A empresa municipal MUSAMI, criada no âmbito da Associação de Municípios de São Miguel, vai aumentar o seu capital social para 8,1 milhões de euros “com um ciclo de investimentos na mira”, revela o seu Presidente, Ricardo Rodrigues no relatório e Contas de 2019 aprovado em assembleia Geral.
Para este ano estão projectadas as empreitadas das Centrais de Tratamento Mecânico e Biológico, co-financiadas no âmbito do POSEUR – Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos, cujos processos se encontram em curso.
No entender de Ricardo Rodrigues, o projecto do Ecoparque da Ilha de São Miguel “é a resposta actual” que coloca a MUSAMI “no caminho do crescimento da valorização de resíduos e tem revelado possuir uma arquitectura de soluções compatíveis com os objectivos de longo prazo, ajustando a inovações tecnológicas até 2030”.
Segundo o relatório e contas da MUSAMI de 2019, agora aprovado, “assiste-se a uma evolução positiva” nas vendas da empresa, decorrentes do aumento da produção de electricidade por via do aproveitamento do biogás. O mesmo sucede em relação à prestação de serviços com “tendência crescente, obtendo agora uma nova receita proveniente dos serviços de recolha de resíduos sólidos urbanos”.
Comparativamente a 2018, a MUSAMI apresenta um incremento de 21% nas prestações de serviços e um decréscimo de 5% nas vendas de resíduos selectivos e outros valorizáveis, o que leva a um acréscimo de 11% de volume de negócios. Enquanto se verifica um aumento de negócio pelo aterro sanitário da ordem de 2%, observa-se uma redução nos valorizáveis. É que embora se assista a um crescimento de 3% na quantidade de valorizáveis, por outro lado, existe um decréscimo de 3% nas receitas obtidas.
O resultado líquido da MUSAMI foi de 328 387 euros, menos 21% que no ano anterior.