Identificado por câmaras de vilgilância, detido jovem assaltante que provocou danos em snack-bar no Lajedo e roubou 150 euros e raspas

Que se saiba, é o terceiro espaço comercial assaltado esta semana na freguesia de São José, em Ponta Delgada. 
Na madrugada de ontem, o snack-bar Espaço XXI, na Rua Direita do Lajedo, foi assaltado, tendo o larápio levado 150 euros, raspas, e causado um prejuízo que ultrapassa os dois mil euros, já contabilizados. 
Já durante a tarde, a Policia de Segurança Pública deteve o jovem assaltante (conhecido das autoridades), que vai ser hoje ouvido em primeiro interrogatório judicial por um juiz de instrução criminal para aplicação das medidas de coacção tidas por adequadas.
Eram 03h22 de Quinta-feira quando o alarme do snack-bar Espaço XXI disparou e a empresa Prossegur ligou ao proprietário a informar do sucedido, garantindo que não havia intrusos. 
Segundo contou o proprietário, António José de Jesus, à distância introduziu o código, mas por volta das 04h20 a empresa que gere o alarme voltou a ligar a dizer que havia gente no interior do espaço comercial, e que já havia sido comunicado o sucedido à Policia de Segurança Pública, que de imediato se deslocou ao local, tomando conta da ocorrência. Apesar da rapidez com que os agentes de autoridade chegaram ao local, o intruso já havia deixado o estabelecimento, tendo sido encontrado junto à porta de uma residência a caixa registadora que o mesmo roubara. 
Conta o empresário que o larápio entrou no snack-bar por meio de arrombamento, tendo para a concretização do crime utilizado uma pedra, com quase três quilos, para forçar a abertura das portas de alumínio. Segundo disse, com a pedra, que fora deixada no local, o jovem assaltante forçou os fechos até se soltarem, danificando as portas. Já no seu interior partiu o computador e arrancou do mesmo a caixa registadora, de onde subtraiu a quantia de 150 euros (fundo de maneio). Levou também várias raspas dos Açores, que o dono do bar não soube precisar quantos.
Para António José de Jesus, este roubo no snack-bar é mais um duro golpe nas dificuldades que as empresas estão a passar, depois de terem fechado três meses devido à pandemia de Covid-19. “Mais do que os 150 euros, que é dinheiro, são os estragos e os custos que temos para consertar o que foi partido. Só para arranjar a porta foram 400 euros e para comprar um novo computador para a facturação são mais 1600 euros. Aqui já estão 2 mil euros. Tenho de comprar o computador e a registadora porque se as Finanças cá vierem não vão querer saber se um ladrão partiu ou não o computador, querem é que tenha em dia a facturação. “Este roubo é uma loucura pelo prejuízo que deixou”, diz o assaltado. 
A somar ao fundo de maneio, aos raspas e a algum outro pormenor que necessita de reparação (ainda por avaliar), entre compras e reparações, o assalto vai custar a António José de Jesus cerca de três mil euros, um prejuízo que em tempos difíceis “custa muito a ganhar. Ainda estou a pagar o plano de pagamentos que fiz durante a pandemia, e já tenho mais um prejuízo”. 
O empresário diz que “a polícia fez um trabalho rápido e quando eu fui assinar a queixa disseram-me que o ladrão já tinha sido detido. Foi um bom trabalho. A polícia esteve muito empenhada. Para a celeridade do desempenho dos agentes de autoridade contou também as imagens gravadas em circuito fechado, que permitiram a identificação do larápio.        
 

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