4 de julho de 2020

Nossa rica Ponta Delgada

A saída suspensa de José Manuel Bolieiro foi uma opção política. A saída de Humberto Melo foi uma opção pessoal. Ambas legítimas. Ponta Delgada ficou com um executivo renovado em 40% onde a atual presidente de Câmara está legitimamente no lugar que a lei confere.
Com respeito pessoal e institucional pela atual presidente de Câmara,  Maria José Duarte, a gestão da Câmara Municipal está oca. Gestão e não  liderança, porque esta última não existe. Esta escolha é de José Manuel Bolieiro que não salvaguardou os interesses dos munícipes.
Lanço o desafio aos leitores a visionarem a sessão da Assembleia Municipal realizada no dia 29 de junho. Uma presidente de Câmara que coarta a fiscalização ao executivo, escapulindo-se às perguntas, por tática política ou por mera incapacidade. Deixo ao leitor a resposta.
No campo da propositura, tal como foi a recomendação do Partido Socialista para diligenciar pela consulta pública o projeto previsto para o Mercado da Graça, aprovado por maioria, mas que o executivo lá foi adiantando que é apenas uma recomendação. Como quem diz, isso não é para cumprir… No Mercado da Graça será investido 1,4 M€, não se sabe quando, nem como, para além dos milhões já investidos num espaço com enormes fragilidades de acessibilidade e funcionamento. Mais um penso rápido para o Mercado da Graça. 
Nossa rica Ponta Delgada que merece muito mais e melhor, desde logo um projeto político inovador e diferenciador conjugado com a tipicidade cultural e histórica da maior cidade dos Açores. Tudo só possível com uma liderança forte.
 

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Categorias: Opinião

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