19 de julho de 2020

Coisas do Corisco

Os deuses, de facto, estão doidos!

Os Municípios  espanhóis fronteiriços à cidade de Elvas, pediram o  fecho  daquela fronteira com Portugal por causa do perigo que a população espanhola fronteiriça,  mais idosa, incorre pela grande possibilidade de se infectar em face  do fluxo de coronavirus existente em Reguengos de Monsaraz com os 131 casos activos lá existentes.
Quando o Ministro da Administração Interna, essa incompetente figura nacional, que ainda não percebi porque continua à frente do importante ministério que chefia, disse, com todo o desplante, que o fluxo de Reguengos não representa grande perigo porque está bem identificado, e que a monitorização das fronteiras entre os dois países sempre foi exemplar pelos tempos fora, fugindo, ardilosamente, à questão que as populações fronteiriças espanholas põem perante a preocupante questão vivida naquela localidade portuguesa, põe-me a pensar que o Ministro da Administração Interna está a tirar-nos do sério gozando connosco.
Quanto  a António Costa, com aquele seu ar jocoso, qual bailarino, roda e rodopia fugindo às verdadeiras questões que se lhe põem, quase como cuspindo para o ar finge-se distraído,  e afirma que a questão de Portugal estar na lista negra, ou encarnada, da maioria das nações europeias que hoje nos consideram um país inseguro e desastrado, fechando-nos as fronteiras com medo de os portugueses os irem infectar, diz que é uma medida injusta bloquearem passageiros de Portugal e que essas medidas, ao fim e ao cabo,  não passam de uma guerra de retaliação. Com essa sua afirmação, Costa está a gozar connosco pois todo o mundo tem conhecimento do desastre e desatino que se regista na região de Lisboa e vale do Tejo, muito perto do caos naquilo que diz respeito à pandemia do coronavirus.
Finalmente em relação ao nosso beijoqueiro Presidente da República, mete-me muita impressão pois ele continua cada vez mais aéreo e tão próximo do Primeiro Ministro, que se confunde se foi o Costa que virou centro direita, ou se Marcelo se tornou socialista.
Uma coisa é  certa, tanto Costa como Marcelo,  comem do mesmo prato, comem também avidamente a cegueira do poder, e dizem os maiores disparates, escondendo aquilo que este país, incompetentemente, tem feito com a sua  deficiente  política diplomática junto das nações que hoje nos proíbem lá entrar.    
Aquilo que parece, de facto, acontecer, é que Portugal não está a ser penalizado, maldosamente, com jogadas de retaliação por interesses que se sobrepõem à pandemia, como afirmam, levianamente, o Primeiro Ministro e o Presidente da República. Aquilo que é um facto é que são já   17 os países europeus que impõem restrições à entrada de portugueses, e  que nesses 17 países, 8 deles, simplesmente, proíbem a nossa entrada, como são os casos da Dinamarca, Finlândia, Áustria, Eslováquia, Chipre, Letónia, Roménia, e Lituânia. 
Mas será isso retaliação como acusa o Primeiro Ministro? Ou não será o medo que essas nações têm da leviandade portuguesa e do disparate que é, por exemplo, entrarem em Portugal, brasileiros, e norte americanos, provenientes de países absurdamente infectados, sem um controlo devido, fazendo do nosso país, a plataforma para o seu encaminhamento para outros destinos europeus?
De uma coisa não podemos fugir é de que somos um país entregue a responsáveis pela saúde que são mentirosos, e ridiculamente incompetentes; que, ingenuamente, deixamos que o vírus, por incompetência e incúria, se disseminasse na área  de Lisboa e vale do Tejo, de umas  forma descontrolada, e quase sem controlo; que apregoamos aquilo que não somos com uma verdade que é só nossa e que não convence ninguém por uma ineficácia  diplomática atroz. 
Ou será que as nações que negam a entrada de portugueses estão todas erradas e nós,  é que estamos certos? Ou não será que  a cegueira do Primeiro Ministro é tal, que ainda não assumiu  a gravidade da contaminação, falta de controlo,  e negligência, usadas pelas entidades portuguesas no combate adequado à pandemia?
Voltando agora a nossa atenção para os Açores, penso que ou Vasco Cordeiro toma o freio dos comandos da Região, naquilo que diz respeito ao covid-19 ou, fatalmente, vamos cair numa segunda vaga com consequências terríveis. 
Ora podendo ser o turismo uma das fortes causas dessa previsível segunda vaga pandémica,  não seria muito mais seguro obrigar-se, a quem cá chega, uma quarentena para nos precavermos dessa mesma pandemia, evitando-se a morte de muita gente, o pânico da cidadania, a paralisação do ensino, o esgotamento da saúde, um aumento incontrolável do desemprego, e como será inevitável o colapso financeiro.
Aquilo que mais me afligia veio a suceder com o caso das últimas  3 infecções registadas em S. Miguel, com um deles que feito o primeiro teste, nada acusava, e passados 6 dias, acusou positivo tendo, certamente,  infectado muita gente enquanto circulou livremente até se descobrir; assim  como, também, aqueles que deram positivo à chegada terão, eventualmente, infectado outras pessoas no aeroporto à sua chegada, pois se é verdade que dentro do avião não havia grande perigo de contágio porque toda a gente viaja virada para a frente, como afiança a lunática Graça Freitas, na gare isso não sucedia.
Este é o exemplo nítido daquilo que certamente sucederá  com muitos turistas que entrarão nos Açores se não se tomarem as medidas de quarentena que, por precaução, seria  aconselhável tomarem-se.
Exactamente porque não existe força maior para os Açores, que não seja aquela que se prenda com a defesa dos  lídimos interesses dos açorianos.
Também por isso, se Vasco Cordeiro teimar em não controlar devidamente as entradas de turistas na Região, por cada morte que se verifique por essa razão, pesar-lhe-á sobre os ombros esse grave  crime que, por negligência, cometerá contra os familiares daqueles nossos residentes que venham a morrer por esse facto.             
 

Print

Categorias: Opinião

Tags:

Theme picker

Revista Pub açorianissima