 5 lugares e depois vamos ver o que vai acontecer. É esse o nosso objectivo. Tudo o que vier a mais é uma mais valia para o clube. O Emanuel Simão é a pessoa indicada para levar o clube a outro patamar.

A restante equipa técnica também se mantem?
Tudo igual. Se são bons por que razão haveríamos de trocar.   

Já tem data marcada para o início dos treinos? 
Estamos a prever começar em Agosto, mas tudo depende da informação que vamos ter da Associação de Futebol de Ponta Delgada. A Associação estará também a aguardar informações da Federação Portuguesa de Futebol. Mas vamos estar preparados para iniciar dentro das medidas de segurança que tem de ser aplicadas

O Operário já anunciou 12 reforços para a próxima temporada. O Orçamento do Operário para a próxima época será de quanto?
Depende da quantidade de patrocínios que vamos ter. Temos já alguns fechados, falta-nos fechar outros dois. Quando estiver tudo certo irei informar. 

Vai ter mais reforços?
A esse nível já não consigo ter muitos mais. Já contamos com 23 jogadores.

Qual a sua opinião sobre a possível construção da Academia do Santa Clara na Lagoa?
Essa é uma não questão. Não é uma questão para o Operário. O Clube Operário Desportivo irá sempre apoiar aquilo que for bom para o Concelho da Lagoa e irá apoiar qualquer decisão que a Câmara Municipal tome. Como ainda ontem disse a Presidente da Câmara Municipal, o projecto está a ser introduzido e ainda não está nada decidido, portanto vamos aguardar. Agora se gostaria de ver a Cidade da Lagoa como a próxima cidade desportiva, claro que sim, claro que gostaria.

Não vê então nenhuma razão para esta “polémica”? 
Não vejo razão nenhuma. Repare uma coisa. A Lagoa, como qualquer cidade da ilha, necessita de movimento, de pessoas, necessita de comércio. Havendo mais movimento na cidade isso será benéfico para todos.

A formação está agora a arrancar depois de um tempo em que esteve um pouco em baixo. Vão ter quantas equipas no próximo ano?
Infelizmente a formação esteve um pouco parada e graças a deus, regressaram a casa todos os jovens que querem vir para o Operário. A intenção é abrirmos tudo, desde os traquinas até aos seniores.

Quantos atletas o clube já tem para a próxima temporada?
De formação já passam os 50 e ainda nos faltam dois meses e meio para começar a época. Garantir toda a formação é também um dos nossos objectivos. Inicialmente, o objectivo passa pela reestruturação financeira do clube e depois introduzir a formação. Estamos a trabalhar para que a formação tenha alguns benefícios, que estamos a tentar criar mas que infelizmente, com a Covid-19, tivemos de parar um pouco com esse trabalho. Depois, obviamente, será trabalhar e lutar bastante para que o Clube Operário Desportivo esteja na divisão que merece.

Relativamente às restantes modalidades, estão a considerar abrir alguma outra modalidade?
Vamos ter imensas novidades. Estamos a trabalhar afincadamente mas ainda não possa revelar nada neste momento.
 

Luís Lobão

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Autor: CA

Categorias: Desporto

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